ColunistasDestaquesFórmula 1Post

FIA admite realizar ajustes no sistema ADUO após controvérsias no início da nova era de motores da F1

Mecanismo criado para equilibrar o desenvolvimento das unidades de potência já apresenta fragilidades, enquanto fabricantes questionam a forma de medição e as oportunidades adicionais

Como reconhecido pela própria FIA, o sistema de Oportunidades Adicionais de Desenvolvimento e Atualização (ADUO) referente às unidades de potência terá de ser ajustado ao longo dos próximos anos.

Por conta do início de um novo regulamento de motores na Fórmula 1, a FIA precisou implementar um mecanismo de nivelamento para permitir o desenvolvimento das unidades de potência e diminuir a disparidade entre as marcas. Porém, após a primeira medição indicar que a Red Bull possui o motor mais competitivo, o sistema passou a gerar forte confronto entre as fabricantes.

Além disso, a situação da Honda – com maior defasagem, deixou as fabricantes em alerta.

A medicação do ADUO é referente apenas aos motores de combustão interna. Quando uma unidade de potência apresenta pelo menos 2% de desempenho inferior ao melhor motor do grid, surge uma oportunidade adicional de atualizar o motor.

Porém, no paddock surgiram algumas especulações sobre o motor da Mercedes e Ferrari, onde alguns rivais julgam que as fornecedoras de motores brecaram o seu desempenho nas primeiras provas do ano, a fim de obter tolkens de desenvolvimento.

Nikolas Tombazis, diretor de monopostos da FIA, anteriormente indicou que estava aberto a considerar mais parâmetros para as medições do ADUO, mas as fabricantes pressionaram para que o sistema de medição fosse o mais simples possível.

Para a FIA, o mais importante é manter as medições precisas e se o sistema está funcionando como pretendido.

“Acho que a nossa medição, na minha opinião, provou ser muito precisa. Dito isto, tudo funcionou bem? Não, porque obviamente as pessoas não estão satisfeitas e assim por diante. Precisamos pensar em melhorias no futuro? Sim”, falou Tombazis ao Motorsport.com.

Como a unidade de potência da Red Bull Ford foi definida como o parâmetro de referência, enquanto Mercedes e Ferrari garantiram oportunidades adicionais de desenvolvimento, surgiram especulações de que as duas rivais poderiam adiar a introdução de suas atualizações. A estratégia visaria manter a desvantagem em relação ao motor de topo por mais tempo para continuar aperfeiçoando o projeto. No entanto, Nikolas Tombazis descarta essa possibilidade.

“Não acho que seja conveniente estarem sempre abaixo, só para continuar obtendo mais oportunidades, porque qual é o sentido delas, se em última análise, não for para se estar no topo?”

Por conta de algumas “fragilidades” já identificadas, será necessário promover alguns ajustes neste sistema, pensando também em uma forma de reduzir o tempo de avaliação e ser menos controverso.

Conheça nossa página na Amazon com produtos de automobilismo!

O Boletim do Paddock é um projeto totalmente independente. É por isso que precisamos do seu apoio para continuar com as nossas publicações em todas as mídias que estamos presentes!

Conheça a nossa campanha de financiamento coletivo do Apoia.se, você pode começar a contribuir com apenas R$ 1, ajude o projeto. Faça a diferença para podermos manter as nossas publicações. Conheça também programa de membros no nosso canal do Youtube.


Descubra mais sobre Boletim do Paddock

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

Debora Almeida

Jornalista, escrevo sobre automobilismo desde 2012. Como fotógrafa gosto de fazer fotos de corridas e explorar os detalhes deste mundo, dando uma outra abordagem nas minhas fotografias. Livros são a minha grande paixão, sempre estou com uma leitura em andamento. Devoro séries seja relacionada a velocidade ou ficção cientifica.

Artigos relacionados

Deixe uma resposta

Botão Voltar ao topo

Descubra mais sobre Boletim do Paddock

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo