O GP do Canadá foi disputado neste último fim de semana como o terceiro evento Sprint da temporada 2026. A etapa foi marcada pelo duelo acirrado entre George Russell e Andrea Kimi Antonelli, além das estratégias de corrida para o evento.
SPRINT
O sábado começou com a corrida de 100 km. Alguns pilotos iniciaram a corrida dos boxes, enquanto Lance Stroll enfrentou um problema antes da volta de alinhamento para os boxes, desta forma precisaram mover o carro do canadense para o pit-lane.
A escolha dos pneus para prova Sprint, também funcionava como uma forma para se preparar para o domingo, por conta da ameaça de chuva. Os pneus médios foram os mais utilizados na prova sprint, por fornecer uma boa aderência e durabilidade. No entanto, o composto duro foi usado por Arvid Lindblad na largada, enquanto a dupla de pilotos da Cadillac partiu com os pneus macios para completar as 23 voltas.

Foi observado ao longo da sessão, que o pneu macio apresentou uma degradação linear e limitada, um sinal de que poderia ser uma boa escolha para corrida do domingo, por conta das temperaturas mais baixas.
Acreditava-se que para o domingo a estratégia de apenas uma parada, com combinação dos pneus médios e duros, seria uma excelente saída para o domingo – se a chuva não caísse.
DOMINGO – CORRIDA PRINCIPAL
Antes da largada existia uma ameaça de chuva. Quando os pilotos partiram dos boxes para fazer algumas voltas de verificação, antes de parar nos boxes, competidores relataram certa dificuldade com a aderência, por conta do asfalto que estava ficando úmido.
Dessa forma, vimos o maior erro da corrida acontecer naquele instante e prejudicar a prova dos dois pilotos da McLaren, Audi, Cadillac e Carlos Sainz da Williams. A escolha de iniciar a prova com os pneus intermediários de chuva, evidenciou o erro da McLaren, pois Lando Norris fez uma excelente largada e tomou a dianteira logo na primeira curva do circuito.
No entanto, a McLaren precisou chamar o britânico na segunda volta, para substituir os pneus intermediários, pouco depois de trocar os compostos de Oscar Piastri. A escolha da equipe de Woking foi tomada em conjunto e os pilotos acreditavam que largar com os pneus de chuva era uma boa ideia. Eles teriam mais aderência naquele começo, pois esses compostos além de serem extremamente macios, conseguem pegar temperatura mais rápido – até mesmo que o composto C5 – mais macio da gama.

De certa forma, o equívoco da McLaren fez com que Norris tracionasse muito melhor que a dupla da Mercedes, para ocupar a liderança. Porém, sem chuva no traçado, aqueles compostos não sobreviveriam por muito tempo e de qualquer forma, deixaram Norris mais lento em pista.
Todos aqueles que começaram a corrida com os intermediários, pararam por volta do segundo giro e depois apostaram em cumprir um período com os pneus macios e outro com os médios. A exceção foi Carlos Sainz (que terminou na zona de pontuação), pois o espanhol foi dos intermediários para os médios e depois usou um jogo de pneus médios novos para o final da prova.
O vencedor da corrida, Andrea Kimi Antonelli largou com os pneus macios, essa também foi a aposta para todos que participaram do pódio no Canadá.
Os pneus macios já usados, mas “cozidos”, após passar pelo processo de aquecimento entraram em jogo para aqueles que tiveram a chance de disputar a vaga no top-10 da classificação no sábado. Como observado no dia anterior, os pneus macios apresentaram um desgaste linear, então era saudável contar com eles, principalmente em um dia mais frio e com ameaça de chuva.
Eles forneceriam mais aderência se em algum momento uma garoa fina caísse em pista. Essa também foi uma escolha boa para lidar com o início da corrida e o momento de maior incerteza – que acabou enganando a McLaren.
Os quatro primeiros colocados – Antonelli, Lewis Hamilton, Max Verstappen e Charles Leclerc – só realizaram as suas paradas obrigatórias, quando o Virtual Safety Car pintou na pista no 30° giro, por conta do abandono de George Russell.
O momento da troca de pneus da Mercedes se aproximava, enquanto o duelo intenso entre George Russell e Andrea Kimi Antonelli definia completamente o rumo da corrida para os dois pilotos. O italiano pressionava o companheiro de equipe a cada volta, aproveitando qualquer brecha para tentar assumir a liderança.
A Mercedes iniciou a prova com um plano estratégico bem definido para as paradas, mas a disputa acirrada dificultou a execução do cenário ideal, especialmente porque Russell não conseguia abrir vantagem, enquanto Antonelli, em diversos momentos, demonstrava ter um ritmo ainda mais forte.
Com Russell abandonando por um problema no carro, não tinha mais motivo para prolongar ainda mais o período de Antonelli em pista, então o italiano cumpriu a parada obrigatória para usar os pneus médios novos.
Também se aproveitaram dessa brecha, os pilotos que estavam logo atrás de Antonelli, assim como Isack Hadjar. Para o francês da Red Bull, essa foi uma prova que ele quase seguiu a estratégia do companheiro de equipe, mas a sequência de punições forçou uma nova visita aos boxes na volta 52.
Do quinto (Hadjar) ao décimo (Oliver Bearman) todos tomara uma volta do líder. Franco Colapinto da Alpine terminou a corrida na sexta colocação, apostando na estratégia médios e duros, que muitos achavam que seria a aposta principal.
A escolha para prova do argentino, também foi replicada no carro de Pierre Gasly, que também conseguiu pontos. Liam Lawson fechou a corrida em sétimo, com a estratégia inversa a escolha dos líderes, já que largou com os pneus médios e terminou a corrida com os macios.
Apesar do desastre que foi a largada com os pneus intermediários, Carlos Sainz terminou na zona de pontuação, se aproveitando não apenas do erro da McLaren, mas da quebra do britânico, assim como do abandono de Russell. Além disso, Oscar Piastri também foi punido – por uma batida com Alexander Albon – que derrubou a oportunidade de o australiano fazer uma corrida de recuperação e terminar na zona de pontuação.

A estratégia de apenas uma parada se provocou como a melhor escolha para corrida. A prova foi marcada também por uma série de abandonos e por consequência, a presença de novos Virtuais Safety Car.
As temperaturas mais frias no domingo contribuíram para o uso dos pneus mais macios, enquanto os duros quase foram esquecidos, pela dificuldade que era colocar temperatura neles. A taxa de granulação dos pneus também foi bem limitada e não afetou o desempenho dos compostos nos stints mais longos.
A chuva não caiu e a prova foi desenvolvida em pista seca, com duas voltas debitadas, por conta do abandono precoce de Arvid Lindblad – antes da volta de formação.
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