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Preview GP da Espanha – O ‘marco zero’ para o desenvolvimento dos carros de F1

Barcelona se tornou uma pista fundamental para a análise dos carros, coleta de dados e programação das próximas atualizações

Fazer o Preview sobre Barcelona é quase que aquela coisa batida, mas vale falar um pouco sobre a pista que receberá a 6ª etapa da Fórmula 1 neste fim de semana. Pode ser uma das provas mais monótonas do calendário, poucas ultrapassagens, os times conhecem todos os segredos da pista, mas para eles, a coleta de dados fornecida por Barcelona é bem valiosa para o restante do campeonato. Barcelona é o prato cheio para quem gosta de se atentar as mudanças dos carro.

O traçado exige bastante da aerodinâmica dos carros, por isso é escolhida para receber os testes de pré-temporada. Outros traçados já receberam o GP da Espanha, como Pedralbes, Montjuïc, Jerez e Jarama até a prova ser realocada para o Circuito de Montmeló em setembro de 1991.

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A pista conta com 16 curvas, nove para a direita e sete para a esquerda. Barcelona tem mudanças de elevação, uma reta com 1050 m. Na temporada passada a curva 10 passou por uma alteração, sendo remodelada para contar com um raio mais aberto. São duas zonas de ativação do DRS.

O TL1 geralmente é aquele momento que os times acabam mandando os seus carros para a pista com as grades de aferição aerodinâmica ou o flow-vis. Elementos que acabam auxiliando na coleta de dados e também a compreender o fluxo de ar nas novas peças.

Barcelona é tida como uma pista completa,  uma combinação de curvas rápidas de raio longo e médio, além de curvas que são feitas em alta velocidade. É claro que nessas 16 curvas, três delas são feitas em velocidade baixa. O traçado se torna ideal para a avaliação dos carros e em Barcelona os times têm uma ideia de quais são os problemas dos seus projetos e onde está o potencial de evolução.

Como na pré-temporada não temos muita ideal do que cada time está avaliando quando estão em pista, quando retornam ao traçado as diferenças ficam um pouco mais claras. Barcelona costuma separar as forças e nessa pista é muito comum ver aquela classificação formada por parzinhos.

Gosto definir Barcelona como o marco zero, e por essa pista ser tão conhecida dos times, também é o momento da temporada onde as equipes acabam por introduzir grandes pacotes de atualizações. Os times contam com os dados da pré-temporada e por consequência, com as novas peças que serão introduzidas, eles podem conflitar os dados e avaliar os avanços que fizeram desde o primeiro momento que o carro esteve na pista.

Quando os times pisaram a primeira vez em Barcelona, muitos ainda estavam com as suas pinturas completas, mas começaram a trabalhar em alterativas para reduzir o peso dos carros – Foto: reprodução McLaren

Depois dessa nova avaliação, os times vão seguir direto para Mônaco, mas com os dados obtidos em Barcelona, podem projetar suas novas atualizações e como vão gerir o restante da temporada. Precisamos lembrar que todos estão sendo controlados pelas horas disponíveis no túnel de vento, assim como pelo teto-orçamentário. Não é mais possível fazer atualizações sem nenhum controle, desta forma os times precisam estabelecer o que será feito no restante do ano.

A Mercedes testou um carro completamente diferente em Barcelona e fez uma mudança radical para o Bahrein, aparecendo com um carro com o ‘zeropod’. O W13 se mostrou um projeto desafiador, desta forma, a Mercedes vai usar os dados da pré-temporada, para saber se eles podem seguir com esse projeto ou se é melhor mudar o seu direcionamento e começar a pensar no carro do próximo ano.

“A pista em si é versátil, então ela realmente coloca todos os aspectos do carro à prova. Nunca foi uma ótima pista para ultrapassagens, então será interessante ver como esses novos carros de F1 de 2022 impactam o espetáculo na pista na Espanha”, disse Toto Wolff.

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A Haas foi uma das equipes que optou por não levar inovações para o projeto em Barcelona, eles acreditam que com os dados da pré-temporada é possível apostar que o carro terá um bom desempenho. O time americano proverá atualizações dentro de quatro ou cinco corridas.

A Aston Martin pode ser o carro mais diferente, pois estão falando até mesmo na possibilidade de um AMR22B, por conta do número de alterações que o time deseja realizar.

Confira a programação para o GP da Espanha – Foto: Ale Ranieri / BP

Pneus

A Pirelli apostará mais uma vez nos pneus mais duros da sua gama, os compostos atendem as características da pista, que consiste em muita abrasividade e na combinação de várias forças. Os pneus para a prova são: C1 composto duro (faixa branca), C2 médio (faixa amarela) e C3 macio (faixa vermelha).

Pneus para o GP da Espanha – Foto: Ale Ranieri / BP

Os pilotos vão completar 66 voltas, após a modificação na curva 10 – realizada para ter mais segurança, o traçado ficou com 4.675 KM, ganhando 20m.

Fórmula 2 

A Fórmula 2 correrá em Barcelona disputando a 4ª etapa do calendário. Depois da rodada em Ímola, Theo Pourchaire assumiu a liderança do campeonato e atualmente conta com 52 pontos, contra 50 pontos de Felipe Drugovich.

Confira a programação para o GP da Espanha da Fórmula 2 – Foto: Ale Ranieri / BP

W Series

Em Miami a W Series realizou a sua estreia por meio de uma rodada dupla, Jamie Chadwick venceu as duas provas e atualmente é a líder do campeonato contando com 50 pontos, enquanto Nerea Martí é a segunda colocada, com 26 pontos, contra 21 de Beitske Visser.

Confira a programação para o GP da Espanha da W Series – Foto: Ale Ranieri / BP
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Debora Almeida

Meus olhos brilharam quando eu vi o estilo de pilotagem do Vettel ele despertou o meu interesse pelo esporte e cada vez mais eu queria entender sobre o assunto. Hoje gosto de tirar fotos e escrever textos!

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