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Psicóloga Isabela Escorsin esclarece dúvidas sobre o COVID-19 em entrevista para o Boletim do Paddock

O mundo está vivendo um momento histórico e delicado. Pela primeira vez em anos, eventos de grande porte foram cancelados em prol da saúde de todos. As pessoas estão confinadas em suas casas e fronteiras estão sendo fechadas. Pela primeira vez no nosso recém chegado século XIX estamos vendo algo nessas proporções.

Claro, temos que nos cuidar, e, dessa maneira, cuidar do próximo. Sendo assim, conversando com o Rubens Netto, editor-chefe deste periódico, fui autorizado a quebrar o protocolo… Quero agradecê-lo imensamente por isso. A conversa de hoje é com a Psicóloga Clínica, Isabela Escorsin. Também deixo aqui meu sentimento de gratidão pela mesma por ter aceito conceder esta entrevista. A paranaense está atendendo de forma gratuita via Skype.

Devido ao pânico e a ansiedade que a pandemia pode causar, ela está disponível para acompanhamento psicológico neste momento em que, mais do que nunca, somos um.

Abaixo, segue a entrevista na íntegra com os esclarecimentos acerca do Novo Coronavírus:

lll BOLETIM DO PADDOCK: O que é o COVID-19?

lll ISABELA ESCORSIN: O COVID-19 é a doença causada pelo coronavírus que, em sua família viral, podem causar desde resfriados comuns até doenças respiratórias mais graves como a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS). 

l B.P: Quais os sintomas deste vírus e como diferenciá-lo de uma gripe comum?

l ISABELA: É muito similar com uma gripe realmente, podendo apresentar-se de forma leve e moderada, mas que pode evoluir para quadros mais graves. Os sintomas mais característicos do COVID-19 são: febre, tosse e/ou dificuldade para respirar. Algumas pessoas podem apresentar outros sintomas como cansaço, dores no corpo, mal estar em geral, congestão nasal, coriza, dor de garganta ou dor no peito, sendo estes mais leves e que começam gradualmente. Em alguns casos, o vírus não se manifesta, sendo assim assintomático. 

l B.P: Quais são as formas de prevenção?

l ISABELA: As orientações passadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) são:

  • Lave regularmente e cuidadosamente as mãos com água e sabão. O álcool em gel 70% é importante na ausência dos anteriores, em locais públicos principalmente. 
  • Manter a distância de 2 metros entre você e qualquer pessoa que esteja tossindo ou espirrando, dificultando a inalação das gotículas respiratórias que contenham o vírus se a pessoa estiver doente. 
  • Evite colocar as mãos nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas. 
  • Praticar boa etiqueta respiratória e incentivar os que estão ao seu redor fazerem o mesmo. Cobrir a boca e o nariz com o cotovelo ou um pano ao tossir ou espirrar, descartando o segundo imediatamente.
  • Deixar ambientes bem ventilados e evitar compartilhamento de objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas, evitando a disseminação de doenças respiratórias em geral. 
  • O uso de máscaras é recomendado para quem estiver tossindo ou espirrando para evitar transmitir o vírus. Para pessoas saudáveis, use a máscara para cuidar de alguém que esteja com a suspeita de infecção por coronavírus. Elas são só eficazes quando combinadas com a higienização das mãos.

Além desses cuidados, é recomendada assiduamente a assepsia de aparelhos celulares e seus acessórios com álcool 70% e um pano macio e que não solte fios, como a microfibra. 

Estabelecimentos, escritórios e consultórios também devem seguir padrões de assepsia e higiene adequados para o local, fornecendo álcool gel e a possibilidade da higienização das mãos. 

l B.P: Algumas pessoas ainda não estão sabendo lidar com a carga de informações recebidas dia após dias a respeito de toda essa situação. Há também a circulação de Fake News na Internet. Como evitar o pânico perante este cenário?

l ISABELA: A melhor forma de evitar a desinformação é a informação. O SUS desenvolveu um aplicativo muito útil para ajudar a população nesse momento chamado “Coronavírus SUS”, pode ser baixado em qualquer celular ou tablet. Há uma aba sobre fake news nesse aplicativo que esclarece as informações duvidosas.

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Em sintomas de pânico ou ansiedade gerados pelo medo e receio do momento em que vivemos, é recomendado a busca por psicólogos para ajudar a lidar com esse sofrimento. Os profissionais psicólogos estão atendendo via chamada de vídeo, auxiliando ainda mais na praticidade dos atendimentos e contribuindo para a quarentena e resguardo das pessoas. 

l B.P: Qual é a importância de levarmos a Quarentena tão a sério?

l ISABELA: Além de garantir a manutenção e controle dos serviços de saúde, evita que mais pessoas sejam infectadas pelo vírus, protegendo assim toda a sociedade. Além de que o vírus pode ser assintomático em alguns organismos e é de fácil infecção, o deixando ainda mais perigoso.

A prática da quarentena foi empregada em Wuhan e foi decisivo para controlar significativamente um maior contágio de pessoas.

l B.P: No isolamento domiciliar, quais cuidados deve-se ter?

l ISABELA: Os cuidados da terceira pergunta devem ser mantidos mesmo em domicílio.

Ao chegar em casa da rua, a roupa utilizada deve ser lavada e os sapatos deixados o mais longe possível dos cômodos, ficando próximo a porta de entrada e a higienização das mãos deve ser feita, assim como a maçaneta da porta, corrimões, etc.

Se for fazer compras, procure levar sua própria sacola retornável e higienizada e, ao chegar em casa, não a coloque na mesa ou em balcão algum. Deixe-a no chão e higienize as embalagens e os alimentos de forma adequada, passando álcool com papel toalha na sacola ao terminar.

Limpar superfícies da casa com álcool e manter o local ventilado também ajuda. 

A dica primordial é manter-se higienizado e com boas práticas respiratórias, seja em casa ou em qualquer outro lugar. 

l B.P: Há uma preocupação com a população de margem. Muitas precisam de álcool gel e água tratada, por exemplo, para se prevenirem… Entretanto, sabemos que a realidade é bem diferente. Quais são os procedimentos que essas pessoas devem adotar? 

l ISABELA: Nessa questão, é de extrema importância o senso de comunidade e empatia com o próximo. Sabemos que a norma agora é o afastamento, porém não podemos fechar os olhos para o outro. Não esperem por organizações voluntárias para fazer a sua parte. Caso você tenha álcool gel sobrando, assim como alimentos e produtos de higiene básica, procure uma comunidade próxima da sua casa ou encontre locais que façam essa distribuição. Aqui em Curitiba, alguns estabelecimentos estão realizando o direcionamento desses produtos para populações de margem. E fica a dica: caso você tenha como ajudar com essa distribuição ou tenha um estabelecimento e que possa fazer a divulgação dessas ações ou mesmo fazê-las, o faça! Ajudará muitas pessoas! 

Outras iniciativas como acolhimento e aconselhamento gratuito também podem ser oferecidas à comunidade como um todo, possibilitando assim uma maior conscientização e enfrentamento da pandemia do pânico e do medo. 

l B.P: Você, como profissional da saúde, qual mensagem deseja passar para as pessoas neste período? 

Em momentos como estes, eu desejo uma empatia gigantesca à todos nós! Precisamos resgatar o senso de comunidade, de coletividade e de cidadania. Um dia teremos uma vacina, mas o que vem antes dela é o mais importante! Desejo mais consciência com o nosso planeta, mais consciência coletiva e consciência empática. Se nos ajudarmos fazendo a nossa parte, passaremos por isso de forma mais confortável e com menos impactos. 

Sou psicóloga e ofereço meus serviços tanto de atendimentos on-line como de aconselhamentos para toda a comunidade. Caso você ainda tenha alguma dúvida, entre em contato comigo através do meu Instagram.

Há também uma Vaquinha On-line para ajudar moradores de rua durante a crise do Novo Coronavírus. Para contribuir, só clicar no link: Vaka.me

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