Post

Techeetah volta às pistas com Jean-Eric Vergne

Antes do retorno, Jean-Eric Vergne realizou um teste na França

Foto: Divulgação / Fórmula E

Faltando pouco menos de um mês para o festival de Berlim, as equipes retomaram os trabalhos intensos na preparação para a maratona de corridas que acontecerá em agosto. 

Jean-Eric Vergne levou o carro #25 para o autódromo de Dreux na França, cidade próxima a Paris e a Satory, cidade sede da Techeetah. Além de se preparar para as seis corridas que estão por vir, Vergne testou o novo powertrain que a equipe usará na próxima temporada. Vale lembrar que a Fórmula E permitiu que cada time decidisse utilizar uma nova unidade de potência no ano que vem ou apenas na temporada 8 (2021/22). 

Em entrevista ao site da Fórmula E, Vergne falou do quanto está feliz por poder rever seus colegas de equipe e voltar a pilotar. “Os engenheiros estão trabalhando forte para corrigir erros encontrados durante a temporada, então estou confiante de que teremos um carro muito forte em Berlim e eles poderem me dar todas as ferramentas para lutar”, afirmou o francês. 

Apesar da atual situação, de acordo com o piloto, está tudo bem já que eles puderam voltar a treinar agora em julho. Treinamento que será importante para corrigir o que não deu certo na primeira parte da temporada. A principal falha? As classificações. O próprio Vergne admite que esse tem sido seu ponto fraco, ele tem achado difícil frear com o novo sistema implementado esse ano pela equipe, mas espera ver bons resultados em Berlim. Vergne exaltou a força da Techeetah, mas reconheceu que tem faltado sorte em algumas corridas, mesmo assim acredita que isso possa mudar daqui para frente – “Já tive minha cota de azar e agora vai ser hora de… não vou dizer boa sorte, mas sem mais problemas, apenas bom trabalho e estar focado com uma equipe capaz de entregar o resultado desejado”.

Foto: Divulgação / Fórmula E

Uma preocupação do bicampeão, que inclusive foi comentada no BPCast §101, é que a margem para erros está ainda menor agora. Segundo Vergne, o contato entre carros durante as corridas é normal porque as pistas são estreitas, mas geralmente dá para contornar a situação, já que eles conseguem trocar as peças. No entanto, as coisas serão diferentes na maratona de Berlim – “se você danificar o carro, será difícil de o time consertá-lo a tempo da próxima corrida, você pode simplesmente ficar sem peças de reposição se tiver uma corrida muito ruim”, ou seja, um único erro pode ser catastrófico. 

O curto espaço de tempo vai impactar outro aspecto muito importante, “nossa habilidade de rápida adaptação aos novos traçados das corridas 8/9 e 10/11 será crucial”. Isso porque a equipe não voltará à fábrica para treinar nos simuladores como sempre fizeram, “a maior parte do trabalho vai acontecer entre os treinos livres para encontrar a melhor configuração possível e garantir a melhor posição na classificação”. 

Todos estão tomando os devidos cuidados para evitar a contaminação da COVID-19 e JEV sabe que a Fórmula E e o governo alemão adotarão medidas rígidas para a competição aconteça em Berlim. Mesmo que as corridas não sejam como eles estão acostumados, ele afirma que todos ficarão felizes em respeitar as regras. “Nos dias de folga, ficaremos no hotel. Não vai ser divertido, mas, para ser honesto, eu não me importo, desde que possamos competir. Já faz muito tempo, então qualquer coisa, qualquer chance de correr, eu aceito”.

Embora mostre otimismo diante da nova realidade, Vergne admite que não será fácil para ninguém, pilotos, engenheiros ou outros membros das equipes. “Será o teste mais difícil das nossas carreiras”, ele afirma que quem sair mentalmente mais forte dessas seis corridas será o vencedor do campeonato e se tranquiliza quanto à forma de encarar o desafio que está por vir – “acredito que pensar no campeonato [o tempo todo] é… errado. Coloca seus objetivos em um caminho errado se pensar demais no campeonato. Então farei o que fiz nas últimas duas temporadas, pensando corrida após corrida, atacando ao máximo, aí faremos as contas. Mas tecnicamente é possível [ser campeão], então vou em frente”.

Passos curtos e rápidos para o bicampeão então! A Fórmula E volta às pistas nos dias 5 e 6 de agosto em Berlim.

Etiquetas
Mostrar mais

Cinthia Maria

Cinthia Venâncio comenta zoeiramente a Fórmula 1 desde os sete anos de idade e nas horas vagas é profissional de marketing, fotógrafa, doceira, redatora e revisora. Como todo bom cearense, nunca diz não a um baião de dois com queijo coalho e carne de sol. Aprecia rock do bom, não tem vergonha de dizer que não é fã do Tarantino e sempre é a motorista da rodada. Geralmente esquece o que não deveria

Deixe uma resposta

Artigos relacionados

Fechar