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Preview GP da Austrália de Fórmula 1 de 2018

O Grande Prêmio da Austrália é uma das disputas mais antigas, tanto no contexto histórico automobilístico, quanto na Fórmula 1, pois ele existe desde 1928, mas entrou oficialmente no calendário da categoria apenas em 1985.

A Austrália passou pela era pré e pós-guerra das corridas na terra, até aquelas que precisaram sobreviver ao racionamento de combustível e pneus, também teve inúmeras cidades como sede até se firmar em Adelaide e depois ter que se mudar para Melbourne.

Na era pós-guerra nomes como Jack Brabham, Stirling Moss e Bruce McLaren já se aventuravam em competições automobilísticas na Austrália, utilizando os carros de Fórmula 1, elas ficaram conhecidas como Tasman Fórmula e alternavam entre estas disputas e as realizadas na Europa. Vale lembrar que a Austrália é um país de que teve a sua origem como uma colônia inglesa e essas competições serviam também para chamar a atenção da Europa para o Austrália. Esses pilotos e outros como Graham Hill, Jackie Stewart e Jim Clark venceram provas nesse estilo e uma coincidência entre eles, eram todos ingleses.

lll Adelaide e Melbourne

A temporada de 1985 da Fórmula 1 foi fechada no circuito de rua de Adelaide, que ficou logo conhecido como sendo uma prova desafiadora, exigente e complicada, além de ser muito desgastante, embora a alma do circuito trouxesse o clima de festividade assim que os pilotos desembarcavam para a competição. Adelaide permaneceu como circuito oficial da F1 até 1995, quando a disputa foi transferida para Melbourne, mas acabou sendo palco de vários momentos históricos, como em 1986, faltando dezoito voltas para o final, Nigel Mansell acabou abandonando a prova, com um pneu esquerdo traseiro furado, e o título ficou com Alain Prost. Outro momento foi a manobra polêmica de Michael Schumacher, que disputava o título com Damon Hill, provocando um acidente, e batendo o carro no muro para tirar da prova o seu adversário, ganhando assim o campeonato.

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lll Mudanças…

Ainda em 1993 o empresário Ron Walker, começou a trabalhar com o governador de Jeff Kennett para trazer a competição para Melbourne e poucos dias antes das eleições o anúncio da mudança foi informada, o valor da transação não foi trazido a público, mas muito provavelmente custou uma grande quantia. Os organizadores disseram que a transferência seria bem-vinda para o parque Albert Park, melhorando as suas instalações que ainda eram da época da Segunda Guerra Mundial.

A partir do momento que a troca de sede aconteceu o GP da Austrália que costumava ser o último da temporada, passou a figurar como abertura ou uma das primeiras etapas do calendário.

Diferente de Adelaide, Melbourne é mais conhecido como uma prova mais suave e de alta velocidade. O circuito de Albert Park, é realizado na rua, ao redor do lago que tem o mesmo nome, no centro comercial de Melbourne e da capital cultural do país. O asfalto da região foi reconstruindo para garantir a suavidade e o local é usado diariamente para tráfego dos moradores. Uma prova realizada em um circuito médio mais extremamente rápido, com uma sucessão de curvas. Para os jogadores de Fórmula 1, é a pista que mais fica marcada na nossa memória, pois é geralmente nela que aprendemos os macetes do jogo. Não possui muitas retas, mas nesta temporada foram aplicadas três zonas de DRS, o que pode ajudar na hora da realização das ultrapassagens, já em quem 2017 as reclamações foram imensas sobre esse quesito, com tudo as freadas são fortes e escorregadias, acarretando um número alto de abandonos na prova e um risco maior de acidentes.

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A ampliação da zona de DRS está sendo testada na Austrália, mas se funcionar pode ser aplicada em outros circuitos que também existe uma maior dificuldade em realizar ultrapassagens. 

lll Pneus

Ainda que para está temporada existam pneus com goma mais macias que os ultramacios, a Pirelli decidiu manter a composição de compostos utilizada na temporada passada, os pilotos já escolheram a quantidade de pneus dentro das possibilidades fornecidas que são os ultramacios (faixa roxa), supermacios (faixa vermelha) e macios (faixa amarela) sedo o composto mais duro do final de semana e que os pilotos optaram por no máximo três jogos deles.

https://twitter.com/pirellisport/status/973492346078842880

Em 2017 a prova foi baseada em apenas uma parada nos boxes e a maioria optou por usar os macios na reta final da prova para justamente não parar novamente, dado o seu baixo desgaste.

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lll Corrida

A primeira corrida do ano dava a entender que o campeonato se desenharia de outra maneira e que finalmente existiria a quebra da hegemonia da Mercedes ou que pelo menos uma força seria capaz de barrar as flechas de prata, já que contamos com a vitória de Sebastian Vettel na primeira etapa do ano.

boletimdopaddock.com.br/gp-da-australia-de-2017-familia-fratelli-em-extase-vitoria-de-sebastian-vettel-e-o-brilho-da-ferrari-em-melbourne/6781

A Ferrari que não vencia uma corrida desde o Grande Prêmio de Cingapura de 2015, viu com o alemão a bordo do seu cavalo rampante assumir a liderança da prova, quando Lewis Hamilton se encaminhou para os boxes na volta 18 para realizar a troca dos pneus. Vettel esperou na pista, aproveitou para criar uma distância e fez o bom uso dos pneus que ainda estavam em boas condições e somente na volta 23 quando o rendimento caiu e Hamilton estava ocupado com Max Verstappen que a Ferrari aproveitou para trazer o alemão para os boxes e finalmente realizar a troca dos compostos.

Com o bom trabalho da equipe, aliado ao baixo desgaste dos pneus em Melbourne, Sebastian Vettel apenas necessitou administrar o consumo dos compostos e a liderança, além de ultrapassar alguns retardatários na pista, ajudando também a ampliar a distância entre ele e o inglês da Mercedes.

Essa também foi uma corrida marcada pelos carros mais malvadões, rápidos e mais largos, no entanto tudo isso dificultava na hora de realizar as ultrapassagens. Hamilton mesmo perdeu muito tempo atrás de Max Verstappen. Desde a primeira corrida do ano ficou nítido que as ultrapassagens seriam mais complicadas, os carros começavam a ter um sobreaquecimento e necessitar se afastar do oponente, além de haver uma série de desestabilizações. Foi uma reclamação no começo da temporada porque era algo muito recente e comentado por pilotos como Nico Hulkenberg da Renault, que disse que ultrapassar em Melbourne era ”Praticamente Impossível”.

 

Fonte: @globoesportecom
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Debora Almeida

Meus olhos brilharam quando eu vi o estilo de pilotagem do Vettel ele despertou o meu interesse pelo esporte e cada vez mais eu queria entender sobre o assunto. Hoje gosto de tirar fotos e escrever textos!

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