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A Extreme E foi oficialmente lançada, conheça o carro, as equipes e o calendário da competição

Em evento virtual, Alejandro Agag e Nicki Shields apresentaram as equipes que disputarão a primeira temporada da Extreme E

A Extreme E lançou oficialmente sua primeira temporada hoje (27). O evento virtual liderado por Nicki Shields, apresentadora da Fórmula E, e por Alejandro Agag, fundador e CEO da categoria, apresentou o grid completo para a temporada inaugural da categoria. Além disso, também foi anunciado o calendário oficial da competição que terá a Patagônia argentina substituindo o Nepal.

Os pilares da competição – eletrificação, meio ambiente e igualdade – foram destaque durante todo o evento. “A Extreme E não é um esporte a motor, é um esporte por um propósito”, disse Nicki Shields. Isso porque além de tentar criar consciência para a proteção ambiental, a categoria deixará outras marcas em seus locais de prova através do programa Legado.

“Nosso Programa Legado é vital. É imperativo que envolvamos as comunidades locais antes de chegarmos, enquanto estamos lá, e muito depois de termos partido”, disse Alejandro Agag durante a apresentação.

A Extreme E fará ações em cada etapa para contribuir socialmente com a população local. No Brasil, por exemplo, o foco é agir contra o desmatamento da Floresta Amazônica, pois a etapa é no estado do Pará. Já no Senegal, o plano é plantar um milhão de árvores de mangues. O manguezal é responsável por absorver gás carbônico e purificar água e ar, a ação prevê o plantio de uma área equivalente a 112 campos de futebol.

O Programa Legado conta com uma equipe de quatro cientistas renomados responsáveis por projetos que visam reduzir os impactos ambientais nas comunidades que receberão as etapas da competição. 

 

A Extreme E conta ainda com o Santa Helena, um antigo navio de passageiros que foi reformado para transportar todos os equipamentos da categoria e que também vai ser como um centro de pesquisas flutuante coordenado pela Fundação Enel.

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O CARRO (ODYSSEY 21)

O ODYSSEY 21 possui 400 kw (550 hp) de potência, pesa 1650 quilos e tem 2,3 metros de largura. A máquina vai de 0 a 100 km/h em apenas 4,5 segundos, com gradientes de até 130 por cento. 

O SUV elétrico, que parece ter sido tirado de filmes de ficção científica, foi transformado de desenho em realidade em menos de dois meses pela Spark Racing Technology, que produz os chassis. A matéria-prima da peça é o nióbio, que é fornecido pela CBMM, empresa brasileira. 

A Williams Advanced Engineering é a fabricante da bateria utilizada nos carros. Ela pesa 400 kg e funciona de -30º a 40ºC. A potência do componente pode manter 2600 telefones carregados por uma semana.

Os pneus do ODYSSEY 21 são fornecidos pela Continental. Feitos de um material chamado de borracha CrossContact, os aros da frente possuem 32” e os de trás, 37”.

EQUIPES

Um dos momentos mais esperados foi a revelação da pintura de cada carro das nove equipes que disputarão a Extreme E ano que vem. Entre os presentes estavam Lewis Hamilton (X44), Zak Brown (Andretti United), Chip Ganassi (Chip Ganassi) e Nico Rosberg (RXR).

O grid será completado pelas equipes Abt, Techeetah, HWA, QEV e Veloce.

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CALENDÁRIO

A primeira temporada da Extreme E será composta de cinco etapas e cada uma delas receberá o nome da área ambiental a ser preservada (Deserto, Oceano, Ártico, Amazônia e Glacial). A competição terá início em março do ano que vem na Arábia Saudita e terminará em dezembro na Patagônia argentina. 

Essa última etapa foi anunciada hoje e entra como substituição à etapa do Nepal, prevista anteriormente.

O FUTURO

Ainda faltam seis meses para o início da Extreme E, mas Alejandro Agag já pensa na continuidade da categoria. No evento de lançamento, ele anunciou que a partir da terceira temporada o powertrain dos carros será aberto para desenvolvimento de cada equipe.

Outro projeto é a criação de jogos de videogame para atrair o público jovem.

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Cinthia Venâncio

Cearense que acompanha Fórmula 1 desde que se entende por gente. Faz aniversário no mesmo dia do Damon Hill.

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