A Pirelli pode ganhar uma concorrente na Fórmula 1. A Bridgestone avalia um possível retorno à categoria e, segundo informações recentes, a fabricante japonesa já teria enviado representantes a etapas do campeonato para acompanhar de perto o cenário. Desta vez, a empresa pretende apresentar uma proposta mais competitiva do que a oferecida em sua tentativa anterior (2023) de voltar à principal categoria do automobilismo mundial.
Segundo informações obtidas pelo portal RacingNews365, executivos da empresa estiveram presentes nas etapas de Singapura e Estados Unidos. A empresa segue trabalhando para melhorar a parte técnica e comerciais da sua oferta, mas em contrapartida ainda estariam tentando trabalhar a ideia com os executivos da Fórmula 1.
Recentemente a categoria renovou o seu contrato com a Pirelli, que vai até o final de 2027, com possibilidade de ser prorrogado por mais um ano, dessa forma, a ideia de ter a Bridgestone no grid só poderia acontecer em meados de 2029.
O contrato na Fórmula 1 é concedido através de licitação. A FIA realiza a abertura da licitação e seleciona a empresa, depois a proposta é apresentada para categoria, para que os acordos comerciais e de negócios seja finalizado.
A Bridgestone intensificou os sinais de interesse em um possível retorno à Fórmula 1. Em 2025, a fabricante japonesa reestruturou sua divisão de automobilismo e trouxe de volta Hiroshi Imai, executivo com ampla experiência na empresa e passagem de 16 anos pela McLaren, para liderar a organização. O movimento reforçou as especulações sobre os planos da marca para a categoria.
Imai integrou a delegação da Bridgestone presente nos GPs de Singapura e dos Estados Unidos, em Austin. Segundo informações de fontes ouvidas pela RacingNews365, o interesse da fabricante na Fórmula 1 teria sido um dos fatores determinantes para convencê-lo a retornar à empresa.
Antes de trabalhar na McLaren, entre 2009 e 2025, Imai já havia atuado na Bridgestone de 1990 a 2008. Na equipe britânica, ocupou diferentes funções técnicas, incluindo os cargos de engenheiro-chefe de corrida, diretor de desempenho de suspensão e freios e, posteriormente, diretor de engenharia de corrida. Sua saída foi considerada uma perda importante para a estrutura de Woking.
A possível volta à Fórmula 1 também seria respaldada pela experiência tecnológica acumulada pela Bridgestone em outras categorias do automobilismo. A empresa fornece pneus para diferentes competições de alto nível e assumirá o posto de fornecedora exclusiva da Fórmula E a partir da temporada 2026-27. Além disso, está presente na IndyCar por meio da marca Firestone e participa da Super GT, entre outras categorias.
A Bridgestone já tem histórico na F1: competiu entre 1997 e 2006 em uma disputa direta com a Michelin e, a partir de 2007, tornou-se fornecedora exclusiva de pneus. A parceria foi encerrada após a temporada de 2010.
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