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Will Power arrisca na estratégia e vence o GP de Detroit

Australiano conseguiu administrar o desgaste dos pneus macios e conseguiu abrir vantagem suficiente para evitar ataque de Alexander Rossi, o que garantiu ao piloto da Penske na liderança da Fórmula Indy

Mesmo com pneus no limite, Will Power conseguiu manter a vantagem e saiu vitorioso de Detroit (Chris Owens/IndyCar)

Em uma corrida sem incidentes e com táticas de paradas bem variadas, Will Power fez uma aposta ousada e foi recompensado. O piloto da Penske optou por usar os pneus macios apenas na última janela de boxes e, mesmo com a queda de desempenho nas voltas finais, o australiano conseguiu segurar a vantagem e venceu o GP de Detroit, assumindo a liderança do campeonato da Fórmula Indy.

A corrida de despedida do traçado do Belle Isle Park (já que a etapa de Detroit em 2023 será em um traçado no centro desta cidade) ocorreu sem grandes acidentes e nem bandeiras amarelas. Assim, a definição da prova se deu pela tática do uso dos pneus durante as paradas nos boxes. Mesmo assim, a corrida teve um número bem variado nas ultrapassagens e disputa equilibrada até o fim.

Do grupo que largou nas primeiras posições, os pilotos optaram por fazer uma tática de duas paradas, largando de compostos macios, enquanto mais atrás alguns pilotos como Will Power, Scott Dixon e Alex Palou optaram por começar a prova com os pneus mais duros. Nas primeiras voltas, ficou evidente que quem tinha a borracha mais resistente levava grande vantagem, e conseguia ultrapassar com facilidade os rivais que já sofriam com o desgaste.

Então tivemos um terceiro grupo, liderado por Alexander Rossi: estes optaram por trocar três vezes, se livrando do pneu macio ainda antes de 10 voltas de uso. Quem se deu melhor foi justamente o piloto da Andretti, que conseguiu entrar no mesmo ritmo do grupo que largou de pneus duros.

Alexander Rossi fez três paradas e chegou perto da briga pela vitória (Joe Skibinski/IndyCar)

Assim, Will Power conseguiu saltar de 16º para a liderança anda antes do primeiro pit, seguido por Dixon e Palou, enquanto o grupo formado por Josef Newgarden, Simon Pagenaud, Hélio Castroneves e Pato O’Ward despencava no grid antes da parada, mas estes confiavam que poderiam recuperar quando os rivais também tivessem de usar os macios.

Na segunda janela de paradas, a Chip Ganassi resolveu colocar os macios para Dixon e Palou para deixar os compostos duros no último stint. A tática não funcionou muito bem, pois a dupla perdeu contato com Power e foi superada por Rossi, saindo da briga pela vitória. Para o espanhol o prejuízo foi maior, pois acabou perdendo posições também para Newgarden e O’Ward.

Para o final, Power ficou com os pneus macios, enquanto Rossi teria os compostos duros. Nas primeiras voltas, o australiano conseguiu manter um ritmo competitivo e neutralizou a queda da diferença, que era de 18 segundos na hora da parada (a 20 voltas do fim) para 12 segundos até 8 giros da bandeira quadriculada.

Então, os pneus de Power se acabaram, e a diferença começou a cair de forma mais acentuada, mas o australiano conseguiu manter o ritmo rápido o suficiente para que o piloto da Andretti não chegasse a tempo. A diferença na bandeirada final foi de apenas um segundo.

Esta foi a primeira vitória de Power na temporada, o que foi o suficiente para o australiano assumir a liderança do campeonato, com 255 pontos, três à frente de Marcus Ericsson. O vencedor das 500 Milhas de Indianápolis teve uma prova discreta e terminou em sétimo e agora é o segundo no campeonato, seguido por O’Ward (que terminou em quinto) e Palou, (sexto).

Hélio Castroneves abandonou após ter problemas elétricos (James Black/IndyCar)

Hélio Castroneves estava na balada do grupo de Newgarden e tinha a chance de terminar entre os dez primeiros, mas um problema eletrônico o tirou da prova, freando a recuperação do brasileiro no campeonato.

A próxima etapa da Fórmula Indy será já na próxima semana, no circuito misto de Road America.

Classificação do GP de Detroit, confira aqui

Classificação do campeonato:

1 – Will Power (AUS) – Penske/Chevrolet – 255
2 – Marcus Ericsson (SUE) – Chip Ganassi/Honda – 252
3 – Pato O’Ward (MEX) – McLaren SP/Chevrolet – 243
4 – Alex Palou (ESP) – Chip Ganassi/Honda – 241
5 – Josef Newgarden (EUA) – Penske/Chevrolet – 208
6 – Scott Dixon (NZL) – Chip Ganassi/Honda – 202
7 – Alexander Rossi (EUA) – Andretti/Honda – 181
8 – Simon Pagenaud (FRA) – Meyer Shank/Honda – 179
9 – Felix Rosenqvist (SUE) – McLaren SP/Chevrolet – 174
10 – Scott McLaughlin (NZL) – Penske/Chevrolet – 173

16 – Hélio Castroneves (BRA) – Meyer Shank/Honda – 128

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Eduardo Casola

Jornalista formado na Universidade de Sorocaba (Uniso) e apaixonado por esporte a motor desde quando se conhece por gente. Apenas um rapaz que gosta de uma boa corrida e de uma boa história!

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