Além da disputa dentro da pista, as 6 Horas de São Paulo pretende ampliar sua atuação fora do automobilismo durante a edição de 2026 do FIA World Endurance Championship (WEC). A organização apresentou o plano de iniciativas ambientais, sociais e de governança (ESG) que será colocado em prática entre os dias 10 e 12 de julho, no Autódromo de Interlagos.
Pelo terceiro ano consecutivo, o Futuroscópio será o principal espaço dedicado às ações de sustentabilidade do evento. Em 2026, a área terá foco no público infantil e nas famílias, reunindo atividades ligadas à inovação, transição energética e inclusão.
Entre as atrações confirmadas está a exposição do protótipo H24EVO, carro de competição movido a hidrogênio desenvolvido pelo Automobile Club de l’Ouest (ACO), organizador das 24 Horas de Le Mans. O modelo faz parte do projeto Mission H24, iniciativa voltada ao desenvolvimento de tecnologias de emissão zero para o automobilismo.
O espaço também contará com ambientes destinados à acessibilidade, incluindo salas de descompressão voltadas ao público neurodiverso e uma área Baby Care para famílias com crianças pequenas.
Na área ambiental, a organização informou que dará início a testes com biodiesel em geradores utilizados durante o evento. O plano também prevê a coleta e o rerrefino do óleo lubrificante utilizado pelas equipes, em parceria com a Lwart, além da reciclagem de bitucas de cigarro e da implementação de um projeto-piloto de desmontagem circular, voltado ao reaproveitamento de materiais empregados na montagem da estrutura do evento.
Outra iniciativa anunciada é a produção dos troféus da etapa com plástico reciclado, em um trabalho desenvolvido pelo artista Mundano.
A organização também informou que dará continuidade ao projeto “Floresta 6 Horas de São Paulo”, com o plantio de 140 mudas de espécies nativas da Mata Atlântica como parte das ações de compensação ambiental. Segundo os organizadores, o desenvolvimento das árvores poderá ser acompanhado pelo público por meio de QR Codes.
No campo social, o evento ampliará sua parceria com o Instituto Gerando Falcões. De acordo com a organização, 5% da receita obtida com a área VIP “The Place to Be” será destinada à instituição, além da distribuição de 150 ingressos por dia para jovens atendidos pelos projetos sociais da entidade.
Também está prevista a realização de um curso de Produção de Eventos voltado para moradores da região de Interlagos. Sessenta pessoas participarão da capacitação e, segundo os organizadores, metade delas será contratada para atuar durante a realização da etapa brasileira do WEC.
Outra ação anunciada envolve o programa FIA Girls On Track, que levará 30 meninas ao paddock para atividades educativas voltadas ao incentivo da participação feminina no automobilismo.
Além das ações realizadas durante o fim de semana da corrida, a organização informou que iniciou um projeto de revitalização de praças no entorno do Autódromo de Interlagos. Inspirada em iniciativas desenvolvidas em Le Mans, na França, a proposta prevê melhorias em espaços públicos, incluindo novos equipamentos de lazer, paisagismo e a implantação de uma biblioteca comunitária.
Segundo a diretora-geral das 6 Horas de São Paulo, Aline Vilatte, o objetivo é ampliar o impacto social do evento para além dos dias de competição.
“Um grande evento não deve ser medido apenas pelo público que recebe ou pelo espetáculo que entrega durante um fim de semana, mas principalmente pelo legado que deixa para as pessoas e para a cidade. É isso que buscamos construir no Rolex 6 Horas de São Paulo”, afirma Aline Vilatte.
“Queremos transformar o evento em uma plataforma de impacto positivo, capaz de gerar oportunidades, promover inclusão, incentivar práticas sustentáveis e inspirar novos olhares sobre o futuro. Quando conseguimos reunir esporte, entretenimento e responsabilidade em um mesmo projeto, mostramos que o automobilismo também pode ser uma poderosa ferramenta de transformação social.”
A organização informou ainda que os resultados das ações serão acompanhados por indicadores relacionados à redução de resíduos enviados a aterros, compensação de emissões de carbono e diversidade das equipes envolvidas na realização do evento. Os dados deverão ser divulgados em um relatório após a realização da etapa.

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