A Aston Martin tenta contornar a fase ruim com as atualizações que foram implementadas no AMR26 na Hungria. O time britânico revelou o ‘carro B’, mas as mudanças neste evento ainda não correspondem a um pacote completo, já que o desenvolvimento continuará após as férias da Fórmula 1.
Apesar da chegada de Adrian Newey e da ampla reestruturação promovida pela Aston Martin — tanto na fábrica quanto em sua estrutura técnica — com o objetivo de disputar pódios e vitórias sob o novo regulamento, o início da temporada 2026 ficou muito aquém das expectativas. A equipe enfrentou um desempenho decepcionante e viu o projeto começar de forma bastante frustrante.
Parte da responsabilidade para o desempenho ruim foi atrelado a falta de competitividade da unidade de potência fornecida pela ronda. Os problemas de vibração atingiram o time no começo da temporada e exigiram muito de ambos os lados para encontrar uma solução. Além disso, o carro tinha problemas aerodinâmicos e estava acima do peso mínimo, tornando ainda mais difícil encontrar ritmo em pista.
Diante deste cenário, a equipe britânica abortou a introdução de novas peças, enquanto trabalhava nos bastidores – no que é basicamente um novo carro. A Aston Martin desenvolveu o chassi e em cima disso, fez as suas atualizações, entregues agora na Hungria.
“Ainda estamos no início do processo de compreensão. Os resultados preliminares são promissores. É apenas uma parte do pacote. Temos mais algumas etapas em [Zandvoort] e depois outras em Monza e Baku. É a primeira parte das nossas atualizações planejadas”, informou Newey.
Nesta sexta-feira, embora tivessem muita coisa para verificar, por conta das 16 atualizações que levaram para o circuito de Budapeste, Newey em conjunto com a sua equipe, apostou em uma abordagem mais cautelosa na pista, por terem poucas peças de reposição.
Brand new look for the AMR26 in Hungary 🇭🇺
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“Estamos com pouquíssimas peças, então estamos sendo cautelosos e tentando aprender tudo sobre isso”, falou.
Newey explicou sobre os passos da atualização: “É uma evolução na medida em que o chassi é o mesmo, o layout é o mesmo e a suspensão dianteira é a mesma. Portanto, trata-se, em grande parte, de uma evolução aerodinâmica”.
“Tivemos muito pouco tempo para pesquisa antes do lançamento do carro, em Barcelona, em fevereiro. Portanto, foi realmente uma questão de dar um passo atrás, tentar entender e seguir em frente com esse pacote”.
Essa foi apenas a primeira sessão de avaliação, Fernando Alonso foi o 13° colocado no TL1 (1m21s550) e o 19° no TL2 (1m21s348). Lance Stroll participou apenas do TL1, pois o seu carro acabou sofrendo um dano na suspensão – na parte que não foi atualizada do carro e a equipe tirou o TL2 para verificações e não arriscou uma segunda saída com o canadense.
Newey então foi perguntado sobre as metas de desempenho que a Aston Martin estabeleceu pós-atualizações, mas inicialmente, a resposta do projetista foi muito vaga.
“Nunca fui fã de definir metas. Sou muito mais fã de resolver problemas de forma lógica, fazer com que todos trabalhem juntos, consolidar a cultura da empresa e, nesse ponto, você termina onde termina.”
“O que descobri ao longo dos anos é que, quando você não está ganhando, parece uma montanha impossível de escalar, e quando você está ganhando, às vezes você não tem certeza de como chegou lá, porque na verdade você não está fazendo nada de diferente, ou não sente que está fazendo nada de diferente.”
“Espero que consigamos, pelo menos, alcançar um nível de competitividade respeitável. Esse é o objetivo mais imediato. Depois disso, tentaremos seguir avançando.”
Segundo o próprio Adrian Newey, o atraso da Aston Martin tem origem no cronograma de desenvolvimento. O engenheiro assumiu o projeto quando boa parte das rivais já trabalhava no carro de 2026, enquanto a equipe britânica só passou a testar seu primeiro protótipo no túnel de vento em um estágio mais avançado.
“Tomamos a decisão, certa ou errada, de adiar isso por cerca de duas semanas até que nosso próprio túnel estivesse pronto, em vez de começar em Brackley por um período muito curto apenas para nos mudarmos novamente”.
“Então, esse foi o tipo de cronograma por trás disso. Foi um grande processo de preparação, eu diria, então tudo ficou um pouco atrasado nesse sentido. Mas você faz o que pode e simplesmente segue em frente”.
Primeiro fase: sexta-feira na Hungria
O engenheiro também abordou o acidente de Lance Stroll no TL1. O canadense escapou de traseira entre as curvas 2 e 3, perdeu o controle do AMR26 e provocou uma interrupção na sessão. Após o incidente, a Aston Martin apontou uma possível falha na suspensão traseira esquerda como causa do problema.

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“Como podem imaginar, todos estão tentando entender freneticamente exatamente o que deu errado e o que aconteceu neste exato momento. Só depois de entendermos isso é que poderemos comentar sobre os próximos passos.”
Após guiar o AMR26 ao longo dos dois treinos livres, Alonso deu o veredito: “Hoje a situação melhorou e ficou mais ou menos onde esperávamos com o nosso novo pacote. Essa correlação mostra que as coisas estão funcionando corretamente e podemos tirar conclusões positivas disso.”
“Este é o primeiro passo para nós e haverá mais nas próximas corridas. Estamos tentando entender as novas peças e há mais potencial para desbloquear da noite para o dia na configuração do carro.”
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