A McLaren acredita que tinha ritmo para competir com Ferrari e Red Bull no GP dos Estados Unidos, apesar de terminar a corrida em Austin sem conseguir colocar seus pilotos no pódio. Andrea Stella, chefe de equipe do time britânico, avaliou que o MCL40 apresentou um desempenho competitivo durante a prova, especialmente com Lando Norris, que chegou a ocupar a segunda posição antes de perder terreno na parte final.
Norris largou em oitavo, enquanto Oscar Piastri iniciou a corrida em sétimo. O resultado na classificação havia limitado as expectativas da equipe, mas o ritmo apresentado no domingo reforçou a avaliação de que o carro tinha condições de disputar melhores posições.
Para Stella extrair o máximo do carro continua sendo um desafio, principalmente em uma volta rápida, o que atrapalha um pouco o desenvolvimento durante as corridas.
“Ontem [na classificação] achávamos que tínhamos um carro mais rápido do que realmente conseguimos perceber na pista. Lando disse que o carro ser adequado para um P2.”
“Na corrida, vimos que o potencial que acreditávamos que o carro tinha realmente apareceu. Acho que isso é um pouco exagerado, porque mesmo que o potencial existisse, este ano está sendo muito difícil aproveitá-lo ao máximo.”
O dirigente explicou que, em 2026, encontrar o limite do carro parece ser mais difícil durante a classificação, quando os pilotos precisam extrair o máximo em uma única volta. Na corrida, a necessidade de administrar pneus e ritmo permite trabalhar com uma margem maior, o que ajudou a McLaren a mostrar sua competitividade.
“Na corrida fica um pouco mais fácil, porque você não força tanto quanto na classificação. Você necessariamente deixa uma pequena margem de segurança, e o carro estava, eu acho, tão competitivo hoje quanto as Ferraris e a Red Bull, enquanto [Kimi] Antonelli parecia estar um passo à frente de todos os outros.”
Norris chegou a ocupar a segunda posição após adotar uma estratégia de apenas uma parada nos boxes. A escolha permitiu ao britânico ganhar posições em relação a Charles Leclerc, Max Verstappen e Lewis Hamilton, que fizeram duas paradas ao longo da prova.
A estratégia, porém, também deixou Norris mais vulnerável no fim da corrida, quando os rivais passaram a aproveitar a vantagem de pneus mais novos. Verstappen, Leclerc e Hamilton conseguiram ultrapassar o piloto da McLaren, que terminou em quinto.
Stella explicou que a equipe apostou na possibilidade de uma intervenção do Safety Car, que poderia favorecer quem havia optado por uma única parada. A neutralização não aconteceu, e a McLaren também tentou avaliar até onde seria possível levar os pneus duros.
“Para uma corrida com apenas uma parada, isso oferece a possibilidade de aproveitar a entrada do Safety Car, que não aconteceu”, disse Stella.
“Ainda estamos aguardando uma compensação pelo que aconteceu em Madri! Ela virá, e também tentamos ver o que restava nos pneus duros, mas, honestamente, sabíamos que era muito, muito improvável que conseguíssemos segurar Verstappen e, principalmente, Leclerc.”
“Com Hamilton, pensávamos que tudo dependia mais do desempenho final dos pneus duros.”
Na avaliação do dirigente, a disputa com Hamilton dependia mais do comportamento dos pneus no trecho final da corrida. Ainda assim, a equipe não conseguiu evitar as ultrapassagens e ficou fora do pódio.
Norris, que havia conquistado duas vitórias consecutivas durante o verão europeu, completou sua quarta corrida seguida sem terminar entre os três primeiros. O britânico reconheceu que a McLaren não tinha velocidade suficiente para alcançar um resultado melhor em Austin.
Piastri também enfrentou dificuldades e terminou em sétimo, mas conseguiu se defender dos ataques de George Russell, da Mercedes, durante a prova.
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