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Bruna Genoin, primeira pilota de Drift do Brasil, conversa com o Boletim do Paddock

Em 1970, o piloto Kunimitsu Takahashi criou o que viria a ser uma paixão entre os amantes das corridas: o Drift. A técnica nasceu após o japonês bater o seu “apex” (o ponto onde o carro está mais perto da curva) em alta velocidade e derrapar, saindo mais rápido do que o habitual. Depois desta façanha, uma legião de fãs resolveram desenvolver esta prática que deu origem a campeonatos e continua arrastando apaixonados pelo mundo inteiro. Um dos ícones brasileiros que estão fazendo História na modalidade é a catarinense Bruna Genoin.

Bruna Genoin, única mulher a pilotar no Super Drift Brasil. Foto: Endrew Pereira

A jovem de Blumenau começou no kart em 2012 após o seu pai, Toninho Genoin, campeão brasileiro de Rally e da Mitsubishi Cup, notar o interesse da guria pelo automobilismo. Para conhecer melhor a caminhada da primeira drifiteira do Brasil, confira a entrevista na íntegra:

lll BOLETIM DO PADDOCK: Bruna, como é saber que você é a primeira drifiteira profissional do Brasil?

lll BRUNA GENOIN: É gratificante. Me sinto honrada por poder representá-las nacionalmente em um esporte no qual só tem eu de mulher. E representá-las vencendo é melhor ainda.

B.P: O que você acha que falta para as mulheres apontarem no automobilismo brasileiro?

l BRUNA: Patrocínio. E, principalmente, a confianças das pessoas em um modo geral nas mulheres neste tipo de esporte. Muitos pensam que não somos capazes, mas somos muito mais que isso.

l  B.P: Conte para a gente, como tudo começou?

l BRUNA: Comecei em 2012, no kart. Conquistei prêmios mas tive que parar por conta do patrocínio. Entrei no drift em 2016, e foi amor a primeira drifitada. Nunca mais quis parar.

l  B.P: Por que você escolheu o Drift?

l BRUNA: O Drift me escolheu. Foi muito por acaso. Meu pai estava na premiação do Campeão Brasileiro de Rally e junto dele estava o Márcio Kabeça recebendo a premiação do Campeão Brasileiro de Drift. Ambos começaram a conversar e sentiram a falta de uma mulher no esporte. Foi decidido então que eu seria essa mulher. Na Segunda-Feira seguinte eu já estava treinando com o Kabeça.

l  B.P: Fale um pouco mais do carro usado por você nas competições. O seu Nissan 350z, o “Zenoin” arrasta fãs por onde passa.

l BRUNA: Eu o escolhi por ser o carro mais “viável” para drift. Com pouco investimento de equipamento já dá para estar competitivo. Hoje, por exemplo, eu corro com as configurações originais do carro.

l  B.P: Eu me recordo da sua corrida no ano passado para conseguir patrocínios para participar de algumas etapas do Brasileiro de Drift. Quais são os maiores desafios para quem opta por este estilo de vida?

l BRUNA: A falta de confiança das empresas em mulheres neste tipo de esporte. Grande parte pensa que por eu ser mulher, se torna mais fácil a captação de patrocínio… mas não é assim.

l  B.P: O que você diz para o seu público e para as meninas que querem ser como você no futuro?

l BRUNA: Eu digo para nunca desistirem e nunca deixem que alguém diga que você não é capaz. Todos nós somos capazes. Basta acreditar e se dedicar. Não é fácil, mas é possível.

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