Lewis Hamilton decidiu mudar a forma de preparação para o próximo compromisso da Fórmula 1. Após um fim de semana complicado no GP de Miami, o heptacampeão anunciou que deixará de utilizar o simulador da Ferrari antes do Grande Prêmio do Canadá, alegando falta de correlação entre o ambiente virtual e o comportamento real do SF-26 na pista.
O britânico saiu frustrado da etapa em Miami. Durante a Sprint, Hamilton terminou mais de 15 segundos atrás do companheiro de equipe Charles Leclerc e, na corrida principal, sofreu danos após um toque com Franco Colapinto ainda na primeira volta. Inicialmente sétimo colocado, herdou a sexta posição após uma punição aplicada a Leclerc no pós-corrida.
Depois do evento, Hamilton revelou que pretende adotar uma estratégia diferente para o GP do Canadá, especialmente na preparação ao longo das próximas semanas.
“Vou adotar uma abordagem diferente na próxima corrida, porque a forma como estamos nos preparando no momento não está ajudando”, afirmou o piloto.
O principal alvo das críticas foi o simulador da Ferrari. Segundo Hamilton, o comportamento apresentado pelo equipamento virtual não corresponde ao que encontra quando vai para a pista, dificultando a construção de um acerto consistente para o carro.
“No fim das contas, é sempre uma questão de correlação. Nós trabalhamos no simulador e depois chegamos à pista, e o carro se comporta de forma diferente”, explicou.
Hamilton revelou que vinha utilizando o simulador na preparação para Miami, tentando entender melhor o comportamento do SF-26. Porém, o resultado prático não agradou o britânico.
“O que quero dizer é que passo tempo no simulador – sabe, eu geralmente não gosto de simuladores – mas estive no simulador todas as semanas durante a preparação para esta corrida, trabalhando constantemente na correlação.”
“Você entra na pista, se prepara, pilota, ajusta o carro de uma certa maneira, e então chega na pista e aquele ajuste não funciona.
O piloto destacou ainda que os finais de semana Sprint tornam a situação ainda mais complicada. Com apenas um treino livre antes da classificação, as equipes têm pouco tempo para testar mudanças mais profundas no acerto do carro.
“E no fim de semana da Sprint, por exemplo, você só tem o primeiro treino livre. Você não quer se desviar muito da sua configuração, como com uma grande mudança na suspensão. Então você mantém a configuração original e faz uma alteração para a classificação, e você só tem seis voltas para se adaptar.”
“Em um mundo ideal, eu deveria ter começado onde Charles estava no início do fim de semana, e acho que teríamos tido um fim de semana mais forte a partir daí.”
Diante das dificuldades, Hamilton confirmou que não utilizará mais o simulador antes da etapa canadense.
“Não vou usar o simulador até a próxima corrida. Continuarei participando de reuniões na fábrica e coisas do tipo, mas vou me afastar um pouco disso para ver como as coisas se desenrolam. Quando fomos à China, tive o melhor fim de semana, e sem simulador.”
Além das críticas ao sistema virtual, Hamilton também apontou problemas técnicos do SF-26, principalmente relacionados ao arrasto aerodinâmico. Segundo o piloto, a Ferrari estaria perdendo entre três e quatro décimos apenas em velocidade de reta, algo que pode voltar a prejudicar o time no Canadá, circuito conhecido pelas longas acelerações.
“Mas precisamos ver se conseguimos reduzir o arrasto antes da próxima corrida”, alerta Hamilton, “porque temos essa desvantagem em linha reta, e precisamos analisar isso.”
Hamilton chega ao GP do Canadá buscando recuperação em um circuito onde possui histórico extremamente positivo. O piloto já venceu sete vezes em Montreal, marca que o coloca entre os maiores vencedores da prova.
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