A Federação de Automobilismo da Ucrânia (FAU) apresentou uma queixa formal ao Comitê de Ética da FIA, após a decisão de suspender a proibição de competidores russos e bielorrussos em eventos internacionais.
A FIA aprovou a suspensão das restrições à participação que atingia atletas, dirigentes e times russos e bielorrussos em competições internacionais. As sanções foram impostas em fevereiro de 2022, após o início da invasão russa à Ucrânia.
Desde 2022, os pilotos e dirigentes dos dois países, participavam dos eventos, mas usavam uma bandeira da FIA e precisavam assumir um compromisso de neutralidade. Além disso, competidores que tinham dupla nacionalidade, fizeram a mudança para outra bandeira que não fosse a russa.
Essa liberação vem acompanhada da possibilidade dos esportistas russos e bielorrussos passam a competir sem essas limitações, enquanto símbolos nacionais, bandeiras e hinos também foram liberados.
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No entanto, a resolução de 2026, foi uma forma de acompanhar a recente decisão do Comitê Olímpico Internacional (COI). Mas a medida desagradou a Ucrânia, principalmente por conta da continuidade do confronto, que ainda afeta o paíse e os pertencentes à nação ucraniana.
A Federação Automobilística da Ucrânia (FAU) acusa a Federação Automobilística Russa (RAF) de ter aberto e continuar operando escritórios em territórios ucranianos ocupados pela Rússia, incluindo a Crimeia, a cidade de Sebastopol e as províncias de Donetsk e Zaporizhzhia.
As regiões são reconhecidas internacionalmente pelas Nações Unidas como parte do território soberano da Ucrânia.
Segundo a FAU, a atuação da federação russa nesses locais representa uma violação dos estatutos da FIA e do Código Esportivo Internacional da entidade, que estabelece a existência de apenas uma federação automobilística reconhecida por país.
O presidente da FAU, Oleksandr Feldman, classificou a situação como uma violação direta das regras da FIA e pediu uma resposta da entidade.
“Esta é uma clara violação dos estatutos da FIA por parte da Federação Russa de Automobilismo, que, como membro da FIA, é obrigada a cumpri-los”, afirmou o presidente da FAU.
“Instamos o presidente da FIA a tomar medidas urgentes para que esses escritórios sejam fechados e a federação automobilística russa seja sancionada por suas ações.”
A FAU já tinha encaminhado uma carta à FIA pressionando o órgão regulamentador para realizar uma revisão da decisão.
Desta forma, a FAU solicita ao comitê de ética da FIA que declare a RAF culpada por violar os estatutos da FIA e ordene o fechamento imediato dos escritórios. A entidade também afirma que Boris Rotenberg, presidente da RAF, está “diretamente sujeito a sanções internacionais impostas pelos EUA, Reino Unido, UE e outras jurisdições aliadas em resposta à agressão contra a Ucrânia”.
Após as alterações realizadas nos estatutos da FIA no ano passado, o comitê de ética da FIA está sob o controle de Mohammed Ben Sulayem, de seu aliado, o presidente do Senado, Carmelo Sanz de Barros.
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