O presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem está em busca de propor uma mudança significativa para os estatutos da entidade, pois pretende quer eliminar o atual limite de três mandatos para a presidência e permitir reeleições ilimitadas até os 70 anos de idade.
Atualmente, o regulamento da FIA estabelece que o presidente cumpra mandatos de quatro anos, com limite máximo de três gestões consecutivas, totalizando 12 anos no cargo. Além disso, os estatutos impedem que um candidato com mais de 69 anos dispute uma nova eleição presidencial.
Ben Sulayem foi eleito pela primeira vez em 2021, sucedendo Jean Todt, e garantiu a reeleição no fim de 2025. Pelas regras atuais, ele ainda teria direito de disputar mais um mandato, podendo permanecer no cargo até 2034. No entanto, a nova proposta abriria caminho para uma permanência ainda mais longa na presidência da FIA.
A última eleição, o atual presidente da FIA era o único que cumpria todos os requisitos, apesar de ter outras três pessoas interessadas na governança da instituição, sendo eles: Laura Villars, Virgine Philippot e Tim Mayer. Na época Carlos Sainz Senior, pai do piloto da F1 também demonstrou interesse em participar das eleições, mas a candidatura não foi para frente.
A proposta deve ser apresentada no próximo dia 26 de junho, durante a Assembleia Geral da FIA, em Macau. Segundo informações apuradas pelo GPblog, a expectativa nos bastidores é de que a alteração seja aprovada, principalmente pelo forte apoio que Ben Sulayem mantém entre federações menores ligadas à entidade.
Durante sua campanha de reeleição em 2025, o dirigente já indicava o desejo de ampliar seu período à frente da entidade. Na ocasião, afirmou que “três anos em uma federação complexa como a FIA não são suficientes” e destacou que ainda havia muito trabalho a ser realizado dentro do órgão máximo do automobilismo mundial.
“Acho que três anos em uma federação complexa como a FIA não são suficientes”, disse ele.
“Preciso de mais tempo? Sim. Foi fácil? Nunca. Foi prazeroso? Às vezes. Então, vou [me candidatar]. Consultei a maioria dos membros. Conversei com eles.”
Apesar do apoio político recebido internamente, a gestão de Ben Sulayem também acumulou críticas e controvérsias nos últimos anos. O presidente protagonizou atritos com a Liberty Media, empresa responsável pela Fórmula 1, além de enfrentar resistência de pilotos e equipes por conta da política rígida adotada contra palavrões e manifestações públicas, o que resultou em multas e punições.
Outro ponto frequentemente citado por opositores é a saída de diversos funcionários importantes da FIA durante sua administração, alimentando relatos de desgaste interno e um possível êxodo dentro da federação. Mudanças recentes nos estatutos da entidade também geraram questionamentos, especialmente por supostamente reduzirem a influência de comitês independentes de auditoria e ética.
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