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Nyck de Vries sobrevive ao caos e vence corrida que teve quatro entradas Safety Car

Vários pilotos ficaram sem bateria no final e quase não completaram a prova

A primeira corrida em Valência foi caótica. Chuva, acidentes, Safety Car foram superados por Nyck de Vries que gerenciou a bateria do seu carro melhor que todos os outros pilotos. O holandês ultrapassou Félix da Costa que liderou a corrida inteira até a última volta.

Nico Müller e Stoffel Vandoorne completaram o pódio. Os dois se envolveram em um pequeno incidente durante a prova, que gerou uma punição de 5 segundos para o belga que mesmo assim conseguiu um pódio.

Sérgio Sette Câmara não completou a prova, ele foi tocado por Andre Lotterer e acabou na brita. Di Grassi teve uma corrida muito complicada, mas acabou em 10º devido a todas as punições.

SAIBA COMO FOI A CORRIDA 

Antes mesmo da corrida começar, os fiscais da FIA divulgaram que Stoffel Vandoorne perdeu sua pole position. Ele foi desclassificado do quali por usar pneus que não estavam relacionados para o fim de semana. 

Com isso, o belga caiu para a última posição e Antonio Félix da Costa foi promovido ao primeiro posto.

Devido à chuva, a largada aconteceu atrás do Safety Car. O carro de segurança ficou na pista por uma volta e os pilotos fizeram, então, a largada lançada. 

Di Grassi foi punido com Stop & Go de 10 segundos por trocar a caixa de câmbio e pagou a punição já na segunda volta.

Lotterer acertou a traseira de Buemi na última chicane. O piloto da Porsche tentava ultrapassar Norman Nato e acabou acertando o Nissan #23. Lotterer voltou em 9º e Buemi abandonou a prova.

A bandeira amarela total foi acionada e, em seguida, o Safety Car voltou à pista. Nico Müller aproveitou para cumprir um Drive Through de punição por infrações técnicas. 

Na relargada da Costa se manteve à frente e abriu vantagem para Guenther que passou a ser atacado por Lynn. Disputas também aconteciam entre Rowland e Nato.

Nyck de Vries ganhou duas posições em duas voltas. Ele passou primeiro Lynn e depois Guenther para chegar à 2ª posição. Lynn também passou Guenther após bela disputa e subiu para 3º.

Di Grassi e Müller se envolveram em um incidente e foram parar na brita, mas voltaram logo em seguida.

Sette Câmara, Turvey e Blomqvist foram os primeiros a ativar o Modo Ataque.

Andre Lotterer foi punido com um Drive Through por causa do acidente com Buemi, ele pagou na volta 8.

Muller e Blomqvist entraram em investigação por ultrapassar durante o Safety Car.

Guenther perdeu o controle do carro e foi parar na brita na curva 2. O carro de segurança voltou à pista pela terceira vez em 11 voltas. 

Antes da interrupção, Félix da Costa havia feito a melhor volta da prova 1:39.625.

Ganhadores do Fanboost: da Costa, Cassidy, Vandoorne, Bird e di Grassi.

Da Costa, de Vries, Lynn, Row, Sims, Nato, Wehrlein, Mortara, Cassidy e Frijns eram os 10 primeiros.

Na relargada, Sims conquistou a 4ª posição de Rowland. Sette Câmara era o 13º e di Grassi, o 17º.

Sette Câmara havia acabado de ativar o Modo Ataque quando foi atingido por Mitch Evans na chicane da última curva. Os dois abandonaram e o Safety Car voltou à pista pela 4ª vez. 

Mais atrás, Vandoorne escapou na brita e na volta seguinte acabou tocando de leve o carro de Nico Müller. 

Da Costa ativou seu segundo Modo Ataque na relargada e usou o Fanboost para abrir vantagem e não perder a liderança para de Vries. 

A disputa intensa entre Bird, Wehrlein e Nato levou o alemão o da Porsche a sair da pista e perder posição. No embolo, os dois carros da Virgin subiram para 5º e 6º, com Frijns à frente de Cassidy. 

Andre Lotterer tentou ultrapassar Mortara, os dois se tocaram e Lotterer ficou parado na brita. O piloto da Venturi conseguiu voltar. 

Vandoorne foi punido com acréscimo de 5 segundos ao seu tempo por colidir com Müller.

Os 10 primeiros eram da Costa, de Vries, Sims, Rowland, Frijns, Cassidy, Lynn, Bird, Nato e Dennis.

Com todas as interrupções, um total de 19 kW foram deduzidos de cada bateria, por isso Félix da Costa tentou retardar a relargada ao máximo para que o cronômetro zerasse e eles dessem apenas mais uma volta. 

Não funcionou. Havia duas voltas pela frente e cerca de 5% de bateria para a maioria dos pilotos. Norman Nato foi o primeiro a ficar pelo meio do caminho sem bateria. 

A partir daí, uma sequência de pilotos ficou com a bateria zerada também, incluindo Félix da Costa. Ele foi ultrapassado por Nyck de Vries que tinha cerca de 3% de bateria a mais que o adversário e foi um dos poucos a terminar a corrida em velocidade normal. 

Vários pilotos diminuíram drasticamente a velocidade para conseguirem completar a prova. 

Na bandeirada final, a ordem de chegada ficou assim: de Vries, Rowland, Sims, Müller, Vandoorne, Cassidy, Rast, Frijns, da Costa e Lynn.

Alguns pilotos foram punidos por usar energia além do permitido e houve reclassificação dos 10 primeiros: de Vries, Müller, Vandoorne, Cassidy, Rast, Frijns (que fez a volta mais rápida – 1:39.611), da Costa, Lynn, Bird e di Grassi. 

EXPLICANDO A REGRA

A regra da dedução de energia da bateria diz que para cada minuto de Safety Car ou Bandeira Amarela Total, 1 kW de energia é diminuído de cada bateria. A ideia é simular o que teria acontecido com o carro em condições normais de corrida. A categoria busca dessa forma evitar que pilotos se aproveitem das interrupções para ganhar vantagem. 

É bem provável que todo o drama vivenciado no final dessa corrida tivesse acontecido mesmo sem todas as interrupções, mas nunca saberemos. 

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Cinthia Venâncio

Cearense que acompanha Fórmula 1 desde que se entende por gente. Faz aniversário no mesmo dia do Damon Hill.

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