A Ferrari deixou o GP da Áustria com mais dúvidas do que respostas. Depois de largar na primeira fila com Charles Leclerc e na terceira posição com Lewis Hamilton, a equipe italiana viu o desempenho desaparecer ao longo da corrida e sua dupla de pilotos terminou fora do pódio. Para o chefe da equipe, Frédéric Vasseur, o principal problema não esteve na estratégia de três paradas, mas na falta de ritmo em relação aos adversários.
A equipe italiana chegou ao Red Bull Ring animada após a vitória de Hamilton em Barcelona, otimista, mas ainda tinha algumas ressalvas. No entanto, o desempenho na classificação, quando Leclerc ficou muito próximo da pole e Hamilton garantiu o terceiro lugar no grid deram um pouco mais de esperança para buscar um bom resultado. No domingo, porém, o cenário foi completamente diferente.
Com dificuldades para controlar a degradação dos pneus nas altas temperaturas do asfalto austríaco, a Ferrari optou por uma estratégia de três paradas para os dois pilotos. A decisão, entretanto, não produziu o resultado esperado, assim como aconteceu em Barcelona.
Segundo Vasseur, as paradas extras foram uma tentativa de compensar a perda de desempenho do SF-26.
“Tentamos compensar assumindo riscos na estratégia, mas não foi uma boa luta. Acho que foi mais uma questão de ritmo, e também pagamos o preço pela má atuação que tivemos na sexta-feira.”
Os treinos livres de sexta-feira foram essenciais para observar a degradação dos pneus e prever os problemas que eles enfrentariam. Além disso, as sessões também marcaram o quão próximo a McLaren estava deles.
“Acho que comparados à McLaren , estamos lá, comparados à Mercedes e ao Max, foi mais difícil. Provavelmente forçados demais o ritmo nas primeiras voltas para tentar buscá-los e acabamos comprometendo o nosso desempenho.”
O dirigente francês também avaliou a atuação de Charles Leclerc, que voltou a enfrentar problemas, mas conseguiu contornar os últimos dois abandonos. Após conquistar a oportunidade de largar da primeira fila, acreditava-se que o competidor também estaria em uma batalha pelo pódio, mas com o andamento da corrida o competidor começou a perder performance.
Para Vasseur, o problema não esteve relacionado à confiança do piloto, mas sim ao comportamento do carro durante a corrida.
“Ele estava ontem na primeira fila, o que significa que a confiança estava lá, e estava lá hoje. É mais uma questão de superaquecimento e destruição de tudo, não tem nada a ver com o ritmo [dele].”
Em um comunicado divulgado pela Ferrari após a corrida, Vasseur voltou a admitir que a equipe talvez tenha reagido de maneira excessivamente agressiva ao desempenho da Mercedes durante a prova.
“Olhando para trás, provavelmente estávamos muito focados na Mercedes hoje”, explicou o francês. “Forçamos demais nas primeiras voltas com os dois carros e depois talvez tenhamos reagido de forma muito agressiva com a estratégia, tentando acompanhá-los quando, na realidade, essa não era a nossa corrida hoje.”
“Vamos aprender com isso, nos concentrar em nós mesmos e voltar imediatamente nossa atenção para o Grande Prêmio da Grã-Bretanha na próxima semana.”
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