A FIA e a Fórmula 1 estão avaliando o retorno dos motores V8 para temporada 2031. A introdução de um motor mais simples e mais barato, também pode acabar com o modelo atual de equipes clientes e subsidiárias na categoria.
Uma pauta foi levantada nos últimos meses, sobre o relacionamento que algumas equipes têm pelo grid, especialmente a troca que acontece entre Red Bull e Racing Bulls – que vai além de membros até o fornecimento de motores.
O CEO da McLaren, Zak Brown, chegou a enviar uma carta ao presidente da FIA criticando o fortalecimento das alianças técnicas entre algumas equipes da Fórmula 1. A preocupação ganhou ainda mais força quando surgiram as movimentações da Mercedes para adquirir a Alpine, em uma estratégia que poderia transformar a equipe francesa em uma espécie de equipe satélite.
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A preocupação do dirigente da McLaren, não estava relacionada apenas ao que é visto entre Red Bull e Racing Bulls que se identificam como equipes irmãs, mas também com alguns outros acordos que acontecem pelo grid, como utilização de simuladores, fornecimento de peças e parcerias técnicas.
A questão está atrelada também ao fornecimento de motores, já que neste novo ciclo, a McLaren sentiu que estava sendo um tanto prejudicada pela Mercedes, pela falta de transparência e auxílio com o motor. O uso dos motores V8, pode fazer com que a equipe de Woking considere fabricar as suas próprias unidades de potência.
“Não haverá controle sobre as equipes, a equipe A sobre a equipe B, que receberá seus próprios motores”, disse ele.
“Se for viável financeiramente, teremos um motor para as outras equipes B, assim ninguém poderá pressioná-las e dizer: ‘Votem desta forma ou não lhes daremos um bom motor’.”
O fornecimento independente de motores já fez parte da Fórmula 1 – até 2013 – quando a Cosworth equipava a Marussia. A introdução dos motores híbridos dificultou esse modelo, por conta da complexidade da fabricação desses motores.
Atualmente, a distribuição de motores na Fórmula 1 reforça a influência dos fabricantes sobre parte do grid. A Mercedes, por exemplo, fornece unidades de potência para McLaren, Williams e Alpine, além da equipe oficial. A Red Bull Ford Powertrains abastece a Red Bull e a Racing Bulls, enquanto a Ferrari equipa sua própria equipe, a Haas e a Cadillac. Já a Audi atua como fabricante exclusiva de seus motores, e a Aston Martin mantém sua parceria técnica com a Honda.
A Alpine optou por não ser mais uma fornecedora de motores no grid, com as unidades de potência da Renault – por ser um desenvolvimento caro e não ter a oportunidade de equipar outros carros.
Ben Sulayem acredita que o fornecimento de um motor independente ajudaria a fortalecer as equipes que também estão em busca de se manterem independentes.
“Será um motor selecionado pela FIA que será disponibilizado às equipes”, disse ele. Assim, controlamos a neutralidade, controlamos o poder e o dinheiro. Não podemos simplesmente entregar tudo e dizer ‘vão lá e façam o que quiserem com X, Y e Z’. Os preços podem subir e descer, mas a FIA será sempre a juíza.”
O presidente da FIA acredita que dessa forma a dinâmica no grid pode mudar, por conta dessas relações de ‘segunda equipe’.
“Estamos discutindo o que é uma segunda equipe e o que é outra equipe”, disse ele. “Depende da propriedade.”
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