Crônicas de Baku: Expectativa é tudo!

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E foi exatamente isso que vivemos quando as luzes se apagaram para a largada do Grande Prêmio do Azerbaijão. Expectativa para a entrada do Safety Car nos primeiros metros, escapadas e toques, aquela típica corrida maluca. Mas as coisas se desenharam de uma forma diferente… Talvez pelos pilotos que não percorrem uma grande reta e estarem de cara para uma curva de 90° graus, os movimentos se tornaram mais conservadores.

A corrida teve seguimento, ultrapassagens limpas, mas bem construídas por aqueles que largaram direto do pit-lane. Pierre Gasly e Kimi Raikkonen galgaram posições para tentar entrar nos pontos, enquanto à frente, o jovem piloto da Ferrari, Charles Leclerc recuperava as posições que tinha perdido.

Vimos a McLaren na zona de pontuação com os dois carros, coisa que não acontecia há quase um ano, mas para sermos mais precisos, assim como a categoria, estavam completando 364 dias, desde o GP do Azerbaijão de 2018.

A equipe de Woking que estava imersa em uma realidade diferente, passou a ser o desafio de outras equipes, como a Racing Point que viu o time como os seus adversários diretos e a meta que precisava ser batida. Não é à toa que como um sanduíche, Carlos Sainz e Lando Norris, ficaram entre Sérgio Pérez e Lance Stroll.

Outro que aparenta não ser mais o mesmo é Valtteri Bottas, atual líder do campeonato, com a diferença de apenas um ponto para o companheiro de equipe. Aquele pontinho do Grande Prêmio da Austrália, onde o finlandês se desafiou a fechar a prova com 26 pontos, fez diferença na quarta prova do ano. É como dizem, quem não arrisca não petisca e assim vemos o Bottas se tornando o adversário direto de Lewis Hamilton.

Enquanto a Ferrari luta para não ter dois ”primeiros pilotos” no seu time.

Semana a semana a ideia de Sebastian Vettel ser o líder, é reforçada. Enquanto Leclerc aparenta lutar internamente com a pressão por ser um piloto Ferrari. Na busca por provar o seu valor e encontrar espaço para entregar o melhor trabalho.

Não consigo atenuar o incidente do monegasco durante a classificação, mas posso observar como o time precisou lidar com estratégias distintas, para os seus dois pilotos. Ao meu ver não tinha com o time antecipar a parada de Leclerc, pois ele largou com uma goma mais dura.

Para alguns espectadores foi um erro da Ferrari não o colocar em pé de igualdade, mas se não tivesse ocorrido a batida no sábado, ele poderia ter saído mais uma vez de supermacios e se colocar no pareô de outra forma.

Entre mortos e feridos, o GP de Baku foi realmente recheado por expectativas, desde a pole esperada de Leclerc à agitação que se ausentou da etapa. Mas assim como bem lembrado por Carlos Eduardo Valesi ”A alegria de ver Leclerc fatiando o grid no começo; a raiva da estratégia da Ferrari; a decepção com o desempenho do Vettel; o reconhecimento da melhora da McLaren; a surpresa da batida de ré do Ricciardo; a tensão das últimas voltas de Hamilton e Bottas….” tornaram a quarta corrida muito interessante para o campeonato.

 

 

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Debora Almeida

Meus olhos brilharam quando eu vi o estilo de pilotagem do Vettel ele despertou o meu interesse pelo esporte e cada vez mais eu queria entender sobre o assunto. Hoje gosto de tirar fotos e escrever textos!