A Fórmula 1 retorna neste fim de semana para disputar o GP da Holanda, sendo o palco do penúltimo evento Sprint da temporada 2026. A edição também marca a despedida do Circuito de Zandvoort, já que a corrida não está prevista para o calendário de 2027.
A McLaren deixou a Hungria celebrando uma vitória com Lando Norris. O desempenho na etapa chamou a atenção, deixando Mercedes, Ferrari e Red Bull, atentas sobre uma possível crescente do time britânico após as férias de verão.
No entanto, a Mercedes segue no comando da tabela, lidando tanto o campeonato de Pilotos, como o de Construtores. Andrea Kimi Antonelli comanda a tabela com 219 pontos, contra 169 de Lewis Hamilton e 160 de George Russell.
Charles Leclerc ocupa a quarta colocação do Mundial com 138 pontos, enquanto Norris aproximou substancialmente com a sua vitória, fechando a rodada da Hungria com 128 pontos.

Nesta retomada do campeonato, a equipe alemã tenta administrar a vantagem adquirida durante a primeira metade do campeonato, porém, estão atentas as atualizações regulares por parte da Ferrari e da crescente da McLaren. A Red Bull também está em busca da sua recuperação e de conquistar alguma vitória.
Além de marcar o retorno da Fórmula 1 após as férias de verão, o GP da Holanda representa um momento importante para as equipes. Com a temporada entrando em sua fase mais decisiva, cada ponto passa a ter peso maior nas disputas de ambos os campeonatos. Um erro em Zandvoort pode representar uma perda significativa na classificação.
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O calendário também começa a exigir mais fisicamente de pilotos e equipes. A sequência de viagens, mudanças de continente e adaptações aos diferentes fusos horários se intensifica nesta parte do ano, especialmente com as rodadas triplas concentradas nesse semestre. Ao mesmo tempo, os competidores precisam lidar com condições climáticas bastante distintas, incluindo provas marcadas por temperaturas elevadas.
Zandvoort: um circuito técnico e imprevisível
O circuito holandês tem uma história extensa na categoria, com períodos de presença e ausência do calendário desde os anos 1950. A última corrida antes do longo intervalo aconteceu em 1985, e o traçado voltou a receber a categoria somente em 2021, após 36 anos afastado.
Com 4.259 km de extensão, Zandvoort é o segundo circuito mais curto do calendário, atrás apenas de Mônaco. O traçado conta com 14 curvas, sendo dez para a direita e quatro para a esquerda, e a corrida é disputada ao longo de 72 voltas.

Apesar do tamanho reduzido, o circuito está entre os mais exigentes da temporada. A combinação de curvas rápidas, mudanças de direção e trechos sinuosos mantém os carros em constante movimento e dificulta a criação de oportunidades de ultrapassagem.
Por isso, a classificação assume um papel especialmente importante. Largar nas primeiras posições pode representar uma vantagem considerável, já que o traçado oferece poucas oportunidades para ganhar posições durante a corrida.
O Grande Prêmio da Holanda foi vencido por pilotos que largaram da pole position em todos os cinco anos desde seu retorno ao calendário da Fórmula 1. Neste fim de semana as equipes precisaram realizar duas classificações, por conta do evento Sprint.
O tráfego também merece atenção dos times, por conta da liberação dos carros para pista. Como um circuito curto, os pilotos encontram rapidamente carros mais lentos, tornando fundamental escolher o momento correto para realizar uma volta rápida. Pequenos erros de posicionamento podem comprometer tanto uma volta de classificação quanto o andamento de outro competidor.
Vento e areia aumentam o desafio
Localizado próximo ao Mar do Norte, Zandvoort possui características que vão além do desenho do circuito. A areia carregada pelo vento pode se espalhar pelo asfalto e alterar os níveis de aderência, enquanto a direção e a intensidade das rajadas podem mudar ao longo do dia.
Essa combinação faz com que o comportamento da pista não seja completamente previsível. Os pilotos precisam adaptar constantemente o estilo de condução e as equipes podem ser obrigadas a revisar seus acertos conforme as condições mudam.
O clima costeiro também contribui para temperaturas mais amenas em comparação com outras etapas do calendário. A região apresenta média de aproximadamente 20,1°C, com máximas próximas de 23°C, enquanto a possibilidade de chuva permanece como um fator adicional de imprevisibilidade.
Uma das marcas registradas de Zandvoort são as curvas inclinadas. Entre elas, as curvas 3 e 14 possuem inclinação de 18 graus, aumentando a carga aplicada sobre os pneus durante a passagem dos carros.
A característica é especialmente importante porque o circuito combina essas inclinações com velocidades elevadas. Os pneus precisam lidar simultaneamente com forças laterais significativas e longos períodos de carregamento, tornando a gestão dos compostos uma das principais preocupações do fim de semana.
O traçado é considerado um dos mais técnicos da temporada justamente pela combinação entre velocidade, curvas de alta exigência e pouca margem para erros.
Os Pneus
As dificuldades para ultrapassar fazem com que a estratégia tenha papel fundamental em Zandvoort. O momento das paradas, a escolha dos pneus e o gerenciamento do ritmo precisam ser planejados com precisão para que uma equipe consiga ganhar posições sem depender exclusivamente de uma ultrapassagem na pista.
O pit-lane também é uma área do traçado que exige atenção dos competidores. Considerado um dos mais estreitos e curtos do calendário, ele passou a ter limite de velocidade de 80 km/h nesta temporada, tornando o tempo e o momento da parada ainda mais relevantes para o resultado.
No fim, Zandvoort reúne características capazes de transformar uma corrida aparentemente simples em um desafio de precisão. Poucas oportunidades de ultrapassagem, vento, areia, curvas inclinadas, tráfego e exigência elevada sobre os pneus fazem do GP da Holanda uma etapa em que preparação e execução podem valer tanto quanto velocidade pura.
Para o último GP de Zandvoort no calendário da Fórmula 1, a Pirelli manteve a mesma seleção de compostos utilizada na temporada passada: C2 (duro – faixa branca), C3 (médio – faixa amarela) e C4 (macio – faixa vermelha). A escolha leva em consideração as características do traçado holandês, que combina curvas de média e alta velocidade, além de pontos com forte inclinação e elevada carga vertical sobre os pneus.
O desafio será ainda maior por se tratar do penúltimo evento Sprint da temporada 2026. Cada piloto terá à disposição dois jogos de pneus duros, quatro médios e seis macios, enquanto o formato reduzido do fim de semana altera a distribuição dos compostos. Na classificação de sexta-feira, os pneus médios serão obrigatórios no Q1 e Q2, enquanto os macios novos ficam reservados para o Q3. Com apenas um treino livre, equipes e pilotos terão pouco tempo para entender o comportamento dos pneus e definir a estratégia.
As características de Zandvoort também aumentam a preocupação com a degradação. As curvas inclinadas, combinadas com forças que podem chegar a 5G, elevam o estresse sobre os compostos, principalmente em termos térmicos. A proximidade com o Mar do Norte acrescenta outro elemento de imprevisibilidade: vento e areia podem reduzir a aderência e modificar as condições da pista rapidamente. Em 2025, todos os compostos foram utilizados durante a corrida, enquanto algumas equipes recorreram a duas paradas, estratégia influenciada principalmente pela entrada do Safety Car.
Sprint
Um fim de semana com esse formato consiste na realização de duas classificações e duas corridas.
A ideia é que os times possam trabalhar alterando a configuração dos carros, por conta de o evento contar com dois sistemas de parque fechado.
- Na sexta-feira o dia começará com um TL1 (de 90 minutos), está será a única atividade avaliativa e preparatória para os competidores; a FIA ampliou a sessão, por conta das novidades e da pausa que ocorreu do Japão até o evento de Miami
- No final do primeiro dia será definido o grid de largada da prova Sprint;
- O sábado por sua vez começa com a Sprint (prova de 100 km);
- Com a conclusão da primeira fase do fim de semana, os pilotos vão retornar ao traçado mais uma vez no sábado, agora para definir o grid de largada da corrida principal;
- O domingo fica com a prova principal como tem acontecido desde a implementação deste formato.
Classificação Sprint
Na classificação para a prova Sprint, volta a obrigatoriedade do uso dos pneus.
- Q1 e Q2, os competidores são obrigados a usar um conjunto de pneus médios novos – C2;
- Q3 pneus macios – C3;

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