ColunistaDestaquesEntrevistasFórmula EPost

✍️ ENTREVISTA com Nick Cassidy

Piloto da Envision Virgin Racing conversou com exclusividade com o Boletim do Paddock 

Nick Cassidy é um dos novatos da 7ª temporada da Fórmula E. O neozelandês de 26 anos, conhecido por conquistar a “tríplice coroa japonesa” (Super Fórmula, Super GT e Fórmula 3), estreia na categoria de carros elétricos neste ano após participar do teste de novatos em 2020. 

Pronto para a rodada dupla de Diriyah, Cassidy conversou com o Boletim do Paddock sobre a sua chegada na equipe e o novo desafio. 

BP: Esta é sua primeira corrida FE, você está mais nervoso ou animado?

NC: Estou animado, definitivamente. Não tenho certeza se “nervoso” é a palavra correta, um pouco apreensivo, talvez, por não saber o que vai acontecer. Mas acho que isso faz parte e me deixa entusiasmado também.

Conheço o processo e sei que vou tirar uns aprendizados. Só espero que “amanhã seja melhor que ontem” e quero manter esse pensamento durante a temporada. 

BP: Você se sente completamente acomodado na equipe? Como é sua relação com seu engenheiro, mecânicos, seu companheiro de equipe?

NC: Bom, com meu companheiro de equipe é bem difícil. Obviamente estou brincando, meu dou muito bem com o Robin (Frijns). Damos boas risadas juntos, mas falamos sério quando é preciso. Então está tudo certo.

Robin Frijns e Nick Cassidy conversam durante a pré-temporada em Valência. Equipe: Envision Virgin Racing. Foto: cortesia da Fórmula E.

Eu já tive uma experiência passada com meu atual engenheiro e isso ajuda bastante. Claro, já faz um tempo que trabalhamos juntos e eu acho que, pelo menos mais da minha parte do que dele (risos), nós dois temos muito mais experiência e crescemos como indivíduos. É muito bom estar trabalhando com ele novamente. 

E com o resto do time está tudo tranquilo, não tive problema nenhum para me ajustar. 

BP: Como está o carro? Como está a equipe com as melhorias desde o Valência?

NC: Essa é uma pergunta interessante. Nós não fizemos muitos testes desde Valência, então é difícil dizer se evoluímos ou não. Mas estamos olhando os detalhes agora, fazendo perguntas e apresentando possíveis soluções, mas não tivemos muito tempo de pista para saber o que funciona ou não. 

BP: ‘Substituir Sam Bird’ tem algum tipo de pressão sobre você?

NC: Acho que acabo colocando pressão em cima de mim mesmo. Foco em mim e não penso no Sam porque, no fim das contas, é uma temporada completamente diferente. Temos um novo powertrain, outras equipes têm um novo powertrain.

Faz parte do meu trabalho, e do Robin também, ajuda com o desenvolvimento do carro. E nós temos que usar as ferramentas que estão disponíveis. Se um dia nós só formos uma equipe boa o suficiente para um P10, então seremos um P10. Se formos bons para vencer, então venceremos. 

Enquanto pensarmos assim, não tem porque pensarmos no Sam.

BP: Existem dois outros novatos este ano, o que você fará para se destacar deles?

NC: Hmm, não vejo muito dessa forma, acho que todo mundo que está nesse campeonato merece estar aqui. Todos são muito talentosos. E todos nós sabemos que são 24 pilotos atrás de um único objetivo.

Claro que ser um novato demanda muito aprendizado, mas não acho que eu deva ficar me comparando a eles. Eu quero vencer e, no fim das contas, não importa se você é novato ou não, você quer a vitória.

Mostrar mais

Cinthia Venâncio

Cearense que acompanha Fórmula 1 desde que se entende por gente. Faz aniversário no mesmo dia do Damon Hill.

Deixe uma resposta

Artigos relacionados