Lewis Hamilton revelou que decidiu abandonar temporariamente o trabalho no simulador da Ferrari na preparação para o GP do Canadá, após enfrentar dificuldades para transferir para a pista o comportamento que encontrava nas simulações em Maranello. O heptacampeão mundial admitiu que a inconsistência entre o simulador e o desempenho real do SF-26 tem sido um dos fatores que contribuíram para seus resultados abaixo do esperado nas últimas etapas da temporada 2026 da Fórmula 1.
O assunto foi amplamente comentado após o GP de Miami, por conta da insatisfação do piloto com o seu desempenho durante o evento.
Desde o pódio conquistado na China — seu melhor resultado com a Ferrari até o momento — Hamilton passou a enfrentar uma sequência de corridas complicadas. Em Miami, o britânico chegou a afirmar que se sentia “em terra de ninguém”, evidenciando a dificuldade em encontrar competitividade com o carro italiano.
Diante desse cenário, o piloto optou por mudar completamente a forma de preparação para o GP do Canadá, etapa disputada no Circuito Gilles Villeneuve, local onde conquistou sua primeira vitória na Fórmula 1, em 2007, além de sete vitórias na carreira.
“Com as simulações, sinto que os objetivos estão sempre mudando. No ano passado, eu o usei todas as semanas e, na maioria das vezes, sentia que você fazia todo o trabalho no simulador, encontrava uma configuração com a qual se sentia confortável, chegava à pista e tudo era o oposto, então você acabava desfazendo tudo o que havia aprendido.”
Após a pausa da Fórmula 1, motivada pelos cancelamentos do GP do Bahrein e da Arábia Saudita, a categoria retornou com a disputa do GP de Miami, prova que foi marcada por um evento Sprint e pouco tempo para tomar decisões sobre o carro.
O heptacampeão mundial relatou as inconsistências que encontrou e sentiu mais dificuldade, principalmente por conta dos dados que levava do simulador, para atividade de pista. Para o Canadá – que também será um evento Sprint, ele optou por fazer o evento, sem antes passar pelo simulador.
“Em algumas situações, você precisa mudar e ajustar a forma de abordar as curvas. A configuração que você achou boa no simulador nem sempre é a mesma na pista. Às vezes é, então é meio que uma questão de tentativa e erro.”
O britânico explicou que sua preparação para Montreal foi baseada em um estudo mais aprofundado de aspectos técnicos do SF-26, incluindo equilíbrio mecânico, comportamento em frenagens e distribuição de potência — um dos pontos que ele considera mais problemáticos desde o início da parceria com a Ferrari.
“Desta vez, decidi ficar de fora e me concentrar mais nos dados. Houve uma análise profunda do equilíbrio nas curvas, do equilíbrio mecânico, das abordagens às curvas, do equilíbrio da frenagem e da otimização dos freios – algo que tem sido um problema para mim há algum tempo. Isso resultou em uma ótima integração com meus engenheiros.”
A Ferrari, assim como seus rivais do grid, levou uma porção de atualizações para o GP de Miami, com o intuito de diminuir a diferença para Mercedes. No entanto, além do desempenho ruim de Hamilton ao longo do evento, Charles Leclerc perdeu a chance de participar do pódio e ainda foi penalizado após o encerramento da corrida.
“O simulador é incrível, é um espaço incrível para trabalhar”, disse ele. “É o melhor simulador que já vi e o melhor grupo de pessoas – há uma grande equipe com quem trabalho lá, então um dia no simulador é realmente incrível.”
Apesar das críticas à correlação entre simulador e pista, Hamilton fez questão de elogiar a estrutura da Ferrari em Maranello e o trabalho realizado pelos profissionais envolvidos no desenvolvimento do equipamento.
“É uma ferramenta muito poderosa e algo que, como equipe, continuamos a desenvolver. Acho que, desde que cheguei, contribuí bastante para essa evolução e eles têm sido muito receptivos e implementado diversas mudanças.”
Hamilton também revelou que vem colaborando diretamente para aprimorar os processos internos da Ferrari desde sua chegada à equipe italiana.
“Não é uma ferramenta que eu diga que nunca mais vou usar. Acho que é algo que, com certeza, continuaremos a utilizar, principalmente na distribuição de potência. O que eu tenho feito nos últimos seis meses é ir depois do fim de semana e trabalhar na correlação, mas aí você vai para a próxima pista e às vezes está um pouco fora do padrão, então vamos ver como o fim de semana vai ser. Na China, por exemplo, eu não usei o simulador e aquele foi o meu melhor fim de semana.”
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