ColunistaExtreme EPost

Em parceria com a AFC Energy, Extreme E conclui sistema de células de combustível de hidrogênio

Equipamento é fundamental para o projeto de emissão zero de carbono da categoria

A colaboração da AFC Energy com a Extreme E teve seu resultado apresentado hoje: um gerador de células de combustível de hidrogênio que permitirá que a categoria carregue sua frota usando energia com emissão zero de carbono, característica crucial para a competição desempenhar seu papel de conscientização ambiental.

Isso é possível porque a água é o único subproduto do gerador que será utilizado em cada uma de suas cinco corridas.

O projeto foi anunciado em julho do ano passado. Desde então, a AFC Energy trabalhou em estreita colaboração com a Extreme E para desenhar e completar uma célula de combustível e um sistema operacional sob medida que compreendesse detalhadamente as condições extremas de cada local de corrida e que pudesse apoiar a implementação bem sucedida do sistema, sendo capaz de carregar todos os SUVs elétricos  do campeonato (ODYSSEY 21).

Após seis meses de engenharia colaborativa com a equipe da Extreme E, o sistema de células de combustível passou por um mês de testes intensos em janeiro na fábrica da, na Inglaterra. Esse sistema foi testado junto com o de gerenciamento de baterias e com a infraestrutura de carregamento de veículos.

AFC Energy – Foto: JOHN McLELLAN

Agora que recebeu a luz verde, ele foi distribuído antes de ser carregado no Santa Helena, a peça central flutuante da Extreme E que deve sair do Reino Unido em meados de fevereiro em direção à Arábia Saudita, sede da primeira etapa do campeonato.

“O carregamento de células de combustível de hidrogênio no mundo do automobilismo é verdadeiramente inovador e a Extreme E é o primeiro evento desse tipo a utilizar essa tecnologia”, disse Alejandro Agag, fundador e CEO da Extreme E.

“O produto da AFC Energy oferece uma solução completa para a execução de nossos veículos elétricos livre de emissões, e espero que inspire outras organizações a investigar alternativas sustentáveis de baixa emissão ao executar seus eventos”, concluiu o CEO. 

Adam Bond, CEO da AFC Energy, acrescentou: “O hidrogênio continua a ganhar impulso como uma plataforma mundial viável que oferece uma solução fundamental para a descarbonização de setores onde a eletrificação e a infraestrutura de rede estão ausentes. 

“A visão da Extreme E de usar o automobilismo como plataforma para introduzir novas tecnologias, como a tecnologia de células de combustível, para apoiar esse objetivo está de parabéns e a AFC Energy tem muito orgulho de estar associada a uma iniciativa tão marcante.

O uso de hidrogênio também não passou despercebido pelo mundo. No final de 2020, o Governo do Reino Unido anunciou seu plano de dez pontos para uma revolução industrial verde, a Extreme E está na vanguarda de dois deles:

  • Ponto 2: impulsionar o crescimento do hidrogênio de baixo carbono
  • Ponto 4: acelerar a mudança para veículos de emissão zero

A categoria está usando um SUV elétrico para mostrar as habilidades desse tipo de veículo, ao mesmo tempo em que usa tecnologias inovadoras, como o hidrogênio, para executar suas corridas da maneira mais sustentável possível.

Vale lembrar que o uso do hidrogênio como combustível está sendo estudado por outras categorias, inclusive pela Fórmula 1, como alternativa às baterias elétricas. A ideia é eliminar o uso de combustíveis fósseis e diminuir os impactos ao meio ambiente. Um ótimo artigo sobre o assunto foi publicado no Projeto Motor.

Em todo caso, com o esporte como propósito, a Extreme E busca aumentar a conscientização sobre a crise climática, mostrar soluções de baixo carbono e inspirar ações (grandes e pequenas) em fãs e parceiros, para reduzir a pegada de carbono criando um planeta melhor.

Mostrar mais

Cinthia Venâncio

Cearense que acompanha Fórmula 1 desde que se entende por gente. Faz aniversário no mesmo dia do Damon Hill.

Deixe uma resposta

Artigos relacionados