PREVIEW PIRELLI GRANDE PRÊMIO DO JAPÃO DE 2016

| Rubens Gomes Passos Netto – publicado em 06/10/2016 às 09:10

Logo na sequência do Grande Prêmio da Malásia, o Grande Prêmio do Japão usa exatamente as mesmas três nomeações: P Zero Laranja duro, P Zero Branco médio e P Zero Amarelo macio. Outro fato em comum entre as duas provas é que dois jogos do composto mais duro foram determinados como mandatórios. Isso significa que esse composto definitivamente será usado por todos os pilotos em algum momento da corrida.

Suzuka é uma das corridas com a melhor atmosfera da temporada. Suas curvas de alta e as pequenas áreas de escape dão um ar de velha guarda para a pista. Assim como na Malásia, há uma grande possibilidade de chuva durante o fim de semana. Mas ao contrário da Malásia, a pista é bem estreita, o que faz com que as ultrapassagens sejam mais difíceis.

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Fonte: @Pirellisport

O CIRCUITO DO PONTO DE VISTA DO PNEU:

• A temperatura da pista pode variar massivamente, de quente para fria e úmida.
• As equipes geralmente configuram os carros com altos níveis de pressão aerodinâmica, para maximizar a velocidade nas curvas de alta.
• Uma grande quantidade de energia passa pelos pneus por causa das várias curvas de traçado longo, maximizando as cargas. A famosa 130R, por exemplo, proporciona a maior carga contínua de força G do ano.
• Há poucas forças longitudinais. A característica de Suzuka são as cargas laterais ao longo das curvas.
• Esses fatores tendem a proporcionar altos níveis de uso e degradação, com mais de um pit stop.
• A evolução da pista pode ser difícil de prever. A estratégia também deve permanecer flexível por causa da possibilidade de entrada de safety car e da relativa dificuldade de ultrapassagens em Suzuka.

OS TRÊS COMPOSTOS INDICADOS:

Laranja duro: deifinitivamente será usado na corrida, uma vez que foi nomeado duplamente como jogo obrigatório.
Branco médio: os pilotos escolheram entre um e quatro jogos deste composto, com diferentes ideias.
Amarelo macio: é a primeira vez que o composto macio será visto no Japão. Ele será uma opção veloz na classificação.

COMO FOI NO ANO PASSADO:
• Lewis Hamilton, da Mercedes, venceu com uma estratégia de dois pit stops. Ele começou com o médio, trocou para o médio novamente na volta 16 e então para o duro na volta 31. A corrida, com 53 voltas, foi disputada com tempo seco, após uma sexta-feira úmida.
• Melhor estratégia alternativa: a grande maioria dos pilotos adotou uma estratégia com duas paradas. Porém, Nico Rosberg usou médio-duro-duro, o que permitiu que ele superasse seus principais rivais e terminasse em segundo.

PAUL HEMBERY, DIRETOR DE MOTORSPORT DA PIRELLI: “Suzuka é uma corrida muito esperada por todos. Há pouco a dizer que ainda não tenha sido dito sobre a incrível recepção que recebemos dos fãs japoneses todos os anos e de seu profundo entusiasmo e conhecimento. Pela primeira vez, vamos levar o pneu macio para Suzuka, o que deve proporcionar um aspecto diferente para as estratégias. Nós deveremos ter alguns pensamentos táticos saídos diretamente da classificação, no sábado. Independentemente do que aconteça, veremos o pneu duro ser usado na corrida, como foi o caso na Malásia. Também teremos um alto nível de uso e degradação, o que sempre proporciona oportunidades de estratégias variadas.”

O QUE É NOVO?
• Não há grandes alterações na infraestrutura da pista no Jpaão este ano.
• A corrida acontece uma semana mais tarde do que no ano passado, retornando à posição que ocupava no calendário de 2014.
• A FIA confirmou que os pilotos terão a mesma alocação de pneus para as primeiras cinco corridas do ano que vem, ao invés de escolhê-los. Serão dois jogos do composto mais duro disponível, quatro do médio e sete do mais macio.

Fonte: maxpressnet.com.br/Preview_Pirelli_grande_premio_do_Japao

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Fonte: @rubensGPnetto
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Fonte: @Pirellisport

Rubens Gomes Passos Netto

“Netto”, popularmente conhecido entre os imigrantes Guaxupeanos que tocam a zueira no pequeno município de São Paulo, gosta de comprar livros e outras bugigangas que orbitam o universo da Fórmula 1, já semeava a discórdia ao aceitar o rótulo de “nerd”, quando em terras tropicais, tal rotulo era algo, um tanto quanto pejorativo aos descendentes de primatas residentes nas regiões montanhosas produtoras de café, o que julgava ser maravilhoso, ainda mais sendo um apaixonado pela Fórmula 1, fã da McLaren por paixão e pela Ferrari por criação, já que nasceu em uma família descente de italianos produtores de café e não fabricantes de macarrão, na sua pacata opinião a melhor temporada foi a 2008, já que por um infortúnio reprodutivo de seus pais não conseguiu assistir a temporada de 1986, admira e muito o Emerson Fittipaldi, tem como o carro dos sonhos o McLaren MP4/4 e sonha em um dia ou noite pilotar em Spa e provar que as teorias que não levam a humanidade a lugar algum dos quais ele defende são mais úteis que um relógio digital, salvo se for para comer um pastel de camarão acompanhado de um chopp escuro.

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