A Fórmula 1 retorna neste fim de semana para disputa do GP de Miami, após uma longa pausa provocada pelos cancelamentos do GP do Bahrein e Arábia Saudita. Como os conflitos no Oriente Médio seguem, a categoria ainda não tem certeza se conseguirá disputar as provas restantes programadas nesta região.
Atualmente a categoria trabalha com a realização de 22 provas, já que no mês de abril a categoria não conseguiu encaixar outras duas provas, para suprir os cancelamentos. No entanto, no final do campeonato, eles ainda têm a perspectiva da realização do GP do Catar e a final em Abu Dhabi.
Tudo depende de como a situação na região se desenvolverá nos próximos meses, pois a Fórmula 1 não pode arriscar uma viagem que coloque os seus membros em risco. Além disso, toda a parte logística também é afetada.
Com um pouco mais de tempo para pensar no cenário, diferente do que aconteceu no início do ano – já que foi possível realizar a pré-temporada no Bahrein, mas não a corrida; agora a categoria tem como trabalhar com uma alternativa e evitar que o calendário será concluído com 20 etapas.
“Tivemos que cancelar as duas primeiras corridas [no Oriente Médio], que seriam no Bahrein e Jeddah, mas agora temos que esperar, pois temos as duas últimas provas no final do ano, no Catar e Abu Dhabi”, falou o presidente e CEO da F1, Stefano Domenicali em entrevista à Class CNBC.
“Temos um prazo para decidir se a situação nos permitirá realizar as corridas. Esperamos que sim, como vocês podem imaginar, pensando no futuro. Mas, por outro lado, é nossa obrigação, como esporte global, ter uma alternativa pronta. E é isso que temos, claro”, seguiu.
Acredita-se que a categoria deve esperar até o final de setembro para tomar uma decisão sobre, será no encerramento da fase europeia do calendário.
Recentemente o Circuito de Silverstone ofereceu a oportunidade de uma segunda corrida no traçado, apesar do próprio cronograma apertado.
Para preencher o final do campeonato, a Fórmula 1 ainda precisa pensar na logística das cargas, além de encontrar um local com temperatura adequada para que as provas possam acontecer. Os promotores dos eventos também precisariam de um tempo para venda dos ingressos e preparação dos eventos.
“Como eu estava dizendo, agora o maior impacto em nossos negócios é realmente o aumento dos custos de combustível e logística. Sabe, somos um esporte global e viajamos pelo mundo todo. Esses são os principais desafios que enfrentamos hoje.”
O cancelamento das etapas do Bahrein e Arábia Saudita dividem opiniões no paddock, do lado dos aspectos negativos, a premiação será afetada pois perde-se a premiação associada à participação nesses dois eventos. Porém, na questão de aspectos positivos, é um dinheiro que as equipes economizam com deslocamento e hospedagem, além de todos os gastos referentes as viagens.
De modo geral, o curso dos conflitos na região tem impactado diretamente nos preços dos combustíveis, por consequência também impactam nos custos que envolvem toda a cadeia de transportes e também afeta as equipes.
Conheça nossa página na Amazon com produtos de automobilismo!
O Boletim do Paddock é um projeto totalmente independente. É por isso que precisamos do seu apoio para continuar com as nossas publicações em todas as mídias que estamos presentes!
Conheça a nossa campanha de financiamento coletivo do Apoia.se, você pode começar a contribuir com apenas R$ 1, ajude o projeto. Faça a diferença para podermos manter as nossas publicações. Conheça também programa de membros no nosso canal do Youtube.
Descubra mais sobre Boletim do Paddock
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.





