Crônicas chinesas, o milésimo GP

1 Flares Twitter 0 Facebook 0 Google+ 0 Pin It Share 1 Filament.io 1 Flares ×

De um show de pilotagem a ordens de equipe, deixamos o Bahrein direto para o Grande Prêmio da China, milésima corrida da categoria se desenrolar diante dos nossos olhos.

Vitória da Mercedes, com o piloto que é visto como o melhor da atualidade. Lewis Hamilton venceu a corrida mil, assim como a 900, mais um número para a sua carreira, 75 primeiros lugares e claro,  6 vez apenas em Xangai, mais uma vez com o nome na história. Em 1950, os primeiros números começaram a rolar, com Giuseppe Farina e sua Alfa Romeo. 

O inglês mergulhou para o primeiro lugar, trabalhou a diferença para Valtteri Bottas, mas não deixou de ficar preocupado com as escolhas da equipe, que precisava reagir aos movimentos da Red Bull. Hamilton queria mais essa vitória e se engana aqueles que dizem que ele já está acomodado/acostumado a ganhar. Claramente aquilo que para nós, algumas vezes não passam de números, para este inglês o primeiro lugar tem um gosto diferente a cada corrida.

Está vitória pode ter sido mais tranquila, sem um conflito direto com Bottas, mas Hamilton estava lutando com ele e com a sua capacidade, ele queria mais, estava visando a volta mais rápida, 26 pontos, os melhores números desse Grande Prêmio histórico. E foi uma pena não ter compostos em condições adequadas para tentar ir em busca desse feito.

Hamilton precisou se adaptar ao carro e não fazer o contrário. Veloz como sempre no circuito, mudou o seu modo de pilotagem, tentado fazer um novo ‘casamento’, já que na temporada passada os pneus e o carro acabavam por dificultar está escolha. 

Formula One – Mercedes-AMG Petronas Motorsport, Chinese GP 2019. Lewis Hamilton

Logo atrás naquela corrida dividida em blocos, veio a Ferrari, com as suas tão temidas ordens de equipe. Se vocês estiveram pela internet nessa semana, mais uma vez a scuderia italiana disse que está trabalhando para Sebastian Vettel e assim como na Austrália, Charles Leclerc foi em busca de provar o seu valor.

Em uma conversa de rádio que facilmente poderia virar um podcast, os engenheiros da Ferrari, informavam ao monegasco, que o alemão estava virando mais rápido. A reação precisava vir imediatamente para que Leclerc se garantisse a frente, mas caso não fosse possível era melhor deixar o companheiro de equipe passar. Atitude que visava disputa com o pelotão da frente.

Com uma voz ‘amarga’ cheia de questionamentos, Leclerc deixou Vettel passar, mas foi atrás de recuperar o prejuízo. Viu o piloto do carro #5 sambar algumas vezes a sua frente, pediu a preferência e aí a Ferrari fez o que sabe de melhor, mexeu na estratégia, ‘separou’ os dois pilotos e ao invés de brigar com Bottas e Hamilton, passou a se defender de Max Verstappen.

A essa altura com provas acompanhadas in-loco e direto do meu sofá, a conduta da Ferrari não me assusta mais. Eles estão buscando recuperar o tempo perdido que andaram atrás, os erros que cometeram até aqui, a busca por repetir vitórias memoráveis que tiveram na era Schumacher e mais uma vez acabam por ver a salvação em um piloto alemão que ingressou ao time em 2015.

Ferrari China Vettel e Leclerc – Fonte: Ferrari Foto do Site oficial da Fórmula 1

Errado? Claro que não, na verdade tudo depende do seu ponto de vista. Já tentaram arrumar problemas de uma vez só? Não dá é desgastante e mais erros estão sujeitos a acontecer, a cobrança em si é a pior de todas.

Neste começo de campeonato, Vettel ainda parece relaxado, porém focado. Está a conhecer o companheiro que tem, entende todos os problemas do time e carrega o mundo em si. É só voltar ao Bahrein 2019 e se lembrar daquele rádio onde ele tomou a dor pela perda que Charles Leclerc e as consequências que rodada dele trouxe.

A Ferrari luta com a Mercedes, rival conhecida, mas agora precisa olhar para a retaguarda, pois Max Verstappen está ali coladinho. Aquela aposta que a Red Bull, na verdade não,  ainda melhor! Que o holandês voador, tiraria os dobrões dos desavisados, está ocorrendo, é uma realidade.

Seguimos em um campeonato aberto, nada está definido, nem mesmo para o líder como muitos disseram. São 21 corridas, infinitas possibilidades, pilotos lidando com as suas emoções, conflitos internos, quebras cruéis e a sexta-feira de treinos livres ainda não está por definir nada.

Seguimos agora, para as curvas sinuosas de Baku, sem ter certeza de nada, mas torcendo por mais 1000 corridas.

Assinar

BPCast

Ou assine com seu app favorito usando o endereço abaixo

Debora Almeida

Meus olhos brilharam quando eu vi o estilo de pilotagem do Vettel ele espertou em mim o interesse pelo esporte e cada vez mais eu queria entender sobre o assunto. Fiz da RBR minha casa e meu carro favorito é a Kinky Kylie.