Carlos Sainz admitiu que seu futuro na Williams dependerá diretamente da capacidade da equipe de reagir à temporada abaixo das expectativas. O espanhol afirmou que pretende discutir os próximos passos durante a pausa de verão da Fórmula 1 e reconheceu que o prazo que imaginava para buscar resultados melhores, precisou ser revisto.
Quando deixou a Ferrari para abrir espaço à chegada de Lewis Hamilton, Sainz enxergou na Williams um projeto de longo prazo. Convencido pela visão apresentada pelo chefe da equipe, James Vowles, o piloto acreditava que poderia fazer parte da reconstrução da equipe britânica e retornar ao topo da categoria nos anos seguintes.
O início da parceria, inclusive, trouxe sinais positivos. Em sua primeira temporada, Sainz ajudou a Williams a voltar ao pódio após quatro anos, com terceiros lugares conquistados nos GPs do Azerbaijão e do Catar. No entanto, a equipe enfrentou dificuldades significativas na temporada atual, como um carro acima do peso mínimo e atrasos no desenvolvimento, fatores que comprometeram o desempenho ao longo do campeonato.
Com apenas 11 pontos conquistados nas dez primeiras etapas — seis deles marcados por Sainz —, a Williams está no final da tabela e esse desempenho tem alimentado os rumores sobre a continuidade do espanhol no projeto.
Questionado antes do GP da Hungria sobre quando pretende definir seu futuro, Sainz evitou estabelecer um prazo, mas confirmou que as conversas acontecerão durante o período de férias da categoria.
“Honestamente, não sei. Não posso dar uma data. Sempre disse que esperaria até o verão para me sentar com a minha equipe e pensar sobre isso, discutir com eles, com o James e todos os outros, o futuro da equipe e o meu futuro nela. Espero que, obviamente, durante o verão possamos tomar uma decisão e a ter uma ideia melhor da situação. Não sei quando será exatamente.”
O nome do espanhol foi vinculado ao projeto da Audi, indicando que talvez a equipe substitua Nico Hülkenberg. Anteriormente, quando a equipe alemã ainda estava migrando de Sauber para Audi, Sainz tinha recebido uma oferta, mas o projeto da Williams parecia mais atrativo.
Apesar do momento delicado, o piloto destacou que continua acreditando no projeto liderado por Vowles. No entanto, admitiu que a expectativa inicial de voltar a vencer corridas em um curto espaço de tempo já não corresponde à realidade.
“Acho que não é segredo para ninguém que minhas expectativas ou o prazo de quanto tempo levaria para eu vencer uma corrida novamente, sendo a Williams o lugar ideal para isso, foram adiados em um ou dois anos. Depende de quão rápido conseguirmos nos recuperar dessa situação.”
Sainz tem demonstrado o desejo de brigar por pódios e vitórias de forma constante. O piloto é visto como um competidor de grande valor no grid e que pode se encaixar em outros projetos, por conta da sua experiência.
“Obviamente, eu tinha em mente um prazo que estava disposto a aceitar para ajudar esta equipe a voltar a vencer, e quanto tempo eu estava disposto a esperar para voltar a lutar por vitórias.”,
“Claramente, esse cronograma, infelizmente – para todos nós, porque a equipe também é afetada por isso – será mais longo do que esperávamos, e esse caminho será mais longo do que o previsto.
Para o espanhol além de ter mais uma equipe histórica no currículo, Sainz gostaria de fazer parte da reconstrução desse projeto.
Apesar da Williams ter se preparado para o início do novo regulamento, alguns problemas surgiram no projeto e como ainda é um time com alguns problemas internos, o desenvolvimento também é mais demorado.
Mesmo assim, o espanhol garante que ainda enxerga motivos para acreditar no futuro da Williams. Para ele, o trabalho realizado nos bastidores continua reforçando a confiança de que a equipe está construindo uma base sólida, ainda que os resultados atuais não reflitam esse progresso.
“Isso ainda me dá confiança e motivação de que estamos indo na direção certa. Acontece que o carro deste ano, por algum motivo, tem apresentado um desempenho abaixo do esperado e muito aquém das nossas expectativas, por diversas razões que não vou mencionar aqui.”
“Preciso repensar minha maneira de pensar e me imaginar daqui a três ou quatro anos para tomar uma decisão. Mas contínuo confiante no caminho e no projeto em que estamos.”
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