Muito além da disputa entre Hypercars e GTs, as Rolex 6 Horas de São Paulo também chamaram atenção pelos bastidores da operação conduzida pela Federação Internacional do Automóvel (FIA). Segundo o diretor de prova Eduardo Freitas e o assistente do delegado técnico Carlos Barros, ambos portugueses, compartilhar o idioma com a equipe brasileira representa uma vantagem importante para a segurança e a eficiência do evento em Interlagos.
Os dois destacaram que a possibilidade de se comunicar em português com fiscais, comissários e demais integrantes da organização local reduz o tempo de resposta diante de incidentes e torna a etapa brasileira uma das mais confortáveis do calendário do Campeonato Mundial de Endurance (WEC).
Figura experiente na direção de provas internacionais da FIA, Eduardo Freitas afirmou que trabalhar em Interlagos proporciona uma sensação de familiaridade, tanto pelo ambiente quanto pela facilidade de comunicação.
“Vir ao Brasil é sempre um prazer. Tenho o privilégio de falar português, o que ajuda muito em vários aspectos. As pessoas são fantásticas, é quase como uma corrida em casa”, afirmou.
Além da receptividade, Freitas destacou que o idioma representa uma vantagem operacional durante a corrida.
Embora a comunicação oficial entre a direção de prova e o diretor de corrida local aconteça obrigatoriamente em inglês — idioma padrão utilizado pela FIA em todas as competições internacionais —, a interação paralela com as equipes de pista em português permite compreender situações com maior rapidez.
“Como todos aqui falam português, consigo perceber e entender os incidentes muito mais rapidamente por conta do idioma de trabalho na pista. Quando se domina a língua do país onde se está, isso se torna um enorme valor agregado, inclusive no nosso tempo de reação”, explicou.
O dirigente também fez elogios ao circuito paulista, destacando as características técnicas de Interlagos.
“Gosto muito do circuito, do traçado, de como ele é estreito e dos desafios que impõe aos pilotos.”
Na área técnica, onde os carros passam pelas inspeções da FIA, a avaliação é semelhante. Carlos Barros, assistente do delegado técnico da entidade, ressaltou que o relacionamento construído ao longo dos anos com os comissários da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) torna o trabalho ainda mais eficiente.
“Trabalhar aqui é muito especial porque falamos a mesma língua, o que torna a comunicação e o trabalho com eles muito mais fáceis. O pessoal daqui é fantástico.”
Segundo Barros, a continuidade da equipe brasileira também fortalece a integração entre os profissionais.
“A maioria dos comissários locais eu já conheço de edições anteriores, então é sempre muito especial tê-los integrados ao nosso time.”
Na avaliação dos dirigentes da entidade, a experiência dos profissionais brasileiros e a comunicação facilitada pelo idioma contribuem para agilizar os processos durante o fim de semana, reforçando a reputação da prova como uma das mais bem estruturadas do calendário do WEC.
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