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Preview do GP da Itália – Fórmula 1 segue para o Templo da Velocidade

A Fórmula 1 vai disputar a 14ª etapa do calendário, correndo em um dos traçados mais tradicionais

Após a realização do GP da Holanda, a Fórmula 1 segue para a Itália, para realizar a 14ª etapa da temporada 2023. A Red Bull segue o seu domínio, assim como Max Verstappen que venceu a corrida de casa e igualou ao recorde de Sebastian Vettel, emplacando nove vitórias consecutivas.

O GP da Itália faz parte do início da Fórmula 1, a primeira corrida foi realizada em 1950, sendo uma das provas que sempre esteve presente no calendário da categoria. Monza praticamente foi palco de todas os GPs da Itália, porém, em 1980 a prova precisou ser realizada em Ímola.

O Circuito de Monza é conhecido como o ‘templo da velocidade’, o apelido faz jus ao que é correr neste traçado, pois em cerca de 77% do tempo de volta é realizado em aceleração plena, o que equivale a 80% da distância. Por conta das longas retas, grande parte da volta é feita em oitava marcha, além disso, o circuito permite poucas trocas de marcha, apenas 40 mudanças ao longo da volta.

Traçado de Monza – F1 – Foto: reprodução Fórmula 1

Apesar dos números impressionantes em Monza, neste ano não é esperado que neste circuito seja obtido as velocidades máximas mais altas do calendário, na realidade elas são esperadas para o circuito que recebe o GP do México e o traçado de Las Vegas.

Presente no calendário desde 1950, o circuito de Monza precisou passar por algumas alterações ao longo dos anos. O circuito é composto por trechos variados, com retas longas e planas, que permitem o piloto manter praticamente a aceleração plena por metade da volta. O traçado também é técnico e cobra a habilidade dos pilotos principalmente em seus trechos mais lentos.

Os times apostam em configurações de baixo downforce para os seus carros, mas é necessário trabalhar a traseira dos carros. Os implementam novas asas traseiras para a realização dessa prova. O papel do vácuo se mostra extremamente importante, principalmente durante a classificação.

Essa é uma das pistas mais sensíveis à potência da F1. Memo com o aumento modesto de potência, pode impactar no tempo de volta, justamente por conta das longas retas, mas também às saídas de curvas de baixa velocidade para aquelas retas que exigem muito mais potência nas zonas de aceleração.

LEIA MAIS: Programação do fim de semana – Horários da Fórmula 1, F2, F3, IndyCar e MotoGP

Neste fim de semana os pilotos vão completar 53 voltas, em um traçado com 5.793 km. A corrida pode ser uma das mais curtas do ano, se a prova não lidar com interrupções, ela pode ser concluída por volta de 1 hora e 15 minutos, desde o momento que se apagam as luzes para iníciar a prova até a bandeira quadriculada.

Alfa Romeo e Ferrari vão utilizar pinturas comemorativas no traçado. A Alfa celebra o lançamento recente do carro 33 Stradale, enquanto a Ferrari está comemorando a vitória nas 24 Horas de Le Mans de 2023. Correndo em casa, marca e equipe desejam ter uma boa prova e conquistar o máximo de pontos possíveis.

A Alfa Romeo tem brigado para faturar pontos ao longo do ano, quase estiveram na zona de pontuação do GP da Holanda, mas com a queda de desempenho apresentada por Zhou Guanyu, a melhor chance do time escapou pelas mãos. O piloto chinês ainda não completou a prova, pois se acidentou no final da corrida, quando a chuva tinha retornando ao traçado.

Charles Leclerc não completou a prova em Zandvoort, além de bater no Q3, o monegasco danificou o carro ainda no começo da prova e ficou se arrastando na pista, até a Ferrari optar pelo abandono. Carlos Sainz que brigou pelo pódio, foi apenas o quinto colocado. A Ferrari mais do que nunca, quer fazer bonito diante da sua torcida.

Outra equipe que corre em casa é a AlphaTauri, a lanterna do Campeonato, contará mais uma vez com os trabalhos de Liam Lawson enquanto Daniel Ricciardo de recupera do acidente sofrido durante o TL2 do GP da Holanda. Yuki Tsunoda tem apresentado boas performas e também esteve perto de pontuar na Itália, mas um toque com George Russell prejudicou a sua prova.

Max Verstappen venceu o GP da Itália de 2022 e com a sua performance dominante, pode superar Sebastian Vettel no número de vitórias seguidas. O piloto holandês tem dominado a temporada de forma tranquila e segura.

PNEUS

A Pirelli mudou a configuração dos pneus que serão usadas na prova de Monza em 2023. Depois de usar nos últimos anos a gama intermediária, a fornecedora de compostos agora aposta na gama mais macia de pneus. Os times e pilotos, portanto, vão trabalhar com os pneus: C3 (duro – faixa branca), C4 (médio – faixa amarela) e C5 (macio – faixa vermelha).

Depois de avaliar a Alocação Alternativa de Pneus (ATA) na Hungria, uma nova avaliação será realizada em Monza. Um traçado que as equipes contam com muitos dados, embora seja trabalhada a gama mais macia de pneus.

Neste fim de semana as regras são:

  • Número de pneus slick disponíveis sofrem alteração.  Originalmente em um fim de semana normal da categoria são fornecidos pela Pirelli 13 jogos de compostos, enquanto no formato Sprint os pilotos contam com apenas 12 conjuntos de pneus cada. Com a ATA, o número é reduzido para 11.
  • A distribuição de pneus para cada um dos competidores fica desta forma: 3 conjuntos de pneus duros, 4 de pneus médios e 4 macios. A alocação dos pneus de chuva segue inalterada, com 4 pneus intermediários (faixa verde) e 3 conjuntos de pneus de chuva extrema (faixa azul).
  • A classificação sofre alteração. Embora seja mantido o formato Q1, Q2 e Q3. Os pneus duros (faixa branca) são definidos para o Q1, enquanto os pneus médios (faixa amarela) são trabalhados no Q2 e os macios no Q3 (faixa vermelha);
  • Para a classificação e corrida, cada um dos pilotos terá disponível sete jogos de pneus, com pelo menos um jogo de pneus duros e um de médios precisando ser guardados para a corrida, conforme o regulamento. Dos quatro conjuntos restantes, um será devolvido para a Pirelli após o TL1, outro jogo no TL2 e mais um conjunto após o TL3.

A Pirelli espera que essa mudança para o fim de semana ainda permita uma corrida movimentada e com estratégias distintas sendo trabalhadas.

Pneus da Pirelli para o GP da Itália – Foto: Ale Ranieri / Boletim do Paddock
Horários do GP da Itália – Programação – Foto: Ale Ranieri / Boletim do Paddock

FÓRMULA 2

Em mais um fim de semana a Fórmula 2 vai acompanhar a Fórmula 1. Está será a pnúltima etapa do calendário de 2023 da categoria de base, com o encerramento da fase européia disputado pela categoria principal, a F2 retorna apenas no final de novembro para realização da etapa em Abu Dhabi.

A etapa na Holanda foi um verdadeiro desastre para os postulantes ao título. A prova Sprint não contou pontos por conta da sua duração, atrapalhada por um perído de bandeira vermelha, além da chuva.

No domingo os competidores tiveram mais uma chance para batalhar por uma boa pontuação, porém, Théo Pourchaire bateu no muro de contenção, enquanto Frederik Vesti lidou com um erro da equipe que liberou o piloto para a pista sem ter fixado as rodas traseiras.

Ayumu Iwasa por sua vez, não conseguiu concluir a corrida na zona de pontuação. Os pilotos seguem para a Itália com 168 pontos de Pourchaire, 156 de Vesti, 134 de Iwasa. Jack Doohan que tinha vencido as duas últimas corridas principais, abandonou a prova principal da Holanda ainda na primeira volta e se manteve com os 130 pontos conquistados.

Vamos ver como será o desenvolvimento na Itália, uma pista tão tradicional na categoria de base e a última prova antes de umas ‘férias forçada’.

Horários da Fórmula 2 / programação para a prova em Monza – Foto: Ale Ranieri / Boletim do Paddock
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Debora Almeida

Jornalista, escrevo sobre automobilismo desde 2012. Como fotógrafa gosto de fazer fotos de corridas e explorar os detalhes deste mundo, dando uma outra abordagem nas minhas fotografias. Livros são a minha grande paixão, sempre estou com uma leitura em andamento. Devoro séries seja relacionada a velocidade ou ficção cientifica.

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