BPBEATS 31 | Ressaca – Yes I had fun at a party.

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|De São Paulo/SP para Curitiba/PR voltando para São Paulo/SP:

lll RBS – Ricardo Bunnyman Soares;

lll CEV – Carlos Eduardo Valesi;

lll RBS: Olha… essa festa foi lôca… Lembro do GP Brasil no setor A com um monte de gente, uma gritaria, uns homões chorando, cantando músicas duvidosas, bebendo, comendo e se divertindo. Isso faz tempo. Depois acordei há pouco… meio com a boca com gosto metálico… falaram de uma corrida em Abu Dhabi, mas sinceramente com a farra que foi o GP Brasil 2019, acho que Abu Dhabi para nós mortais brasileiros nem precisaria existir, mas corrida nunca é demais.

lll CEV:  Te falei que aquele último espetinho não iria cair bem, Bunnyman.

lll RBS: E a gente está aqui de novo. Depois de um grande tempo de férias. Você, amigo leitor pode se deliciar também com as aventuras da Formula E, a Stock Car onde nossa equipe esteve presente fazendo a cobertura da final (tive o prazer de estar pela primeira vez para ver uma corrida de Stock Car in loco, graças a outro colunista Rafael Celloni), notícias do Troféu Ayrton Senna de Kart entre outras coisas. Enfim, alguém tinha que trabalhar enquanto o Valesi estava tomando caipirinhas na praia esse tempo todo. Aproveitando o clima do verão, Valesi, manda aí qual é a música desse verão na sua opinião.

lll CEV:  Vou te contar que ouvi um monte de coisa naquelas caixinhas de som na praia, mas nada que pudesse classificar exatamente como música. Por conta de uma história que contei no @cevalesi no Twitter, acho que podemos incluir esse clássico como o que de melhor rolou nas areias no litoral paranaense por enquanto:

https://www.youtube.com/watch?v=WA7JY1OoxnU

lll RBS: E como nem todo mundo é de ferro, os pilotos muitas vezes dão aquela escorregada humana a qual todos estão sujeitos. Listamos aqui alguns dos comportamentos mais polêmicos da história.

lll RBS: Talvez a história mais conhecida tenha sido a de Lewis Hamilton em férias de meio de ano em Barbados quando foi ‘flagrado’ em momentos descontraídos em festa de rua onde a cantoria Rihanna o acompanhava. Muitos disseram que ele não deveria fazer isso por conta da indefinição do campeonato que ainda estava na metade. Lewis não só curtiu como também levou o caneco no final do ano.

lll CEV:  Bom, não conheço nenhuma música da Rihanna, mas reconheço que ela é uma baita celebridade. Diria que da realeza do show buzines, não? E quem tem uma história picante com a realeza é o Professor Alain Prost. De acordo com Niki Lauda, na véspera do GP de Portugal de 1984, o preparador do austríaco disse que havia uma loira italiana doida para sair com ele. CDF (será que alguém ainda reconhece a expressão?), ele falou que não podia ir para a noitada, mas que ela poderia “jantar” no quarto dele entre 20 e 22h – o cara botou até hora para terminar! Ainda de acordo com o saudoso Lauda, ele “dormiu como um Deus”, mas ao chegar no Paddock domingo encontrou Prost com um sorriso de orelha a orelha. Foi perguntar ao francês e ele respondeu: “Dá pra acreditar? Passei a noite inteira em claro com a Stephanie de Mônaco!!”

lll RBS: Kimi Raikkonen é uma figura que sem esforço algum cativa as pessoas. Por suas respostas diretas, as vezes até parecendo meio envergonhado, quando toma umas fica bem divertido. Na entrega do prêmio da FIA 2018 ao final do ano, estava bem comunicativo, apresentou seu companheiro Sebastian Vettel no palco. Há quem diga que ele estava bêbado, eu diria que estava alegrinho assim como nós gostamos de ficar.

lll CEV:  Kimi estava tão alegrinho quanto nosso supracitado Celloni em… bem, praticamente todas as vezes que eu falei com ele. Outro cara que não se importava em “drink and drive” era Tommy Byrne: na véspera de seu primeiro dia de testes com a McLaren (ele tinha patrocínio da Marlboro em 82), ele chegou a Silverstone virado da noitada anterior, inclusive ainda com uma lata na mão e algumas garotas que tinha conhecido na balada. O cara fez um tempo simplesmente melhor que o da classificação de Lauda naquele ano, com o mesmo ano, e bateu Senna por três décimos naquele dia. Contei a história do irlandês no aqui no 365: https://boletimdopaddock.com.br/o-melhor-piloto-que-voce-nem-sabia-que-existia-dia-350-dos-365-dias-mais-importantes-da-historia-do-automobilismo/20726

lll RBS: James Hunt era uma figura bem comum no que diz respeito a não ser um Deus da Velocidade da Fórmula 1. Pelo contrário, ele era um aventureiro rápido que queria apreciar carros, mulheres e a vida da forma mais louca possível. Hunt era o total oposto de um atleta pois além de ter diversas vezes “saído da balada e ir virado para o trampo no domingo”, bebia mais que um Opala e fumava mais que um Fiat 147 a álcool no frio. Tanta farra cobrou seu preço e levou o campeão de 1976 cedo demais. Aos 45 anos, Hunt sofria um infarto e nos deixava em 1993.

lll CEV:  “Viva pouco, morra jovem e seja um cadáver atraente”, diriam alguns. Como vou igualar a idade de Hunt nesse ano, é melhor dar uma maneirada.

lll RBS: Segundo o Jornal de Brasília de 12/07/2010, Nelsinho Piquet estava à frente do seu tempo no que diz respeito ao uso das mídias sociais. Hoje, um hábito muito comum é fazer lives, mas a dele foi um pouco além. Em uma festa particular, transmitiu por 3 horas no Twitter, divulgou números de telefones, endereços de e-mails dos participantes da festa e a prometeu que se 5 mil pessoas acompanhassem o evento ele iria tirar a roupa. E onde estava o pai desse menino? Dormindo em outro cômodo, afinal, Nelsão tinha que dar espaço para a gurizada aproveitar. Não sabemos se é verdade pois não encontramos outras referências sobre a história, mas espero que tenha sido verdadeira.

lll CEV:  E podemos sair um pouco da F1? Não sou um especialista em WEC (alô, Minduim!), mas conheço histórias de boteco. E uma das melhores foi a de Duncan Hamilton e Tony Rolt, em 1953. Os dois estavam correndo em um Jaguar C-Type, mas foi desclassificada depois dos treinos livres por ter usado o mesmo número que outro carro inscrito (outros tempos, mais inocentes). O chefe da equipe foi discutir a punição com os organizadores e, muitas horas depois, conseguiu permissão para participar da corrida. Mas quando foi buscar seus dois pilotos para a largada, encontrou ambos afogando as mágoas num bar local. Hamilton e Rolt foram direto da mesa para o volante, e a equipe tratava de hidratar bem os dois nos pits stops, além de fornecer um café preto forte. Resultado: a dupla venceu a prova.

lll RBS: E quando a treta surge na balada? Adrian Sutil, ex-piloto pela Force India na época, em um final de semana em Xangai em 2011 discutiu com Eric Lux, executivo ligado à Lotus, e acabou resultado em um corte no pescoço de Lux devido a um lançamento de baseball com uma taça de champagne usada por Sutil em Lux. Na corte, Sutil fui condenado a 18 meses em regime de liberdade condicional e contraiu mais um desafeto. Lewis Hamilton estava no local, mas alegou não se lembrar completamente dos fatos e justificou compromissos profissionais para não ir ao tribunal em defesa de Sutil. Magoado, o relacionamento dos ex-grandes amigos, esfriou nas temporadas seguintes. Confesso que já me jogaram um copo na cara… não é divertido.

lll CEV:  Já te falei que foi sem querer, pô! Mas essa história de julgamento me lembrou outra famosa, de Bertrand Gachot. Em dezembro de 1990 o belga arrumou briga com um taxista em Londres, rolou até gás lacrimogêneo. O taxista prestou queixa, e Gachot teria que encarar dois anos em cana. Seu patrão Eddie Jordan foi atrás de alguém para correr o GP de Spa naquele final de semana, e até falou com Stefan Johansson e Keke Rosberg. Mas Jochen Neerspach disse que o empresário Willi Webber tinha um garoto de 22 anos que era muito bom, e já conhecia o circuito (era meia verdade, pois o piloto só tinha andado lá de bicicleta). De qualquer forma, Eddie topou a proposta, e um tal de Michael Schumacher estreou na Fórmula 1. O resto é história de bar.

lll CEV:  Vamos ficando por aqui e, para não me confundirem com o Thiago Raposo (que toca muito rock nacional no Discoteca Perdida do AutoRadio), deixo você com um vídeo clássico quando se pensa em festa de verdade.

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Yes I had fun at a party.

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lll BPBeats é uma produção da dupla que não é sertaneja, contudo é a prova que panela velha faz comida boa sim, Carlos Eduardo Valesi que já era residente fixo do BP em conjunto com Ricardo Bunnyman peça única da podosfera tupiniquim que foi recentemente adquirido em um leilão beneficente e por uma força do destino do qual nem os búzios, nem os zodíacos e muito menos os físicos teóricos da Magrathea poderiam prever que o encontro desses dois surgiria uma série tão empolgante e digna das melhores revistas do ramo musical tal qual como Rolling Stones e da saudosa MTV, apreciem sem moderação.

BP Beats

Depois de um bate papo no happy hour do BP, entre uma brincadeira e outra surgiu a ideia de uma nova atração no site que é essa que o Amigo Cabeça de Gasolina está pondo os olhos agora: O BP Beats tem como ideia fazer algum tipo de sintonia com o automobilismo e sua provável trilha sonora, sob a batuta de Carlos Eduardo Valesi e Ricardo Bunnyman você irá serpentear pelo universo do automobilismo com rápidas paradas nos mundos colonizados por músicos e suas obras!!!

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