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Asfalto irregular preocupa pilotos e desafia FIA no GP da Hungria: “É uma loteria”, diz Norris

Reparos emergenciais foram realizados no Hungaroring após reclamações nos treinos livres, enquanto pilotos relatam perda de aderência, bumps e dificuldades para controlar os carros

O asfalto do Circuito do Hungaroring tem marcado o evento deste fim de semana. Alguns trechos do traçado precisaram passar por uma revisão, após as reclamações dos pilotos depois da realização dos treinos de sexta-feira.

A curva 1 foi repavimentada parcialmente durante a noite de sexta para sábado. Nos últimos dois anos, o asfalto do circuito passou por recapeamento, acompanhando as obras de modernização que foram feitas no traçado.

Porém, o verão quente e seco europeu, causou um assentamento do solo, agravando alguns trechos com bumps. Além disso, o asfalto apresentou rachaduras e se abriu nas curvas 1, 12 e 13.

Ao longo das sessões de treinos livres, foi possível observar vários erros e esses problemas com o asfalto pode ter gerado a mudança de trajetória e comportamento dos pilotos em pista.

A FIA tem monitorado a situação, com o intuito de evitar que o problema em Mônaco seja repetido na Hungria – já que eles esperam não ser necessário paralisar a corrida com uma bandeira vermelha, por conta de um problema com o asfalto.

Porém, como foi apresentado pelo portal The Race, problemas já haviam surgido nas últimas semanas, quando outras categorias correram na pista e o recapeamento das curvas 1 e 12 foi realizado.

O remendo realizado na curva 1 tem resistido, mas o grande problema é que o asfalto em questão, não é igual o outro do restante da curva, sendo assim, ele não apresenta a mesma aderência.

Lando Norris, que conquistou a pole para o GP da Hungria, classificou o comportamento da pista como “uma loteria” ao comentar a volta que lhe garantiu a primeira posição no grid. O piloto da McLaren atribuiu a sensação às irregularidades do novo asfalto e à dificuldade de prever a aderência em alguns trechos do circuito. “Às vezes, parecia uma loteria em certas curvas”, afirmou.

“Tem sido difícil durante todo o fim de semana no último setor. Acho que basta olhar qualquer câmera onboard, e as duas últimas curvas, as curvas 13 e 14, estão muito difíceis de acertar.”

O competidor relatou o quanto tem sido complicado dosar o nível da performance em alguns trechos, pois o carro acaba se perdendo.

“Além disso, como a pista está bastante irregular em alguns trechos e há muitas áreas diferentes de asfalto nas curvas 1 e 12, tive dificuldade em ter uma sensação consistente do que era melhor ou do que o carro estava fazendo a cada vez nesses tipos de curvas.”

“As curvas 1 e 12, honestamente, foram nossas maiores desvantagens para as Ferraris em todas as voltas, em termos de frenagem e velocidade em curva. Simplesmente não conseguimos competir com eles nessas curvas de baixa velocidade, algo que já sabemos por Mônaco e outras pistas. Sabemos que temos dificuldades nesse tipo de curva. Mas o asfalto certamente está mais traiçoeiro do que no ano passado.”

“Normalmente, ele tem uma aderência relativamente alta e é muito liso. Certamente, este ano está bem mais complicado, com o asfalto novo, que é pior do que o antigo. Isso torna bastante difícil encontrar um bom equilíbrio, basicamente. É igual para todos. É um bom desafio.”

A Fórmula 1 não está correndo sozinha neste evento, dessa forma, a FIA tem observado de perto após cada sessão, para ver o quanto a superfície está sendo afetada.

O grande desafio para os pilotos está em manter os pneus operacionais ao longo do evento, os competidores têm lidado com o superaquecimento dos compostos no final da volta, além disso, como estão deslizando mais nas curvas, existem mais travamentos de roda.

“As curvas 1 e 12, onde havia asfalto novo, eu estava realmente com dificuldades para encontrar o ritmo certo com o carro e antecipar o que ele faria. Não me saí bem naquela última volta do Q3. Além disso, senti que estávamos com um pouco menos de aderência, então precisamos ver se fizemos algo diferente na volta de aquecimento, porque às vezes tudo depende de pequenos detalhes”, falou Leclerc sobre a sua volta final.

“O local foi inspecionado e os trabalhos de reparo foram realizados durante a noite”, informou a FIA em comunicado. Duas áreas foram reparadas: uma na linha de corrida e outra à direita da linha, por onde um carro em ultrapassagem passaria”.

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Debora Almeida

Jornalista, escrevo sobre automobilismo desde 2012. Como fotógrafa gosto de fazer fotos de corridas e explorar os detalhes deste mundo, dando uma outra abordagem nas minhas fotografias. Livros são a minha grande paixão, sempre estou com uma leitura em andamento. Devoro séries seja relacionada a velocidade ou ficção cientifica.

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