A chegada da Fórmula 1 à Áustria, para a disputa da oitava etapa do campeonato, também intensifica as especulações sobre o mercado de pilotos para 2027. Um dos nomes comentados nos bastidores é o de Fernando Alonso. O bicampeão mundial vem sendo apontado como possível reforço da Alpine, alimentando rumores de uma eventual saída da Aston Martin nos próximos meses.
Existia muita expectativa com relação à Aston Martin para 2026, por conta de todas as mudanças internas, contratações de pessoas e melhora da sua fábrica. No entanto do novo ciclo regulamentar se revelou como um grande desafio para equipe britânica.
Em Barcelona ficou ainda mais clara a distância que a Aston Martin tem para o restante do pelotão, mas também o que espanta é a diferença para Cadillac – que também tem enfrentado diversos problemas.
Porém, apesar desse cenário difícil e nada competitivo, Alonso descartou a possibilidade de deixar a Aston Martin e guiar por outra equipe no próximo ano, seu compromisso segue com o time britânico.
“Mesmo que eu não corra, meu compromisso com a equipe e com o projeto é o mesmo e continua o mesmo de sempre. Começamos isso juntos, com algum sucesso em 2023 e com muitas mudanças na empresa e no campus em Silverstone, agora com a parceria com a Honda, com a Aramco e com os novos combustíveis.”
“Há muitas coisas que construímos juntos, de certa forma. Como já disse várias vezes, esta equipe tem certas garantias de que terá sucesso e lutará por Campeonatos Mundiais. Não sabemos se isso acontecerá no próximo ano, daqui a três anos ou daqui a oito anos.”
“Essa provavelmente é a minha limitação ao volante. Mas quero ganhar um Campeonato Mundial com a Aston Martin, pilotando ou não. Esse continua sendo o meu compromisso.”
Embora Fernando Alonso ainda não tenha tomado uma decisão sobre o futuro, ele acredita que terá às respostas para 2027 depois das férias de verão, onde definirá se vai ou não continuar correndo na Fórmula 1.
Recentemente Mike Krack, chefe de pista da Aston Martin foi questionado sobre Alonso e disse que o piloto de 44 anos era “muito rápido”, mas para o campeão mundial ele não precisa ser lembrado sobre a sua atuação nas pistas.
“Isso não muda nada. Não preciso que o Mike me diga que sou rápido. Sinto isso a cada volta na pista. Sempre senti isso”, Alonso foi categórico.
“Ainda não tomei nenhuma decisão. Provavelmente vou esperar até as férias de verão, que são em agosto. Depois do verão vem Zandvoort, Monza… Acho que por volta dessa época provavelmente vou decidir o que fazer no ano que vem.”
“Vou continuar correndo porque me sinto rápido, motivado e adoro o que faço. Não vou parar agora porque não me sinto menos competitivo ou porque não sinto que não gosto de correr. Se vou correr na Fórmula 1 ou não, aí já é outra história.”
“Preciso aproveitar a categoria, preciso curtir a sensação de pilotar este motor e este regulamento. Há muitos fatores a serem considerados e muitas opções para correr no mundo do automobilismo. Eu ainda amo a Fórmula 1. Estou comprometido com esta equipe também.”
Questionado sobre os rumores que apontam que ele está conversando com outras equipes, o espanhol disse: “Sempre há rumores. Temos sido muito maltratados pelo mundo exterior e isso é normal. Estamos abaixo do esperado, estamos em um momento ruim e, quando chega a pausa de verão, sempre há rumores.”
“Há rumores nas equipes de ponta, e também no nosso caso, porque estamos com um desempenho abaixo do esperado. Mas, como eu disse, meu compromisso com a AstonMartin vai além do meu tempo ao volante. Acredito neste projeto e temos as pessoas certas.”
Para Alonso ainda é importante resolver essa situação com a Aston Martin. Apesar de falar em Barcelona que essa poderia ser a sua última corrida naquele traçado, o piloto mesmo que deixe a Fórmula 1, tem o intuito de continuar correndo.
“[A F1] ainda é o auge do automobilismo e continua sendo um objetivo atraente se conseguirmos superar essa situação”, continuou Alonso. “Começamos com o pé esquerdo e estamos muito atrás agora, e se conseguirmos reverter essa situação e tornar o carro rápido e competitivo também no futuro, ou já no ano que vem, é uma meta muito interessante.”
“Eu nunca desisto e não vou desistir agora por causa de algumas dificuldades e de um começo lento. Se alguém pensa que vamos desistir agora, essa pessoa não conhece os últimos 25 anos da minha vida.”
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