A Fórmula 1 retorna neste fim de semana para disputar o GP da Itália e a FIA já declarou “risco de calor” para 13ª etapa da temporada 2026. As temperaturas neste fim de semana, devem ultrapassar os 31°C, um pouco mais elevado do que geralmente acontece no início de setembro.
Por conta do alerta e monitoramento que acontece etapa por etapa, a FIA declarou nesta quinta-feira (03) o alerta referente as altas temperaturas, desta forma, as equipes precisam fornecer aos seus pilotos o sistema de resfriamento.
O diretor de provas da FIA, Rui Marques assinou o documento oficial nesta manhã de quinta-feira: “De acordo com o artigo B1.5.10 do Regulamento da FIA para a Fórmula 1, tendo recebido uma previsão do serviço meteorológico oficial indicando que o índice de calor ultrapassará os 31°C em algum momento durante o fim de semana de corrida deste evento, foi declarado um alerta de risco de calor.”
Desde 2024 a Fórmula 1 tem protocolos mais rígidos, sendo uma resposta aos problemas enfrentados no GP do Catar de 2023, quando vários pilotos enfrentaram problemas por conta das altas temperaturas. Depois do episódio, a FIA pensou em uma forma de levar um pouco mais de conforto aos pilotos, desenvolvendo um sistema de resfriamento, para reduzir um pouco a temperatura corporal dos pilotos, em evento que tivessem uma previsão de temperatura acima dos 31°C.
Quando o “risco de calor” é declarado pelo diretor de prova, as equipes tem que disponibilizar aos pilotos coletes de resfriamento, contendo tubos por onde massam um líquido capaz de reduzir a temperatura corporal. No entanto, aqueles que não se sentirem confortáveis com o uso do equipamento poderão contar com uma compensação de 0,5 kg de lastro.
A expectativa inicial era de que o sistema de resfriamento se tornasse obrigatório a partir de 2026, mas diversos pilotos demonstraram desconforto com a utilização do equipamento. Isso ocorre porque os sistemas são desenvolvidos pelas próprias equipes, e algumas delas não teriam dedicado o mesmo nível de atenção ao aperfeiçoamento da tecnologia.
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Entre as queixas apresentadas pelos pilotos estão problemas no funcionamento do sistema e o aumento gradual da temperatura ao longo das sessões, o que pode fazer com que o cockpit fique ainda mais quente durante a atividade em pista.
O último alerta de “risco de calor” aconteceu durante o GP da Áustria, em junho, enquanto a Europa enfrentava uma onda de calor.

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