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Antonelli lidera treino livre do GP do Canadá em sessão marcada por três bandeiras vermelhas

Mercedes abre o fim de semana Sprint em Montreal com dobradinha no TL1, enquanto Ferrari preocupa pela diferença de ritmo em relação aos líderes

O único treino livre do Canadá foi realizado nesta sexta-feira (22) no Canadá. Os pilotos se reuniram no traçado de Montreal para fazer as suas verificações, enquanto tem mais um evento Sprint pela frente. O evento inicia com a Mercedes no comando, Andrea Kimi Antonelli fechou a sessão na liderança, cravando o expressivo tempo de 1m13s402.

A diferença mínima para George Russell, permitiu que o companheiro de equipe do piloto italiano ocupasse a segunda coloção (+0142). Logo atrás apareceram a dupla da Ferrari, com Lewis Hamilton em terceiro (0s774) e Charles Leclerc na quarta colocação (0s953). A distância da equipe italiana roubou a cena, principlamente por esse ser um circuito curto como o que os pilotos e equipes vão enfrentar neste fim de semana.

A quinta colocação foi ocupada por Max Verstappen da Red Bull, após anotar 1m14s366, enquanto conta com uma nova atualização para o RB22.

A dupla da McLaren esteve logo atrás, Lando Norris conseguiu apenas o sexto lugar (1s397), em um momento que sua equipe focou na verificação do novo pacote instalado neste traçado. Oscar Piastri foi o sétimo colocado (1s561), existe muita expectativa para saber se o time de Woking continuará evoluindo depois de Miami.

Completaram o top-10 Arvid Lindblad em oitavo com a Racing Bulls, acompanhado por Nico Hülkenberg da Audi em nono e Fernando Alonso da Aston Martin em décimo. O brasileiro Gabriel Bortoleto conseguiu a décima primeira posição e está otimista com a entrega do seu time neste evento.

O treino live foi marcado por três interrupções por bandeira vermelha, por acidentes distintos ao longo da sessão.

A Fórmula retorna às 17h30 para definição do grid de largada da Sprint.

Saiba como foi o único treino livre em Montreal, no Canadá

Após mais uma breve pausa no calendário, a Fórmula 1 retorna neste fim de semana para mais um evento Sprint. Desta forma, os times tem apenas uma sessão de treino livre para validar as suas escolhas para a classificação Sprint e a corrida de 100 km.

Nove das onze equipes do grid levaram atualizações para o traçado. A McLaren e a Mercedes são as equipes com mais alterações, embora Haas, Racing Bulls, Williams, Audi, Alpine, Cadillac e Red Bull, também tenham providenciado mudanças em menor grau.

Quando a sessão foi iniciada, a temperatura na pista estava na casa dos 38 °C, com 16 °C no ambiente. Com apenas uma hora de atividade, rapidamente os 22 pilotos ganharam o traçado. Apenas Sergio Pérez foi enviado para pista fazendo uso dos pneus macios, enquanto Arvid Lindblad, Liam Lawson e Valtteri Bottas usavam pneus médios. O restante do grid apostava nos pneus duros.

Com menos de cinco minutos de atividade, o carro guiado por Franco Colapinto perdeu potência e ficou lento pelo traçado. O argentino evitou uma interrupção da sessão, consegui levar o equipamento aos boxes, para uma verificação da equipe. O problema inicialmente parecia um defeito elétrico, que prejudicouo uso do acelerador.

Ainda dentro de nove minutos de sessão, Liam Lawson perdeu o controle do carro, motivado por uma questão hidráulica. O competidor foi forçado a encostar o carro, gerando a ativação do Virtual Safety Car. Porém, apesar da tentativa de tentar evitar uma bandeira vermelha, a sessão foi interrompida.

Na tabela de tempos, Max Verstappen era o líder da sessão, com a marca de 1m15s895, seguido de perto por Isack Hadjar com 1m16s253, enquanto Oscar Piastri era o terceiro colocado (1m16s879) e Lawson era o quarto colocado, mas com mais de 1s5 de diferença para o piloto da Red Bull.

No carro do neerlandês era possível observar uma grande quantidade de flow-vis na parte inferir do carro, com o time austríaco conduzindo um teste aerodinâmico por conta do novo assoalho, enquanto avaliava configurações diferentes de asa dianteira.

Por conta dos regulamentos definidos para 2026, foi realizado um ajuste no treino livre, quando tivemos um evento Sprint. O cronômetro, assim as equipes e pilotos não são prejudicados com a interrupção. Como o cronômetro não foi de fato pausado, as equipes foram compenadas com quatro minutos adicionais.

Esse é um circuito marcado por uma evolução constante e isso era sentida, conforme os pilotos completavam suas voltas e melhoravam os tempos. Piastri roubou a ponta, progredindo para marca de 1m14s963, ainda fazendo uso dos pneus duros do começo da atividade – que o competidor já tinha completado 13 voltas com ele. Lewis Hamilton saltou para segunda colocação, separado por 0s442 do líder, seguido por Russell (0s451), enquanto Antonelli estava na quarta posição e Verstappen foi empurrado para quinta colocação.

Restando 36 minutos para o final, uma nova bandeira vermelha chamou a atenção, dessa vez protagonizada por Alexander Albon, quando o piloto perdeu o controle do carro entre as curvas 07 e 08 e acertou a barreira de proteção. O carro ficou danificado e além disso, prejudicou a coleta de dados da Williams, em um fim de semana tão corrido como esse.

Apesar da direção da transmissão não recuperar as imagens, o problema aconteceu pelo piloto da Williams ter atropelado uma marmota.

Quando a sessão foi novamente liberada, o cronômetro foi corrigido novamente para 36 minutos, para não prejudicar as equipes. Dessa forma, eles continuaram de onde pararam, ainda investindo na verificação dos pneus duros, poupando pneus para o restante do fim de semana.

No entanto, a dupla da Aston Martin escolheu operar com os pneus macios. O fato de usar os pneus mais velozes do fim de semana, enquanto boa parte do grid tinha pneus duros, fez com que Alonso avançasse na tabela de tempos, saltando para o 7° lugar com a marca de 1m16s218.

Em decorrência dos pilotos atacando as zebras, que são um tanto altas nesse traçado, era inevitável ver alguns pilotos cometendo erros e extravasando os limites de pista. Além disso, com a pista cheia, Gasly precisou desviar de Bearman, além de evitar uma batida com Hamilton que estava logo atrás.

Ainda usando seu conjunto de pneus duros, Andrea Kimi Antonelli roubou a ponta da tabela cravando 1m14s392. Restando vite minutos para o final, os dez primeiros eram: Antonelli, Russell, Piastri, Norris, Hamilton, Leclerc, Lindblad, Verstappen, Alonso e Hadjar.

Para os últimos 15 minutos, os pilotos foram instalando um jogo de pneus macios novos, para fechar a sessão com voltas rápidas. Geoge Russell ganhou o traçado – que estava quase livre – no momento que cravou 1m13s850, o britânico reclamou um pouco sobre a volta, esperando um pouco mais. Na sequência foi a vez de Andrea Kimi Antonelli anotar 1m13s402, revelando uma diferença de 0s448, adquirida principalmente ao completar o terceiro setor do circuito.

Próximo do encerramento da sessão, Lewis Hamilton se tornou o terceiro colocado com o tempo de 1m14s176, seguido por Leclerc (1m14s355). Verstappen estava posicionado logo à frente de Norris, completando o top-5 com 1m14s366. Piastri, por sua vez era orientado pelo engenheiro sobre o controle da abertura da asa dianteira, pois o australiano estava reclamando de já ter danificado os seus pneus, por conta dos travamentos.

Restando cerca de 5 minutos para o final, a terceira bandeira vermelha ocorreu por um erro de Esteban Ocon – que bateu nas barreiras. O piloto ficou apenas com a asa dianteira danificada, que pode ser rapidamente substituída por uma peça reserva.

Dessa vez a direção não compensou a atividade, sendo assim, os pilotos só tiveram tempo para fazer um teste de largada.

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Debora Almeida

Jornalista, escrevo sobre automobilismo desde 2012. Como fotógrafa gosto de fazer fotos de corridas e explorar os detalhes deste mundo, dando uma outra abordagem nas minhas fotografias. Livros são a minha grande paixão, sempre estou com uma leitura em andamento. Devoro séries seja relacionada a velocidade ou ficção cientifica.

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