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FIA declara “risco de chuva” em Miami

Probabilidade de precipitação acima de 40% leva à antecipação da largada e permite ajustes técnicos limitados nos carros em meio às mudanças da temporada 2026

A FIA confirmou oficialmente, neste sábado (02), a existência de ”risco de chuva” para o Grande Prêmio de Miami, acendendo um alerta importante para a realização da corrida deste domingo. A decisão segue os critérios do regulamento esportivo da Fórmula 1, que prevê a declaração sempre que a probabilidade de precipitação ultrapassa os 40%.

Diante do cenário de instabilidade climática, a FIA e a Fórmula 1 conversaram com os organizadores e optaram pela antecipação do horário da largada. A prova que estava prevista para iniciar às 16h (horário local) e agora será disputada às 13h (14h horário de Brasília). A medida busca contornar os problemas decorrentes das tempestades mais intensas, que podem comprometer a realização da prova.

Em comunicado, a entidade explicou a decisão: “Tendo recebido uma previsão do Serviço Meteorológico Oficial indicando que a probabilidade de precipitação será superior a 40% em algum momento durante a corrida desta competição, foi declarado risco de chuva.”

A regra, introduzida pouco antes do início da temporada, ainda é cercada por detalhes pouco divulgados publicamente. Isso ocorre porque parte de sua aplicação prática está descrita em documentos técnicos compartilhados diretamente entre FIA e equipes, seguindo uma tendência recente da categoria.

De acordo com o regulamento esportivo, o “risco de chuva” deve ser declarado com até duas horas de antecedência da classificação Sprint ou classificação.

A introdução da regra está diretamente ligada às mudanças técnicas dos carros de 2026, especialmente no que diz respeito à aerodinâmica ativa. Em condições normais, os carros alternam entre os modo reta e o modo curva, o que influencia diretamente a altura do carro em relação ao solo.

O problema surge quando há mudança nas condições, como a chegada da chuva — que impede o uso ideal desses modos. Nessas situações, o carro pode ser pressionado excessivamente contra o asfalto, por conta do modo curva – gerando elevada carga aerodinâmica que empurra o carro em direção ao solo, aumentando o risco de desgaste da prancha e, consequentemente, de desclassificação.

Para mitigar esse cenário, a FIA passou a permitir duas alterações específicas quando o risco de chuva é declarado:

  • Ajustes nas configurações aerodinâmicas ativas dianteiras, reduzindo a carga aerodinâmica em modo de curva para proteger a prancha do assoalho;
  • Modificações na altura do carro para maior margem de segurança

Essas mudanças oferecem às equipes uma forma de proteger o equipamento sem comprometer totalmente o conceito adotado para pista seca.

No entanto, ao contrário do que se especulou inicialmente, a medida não elimina as restrições de parque fechado. Ou seja, as equipes continuam obrigadas a manter as configurações definidas na classificação, salvo exceções específicas previstas no regulamento.

Segundo o site The Race, A FIA indicou que a nova regra será monitorada ao longo das primeiras nove corridas da temporada. A partir do GP da Áustria, existe a possibilidade de ajustes no regulamento — incluindo até uma abordagem mais simples, com configurações específicas para seco e molhado.

Com isso, o GP de Miami se torna um importante laboratório para avaliar a eficácia da medida, em um fim de semana em que o clima instável não apenas ameaça o espetáculo, mas também coloca à prova uma das principais inovações regulatórias da nova era da Fórmula 1.

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Debora Almeida

Jornalista, escrevo sobre automobilismo desde 2012. Como fotógrafa gosto de fazer fotos de corridas e explorar os detalhes deste mundo, dando uma outra abordagem nas minhas fotografias. Livros são a minha grande paixão, sempre estou com uma leitura em andamento. Devoro séries seja relacionada a velocidade ou ficção cientifica.

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