Paul Martin, produtor de Drive to Survive fala sobre a produção da série

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A ideia da série Drive to Survive surgiu durante o GP do Brasil de 2017, a vontade de mostrar os bastidores da Fórmula 1 era muito grande. Inicialmente poderia ser o desenvolvimento de apenas uma equipe ao longo da temporada, mas o desejo de fazer algo maior acabou tomando conta. Desta forma mostrar o maior número de times possível se tornou mais atrativo.

Paul Martin é produtor executivo das duas temporadas da série e James Gay-Rees é seu parceiro de negócios. James produziu ‘Senna’ e trabalhou junto com Martin para a produção do documentário sobre Cristiano Ronaldo.

Sean Bratches que era diretor de mídia da F1 e Ian Holmes que detém o cargo atualmente, não tinham ideia de como Drive to Survive seria produzida, mas o aval para a movimentação começar fora dado, justamente por conta do histórico que ambos tinham.

“Fomos ao Grande Prêmio do Brasil e de Abu Dhabi em 2017 e literalmente não conhecíamos ninguém no paddock. Ao longo dessas duas corridas, conhecemos todas as equipes, conversamos com todos os chefes de equipe”, disse Martin.

E as coisas começaram a funcionar, mas eles mergulharam de cabeça, acompanhando de imediato a temporada de 2018 – “Na primeira temporada, definitivamente houve momentos em que pensamos que tínhamos mordido mais do que podíamos mastigar. Particularmente naqueles dias, nós realmente não tínhamos ideia de qual seria o formato do programa, quão difícil seria, se conseguiríamos fazê-lo e o quanto as equipes comprariam.”

Guenther Steiner deu abertura para os produtores durante o GP de Abu Dhabi; naquele momento o chefe de equipe da Haas se mostrou um grande personagem – “se as pessoas estivessem dispostas a falar sobre o esporte e ser tão honesto quanto esse cara, na verdade, poderíamos terminar com um show bastante fenomenal…”, comenta Martin. 

Após a publicação…

Assim como os produtores o clima de incerteza pairava no ar, eles não tinham ideia do que o público estava esperando ver, mas ficaram aguardando o feedback. O posicionamento dos fãs mais antigos da categoria era o que mais assustava.

A série repercutiu tão bem que a notícia de Guenther Steiner ser parado no paddock por fãs, foi algo que mexeu muito com os produtores. Eles conseguiram quebrar a barreira, que colocava os fãs como apenas amantes da categoria.

lll A segunda temporada!

Desta vez Ferrari e Mercedes se envolveram com o projeto e isso mudou o andamento da temporada que foi gravada em 2019.

“Quando chegou a segunda temporada, conseguimos integrar Ferrari e Mercedes, o que foi ótimo. Adoraríamos tê-los na primeira série, porque queríamos fazer uma série que mostrasse todo mundo. Mas acho que, de uma maneira estranha, meio que beneficiou os outros times por não participarem – mas parecia certo ter eles na segunda temporada.”

A participação da Mercedes pareceu certa com o GP da Alemanha, onde as flechas de prata estavam comemorando os 125° ano no automobilismo. Outros momentos foram acontecendo sem curso, mas que contaram muito bem a história – “Grande parte desta série se resume à sorte. Se você olhar para a temporada, não acho que poderíamos imaginar os dois carros da Haas, sem as rodas após o pitstop na Austrália. Houve um tempo na primeira temporada em que eu sinceramente pensei que Daniel Ricciardo ficaria no Red Bull. Lembro-me de receber um telefonema de seu agente para dizer: ‘Só para informar, está prestes a ser anunciado que assinamos com a Renault’. E isso mudou drasticamente o arco de toda a temporada”, conta Martin. 

Fato é que para as coisas darem tomarem um curso interessante, estar no lugar certo na hora certa ajuda. Foi assim que as histórias de Pierre Gasly e Alexander Albon, o GP da Alemanha e até a corrida do Brasil, puderam ser mostradas.

Os produtores também se envolveram e se emocionaram ao acompanhara alguns momentos da série. “Cobrir o acidente de Anthoine Hubert foi um fim de semana incrivelmente difícil para todos. Se você já viu corridas suficientes de Fórmula 1, quando um acidente muito ruim acontece, todo mundo sabe instintivamente. Você percebe naquele episódio, Lewis vendo o acidente no telão e por sua reação dá para notar que é algo ruim.”

“É muito difícil nesse ponto, porque todo mundo quer ser respeitoso com o que aconteceu na pista – e estou realmente orgulhoso da maneira como a retratamos na série. Estávamos muito conscientes em querer prestar homenagem a Anthoine e seu relacionamento com um de nossos personagens principais, Pierre Gasly”, disse Martin.

Gasly e Hubert eram grandes amigos, passaram por muita coisa juntos na infância. O francês não teve um ano fácil na sua carreira e o pódio obtido no GP do Brasil com a Toro Rosso, foi um momento muito importante.

“Obviamente, sentimos por ele o que passara, perdendo o lugar, perdendo o melhor amigo. Então aquele momento no Brasil em que ele terminou em segundo foi incrivelmente emocionante para nós, para a equipe, e claramente muito emocional para ele. Foi apenas um momento incrível – provavelmente o momento mais incrível das duas temporadas, apenas estar lá e ver esse cara que passou pelo inferno tem, como ele diz, o melhor momento de sua vida. Foi uma corrida realmente especial”, confessa Martin. 

O sucesso de Drive to Survive se da pela quantidade boa de personagens que se tem em um mesmo ambiente e dos momentos dentro e fora das pistas que eles proporcionam. É um verdadeiro show.

Texto inspirado em: The inside story on the making of Netflix’s Formula 1: Drive to Survive blockbuster

 

BPCast § 89 | Aquela resenha sobre a série da Netflix: Drive to Survive II – #OPodcastÉDelas2020

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Debora Almeida

Meus olhos brilharam quando eu vi o estilo de pilotagem do Vettel ele despertou o meu interesse pelo esporte e cada vez mais eu queria entender sobre o assunto. Hoje gosto de tirar fotos e escrever textos!

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