Às vésperas do início da temporada 2026 do Mundial de Endurance da FIA (WEC), a FIA e o ACO afirmaram que o Balanço de Performance (BoP) utilizado para equilibrar os carros na competição, não será mais divulgado ao público. A informação ficará restrita aos times.
Bruno Famin, diretor administrativo do ACO e o diretor de esportes e circuitos da FIA Marek Nawarecki falaram com a imprensa presente em Ímola nesta quinta-feira (16) sobre a decisão tomada para o campeonato de 2026.
O BoP rege o campeonato, para evitar o aumento dos custos de desenvolvimento, bem como permitir que carros e conceitos técnicos diferentes possam competir em regime de igualdade. Desta forma, após cada prova a categoria analisa os dados e faz as alterações necessária de peso e potência dos carros para nivelar a competição.
A opção de não revelar mais ao público o BoP, tem como intuito evitar as interpretações equivocadas.
“Queremos evitar qualquer mal-entendido, pois é difícil explicar ao público os detalhes e as diferenças aplicáveis a cada carro, bem como suas características “, falou Famin que ingressou recentemente no ACO.
“O balanceamento inicial é feito durante a homologação, depois vamos para a pista para avaliar o desempenho real do carro, o consumo de combustível e pneus, o nível dos pilotos, etc. Mas os pilotos também são muito bons em gerenciar situações, então as variáveis se multiplicam.”
“O Balance of Performance (BoP) representa apenas uma pequena parte do resultado final. A configuração específica da corrida, a estratégia e as situações da prova também devem ser levadas em consideração. Há muitos fatores que influenciam o desempenho, e nem todos estão sob nosso controle.”
“Os resultados também são fruto do talento e mérito dos pilotos, bem como da qualidade do trabalho das equipes. O que podemos fazer através do regulamento é garantir que isso se aplique de forma justa a todos, evitando o tipo de gastos vistos na era dos LMP1.”
Marek Nawarecki ainda disse: “Precisamos ‘limpar’ os dados para analisá-los corretamente, com base nos parâmetros mencionados por Bruno. Cada circuito é diferente, cada piloto aborda cada setor de maneira diferente – usando as zebras mais ou menos, gerenciando o desgaste dos pneus, aproveitando o vácuo nas retas, etc.”
“Em última análise, o problema não é o tempo de volta em si, mas como ele é alcançado. Se dissermos ao público que um carro é 20 kg mais pesado ou mais leve, isso pode levar a interpretações errôneas. Isso ocorre porque o público não tem acesso aos parâmetros de homologação ou aos dados que coletamos e, portanto, não consegue compreender totalmente as decisões tomadas.”
Por conta do calendário do WEC contar com apenas oito etapas, sendo formados por circuitos que tem as suas particularidades, o BoP não foi definido para todo o campeonato, fazendo mais sentido realizar adaptações por evento.
O BoP não será alterado no decorrer do fim de semana, se for necessário, as alterações serão realizadas antes do começo do evento, em testes específicos como é o caso da preparação para as 24 Horas de Le Mans. Por enquanto eles vão esperar para ver o que acontecerá no decorrer das suas primeiras corridas.
“Mais uma vez, queremos evitar qualquer especulação e qualquer risco de as equipes relaxarem em Imola ou Spa, ou pensarem que podemos estar escondendo algo para Le Mans. Por enquanto, preferimos não comentar mais e ver como a situação se desenvolve.”

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