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GP da Rússia – Estratégia de pneus antes e depois da chuva

A chuva marcou o GP da Rússia, o que determinou as posições em pista foi escolher o momento ideal para fazer a parada

A chuva contribuiu para que novas apostas fossem possíveis no GP da Rússia, ainda que Lewis Hamilton tenha conquistado a sua quinta vitória em Sochi, o cenário teve uma variação ao longo do final de semana.

Para a prova em Sochi a Pirelli fornece os pneus mais macios da gama, é uma pista lisa, sem muita abrasividade, assim a fornecedora de pneus tem a possibilidade de fornecer esse tipo de composto.

Os times começaram a verificação dos pneus na sexta-feira, dando a máxima atenção a durabilidade dos compostos, pois era esperado que parte da prova fosse realizada em pista seca, desta forma saber quantas voltas era possível dar com cada composto, se tornou algo importante, principalmente para estabelecer as estratégias.

Leia mais: Raio-X do GP da Rússia: Um pódio, a 100ª vitória de Hamilton e outras questões em Sochi

Vamos aos detalhes: a classificação da Fórmula 1 foi disputada em pista molhada, portanto, com a pista seca no domingo, os times poderiam escolher os pneus para a largada. No entanto, no sábado por conta da instabilidade climática, caso não tivessem encontrado uma janela que desse essa oportunidade e a classificação fosse transferida para o domingo, muitos pilotos poderiam até mesmo ter começado a corrida com os pneus macios – algo que teria alterado a janela de paradas.

Sobre a chuva na corrida, ela influenciou o momento que alguns pilotos fizeram as suas paradas, alternando as posições no grid. Quem optou por fazer a troca dos pneus antes, teve mais vantagem do que aqueles que permaneceram em pista por mais tempo até tomar uma decisão, pois as condições no circuito começaram a piorar rapidamente. Essa mudança fez com que Max Verstappen aparecesse na segunda posição, enquanto Carlos Sainz conseguiu recuperar o pódio, enquanto Lando Norris perdeu a primeira vitória.

Nesta disputa de estratégias, a AlphaTauri errou feio com os dois pilotos. O time escolheu por trabalhar escolhas opostas para Pierre Gasly e Yuki Tsunoda, o francês começou com os pneus duros, enquanto o japonês largou com os médios, mas nos dois casos não tiveram sucesso quanto a conquista de pontos. Para piorar a situação, quando a chuva começou a cair, Tsunoda foi chamado para os boxes e instalaram os pneus macios na volta 47, o que se provou ser a aposta errada e o piloto teve que realizar outra troca, desta forma perdeu uma chance valiosa.

Não fizeram o mesmo com Gasly, mas optaram em manter o piloto na pista. O francês só foi chamado na volta 50, perdendo a reação para obter uma posição melhor, pois a chuva já tinha piorado muito.

Estratégias para o GP da Rússia

Estratégias trabalhadas durante o GP da Rússia de 2021 – Foto: reprodução Pirelli

Os pneus da rodada:

C3 (faixa branca – duro): usado principalmente para a fase final da corrida, estratégia adotada por aqueles que largaram com os pneus médios e teriam que instalar outro composto depois da volta 13. Mesmo sendo uma pista pouco abrasiva, os pilotos não teriam como concluir a prova com os pneus macios. Na Rússia os times costumam trabalhar com uma estratégia de apenas uma parada.

Os pneus duros também foram escolhidos por aqueles pilotos que começaram a corrida do final do grid e estenderiam a sua permanência na pista. Max Verstappen começou com este pneu, mas parou na mesma volta que Hamilton, os dois foram juntos na volta 26 trocar os seus compostos. O inglês instalou os pneus duros para o final, enquanto o holandês partiu para os médios.

C4 (faixa amarela – médio): foi o pneu mais adorado para a largada, principalmente por ter mais aderência que os pneus duros, mas também fornecer mais durabilidade que os pneus macios. No entanto, Carlos Sainz que começou a corrida com eles antecipou a sua parada por conta da granulação que se formou, algo que começou a atrapalhar o seu desempenho. Por conta desta escolha, o espanhol quase perdeu o pódio.

C5 (faixa vermelha – macio): não era o ideal para as condições que foram encontradas no domingo, ainda mais quando os times tiveram a possibilidade de escolher os pneus para iniciar a corrida.

A AlphaTauri arriscou a instalação desse composto quando as primeiras gostas de chuva começaram a cair no circuito, o que se provou ser uma estratégia ruim e custou um resultado melhor para o time.

Intermediários (faixa verde – pneu de chuva): ele foi crucial para o final da corrida, mas foi ainda mais importante saber o momento certo para instalá-lo. Hamilton, Verstappen, Sainz, Ricciardo, Bottas e Alonso que fizeram nos primeiros sinais da chuva, conseguiram ocupar as primeiras posições do grid. Raikkonen da Alfa Romeo também teve a oportunidade de pontuar.

Antonio Giovinazzi ficou limitado na pista, sem o rádio o piloto não sabia quando ou se deveria entrar nos boxes para instalar os pneus de chuva.

E como disse no início desse texto, no sábado além de fazer a classificação no molhado, algo que fez com que Lando Norris conquistasse a pole, foi o momento exato de abandonar os pneus intermediários e usar os pneus para pista seca. Na corrida ocorreu o inverso, algo que provocou uma mudança entre os dez primeiros colocados – antes e depois da chuva.

Os pilotos que permaneceram mais tempo com cada tipo de pneu e a melhor volta dada com os compostos – Foto: reprodução Pirelli

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Debora Almeida

Meus olhos brilharam quando eu vi o estilo de pilotagem do Vettel ele despertou o meu interesse pelo esporte e cada vez mais eu queria entender sobre o assunto. Hoje gosto de tirar fotos e escrever textos!

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