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GP da Turquia – Pirelli muda escolha dos pneus e aposta em gama intermediária

No ano passado quando a Turquia retornou para o calendário, o sábado e o domingo foram dominados pela chuva

O GP da Turquia será a 16ª etapa do calendário 2021, a corrida foi escolhida para substituir o GP de Singapura neste ano. A prova será disputada em uma época do ano diferente, em 2020 a corrida ocorreu na primeira quinzena de dezembro, agora ocorre na primeira quinzena de outubro. 

A Fórmula 1 marcou o retorno para o “Istambul Park” na temporada passada, justamente por conta da pandemia de Covid-19 que fez com que a categoria necessitasse realizar algumas mudanças em seu calendário para cumprir a temporada 2020. A primeira prova foi disputada na Turquia em 2005, o circuito permaneceu no calendário até 2011. O traçado foi projetado por Hermann Tilke, um circuito que aposta no formato anti-horário.

A pista tem características bem desafiadora e exigente, justamente por conta das cargas que acabam atuando nos pneus. A curva 8 é a mais complicada, incluindo quatro tomadas consecutivas, além da combinação da inclinação e mudanças. A curva 8 da Turquia foi a inspiração para a criação da curva 3 em Sochi, que é igualmente desafiadora para os pilotos, mas principalmente para os pneus utilizados.

Pneus escolhidos pela Pirelli para a prova de 2021 – Foto: reprodução Pirelli

Bom, o circuito da Turquia ainda tem uma reta que apresenta uma curva ascendente, onde foi comparada com a Eau Rouge de SPA, sendo conhecida como “Faux Rouge”.

No ano passado tivemos um início de fim de semana intenso para os pneus da Pirelli por lá, principalmente por conta do recapeamento que ocorreu dias antes da prova ser realizada. O desafio foi aumentado, pois os pilotos estavam lidando com a falta de aderência, já que os pneus não conseguiam dar conta de tornar o asfalto mais fácil de guiar.

Algo que também contribuiu para a dificuldade, foi a utilização dos pneus justamente pela Pirelli ter optado pelos pneus mais duros da sua gama. Para a prova que será disputada por lá neste ano, a fornecedora dos compostos optou por descer um grau na sua escala e agora fornecera a gama intermediária. As equipes vão trabalhar agora com o C2 (duro – faixa branca), C3 (médio – faixa amarela) e C4 (macio – faixa vermelha).

Tabela com os pneus que serão usados na Turquia – Foto: Ale Ranieri – BP

Eles optaram por fornecer pneus da gama intermediaria por conta dos dados que foram coletados por lá em 2020, justamente para ajudar os times a lidar melhor com a aderência dos pneus. Além disso, a Pirelli verificou que é uma pista onde os pneus vão lidar com uma abrasividade média, mas com um poder de evolução melhor.

Depois de ter recebido um asfalto novo em 2020, ele passou por um processo de maturação até aqui, além disso, ele também foi limpo com um jato de água de alta pressão, portanto, é possível que desta vez o asfalto esteja em uma melhor condição para guiar. São esperadas temperaturas mais altas, mas também existe a chance de chuva como foi no ano passado.

Em um traçado com 5.338 KM que possuí elevações e mudanças, os pilotos vão disputar 58 voltas, além de lidar com 14 curvas. A pista é definida como um traçado de alta velocidade.

A classificação e corrida foram disputadas com chuva, desta forma os times trabalharam pelo restante do fim de semana com os pneus adequados para uma pista molhada, lidando com os compostos intermediários e para chuva extrema.

Para comparação, estas foram as estratégias do ano passado com o GP marco pela chuva!

Foto: reprodução Pirelli
Agenda com os horários do GP da Turquia – Foto: Ale Ranieri – BP
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Debora Almeida

Meus olhos brilharam quando eu vi o estilo de pilotagem do Vettel ele despertou o meu interesse pelo esporte e cada vez mais eu queria entender sobre o assunto. Hoje gosto de tirar fotos e escrever textos!

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