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Takuma Sato desbanca Scott Dixon e vence a Indy 500 pela segunda vez

Pela segunda vez na presença de Fernando Alonso, Sato conquista a Indy 500

Japonês mostrou ritmo forte na segunda metade da prova, especialmente nas últimas voltas e superou o favoritismo de Dixon para ganhar novamente em Indianápolis.

Com um ritmo muito forte na parte final da prova e uma bandeira amarela nas últimas voltas, o japonês Takuma Sato desbancou o favorito Scott Dixon da liderança e conquistou sua segunda vitória nas 500 Milhas de Indianápolis.

O piloto da Rahal-Letterman-Lanigan largou em terceiro e foi um dos poucos que teve um ritmo próximo do rival da Chip Ganassi, que foi o dominador da corrida. Mas Sato mostrou a agressividade de sempre, mas com cautela e segurou as investidas de Dixon, que teve que conformar com o segundo posto.

Companheiro de Sato e filho de um dos donos da equipe (o tricampeão da Indy, Bobby Rahal) , Graham Rahal também cresceu na reta final e garantiu o terceiro posto. Na sequência, vieram Santino Ferrucci e Josef Newgarden, completando o top 5. Patrício O’Ward, da McLaren, foi o melhor estreante da prova, com o sexto posto.

Entre os brasileiros, Hélio Castroneves teve uma boa recuperação e concluiu a prova em 11º, já Tony Kanaan andou forte, mas perdeu rendimento nas últimas voltas, terminando apenas em 19º.

Por fim, Fernando Alonso teve uma tarde para esquecer. Passando longe de brigar pelas primeiras posições, o espanhol teve problemas em uma das paradas e terminou apenas em 21º, uma volta atrás dos líderes.

Confira como foi a 104ª edição das 500 milhas de Indianápolis

Partindo da pole, o sonho de Marco Andretti encerrar o tabu da família na Indy 500 acabou logo antes da primeira curva quando foi superado por Scott Dixon na largada. Em poucas voltas, o neto de Mario já despencava na classificação e demonstrava que não estava em condições de brigar pela vitória.

Enquanto Dixon se consolidava na ponta, uma bandeira amarela neutralizava a corrida logo na quinta volta, quando um problema na pastilha de freios fez a roda dianteira do carro de James Davison, da Dale Coyne Racing, pegar fogo.

Com a primeira intervenção do Pace Car, alguns pilotos do fim do pelotão, especialmente Simon Pagenaud, Will Power e Hélio Castroneves (trio da Penske), optaram por parar e praticar uma estratégia diferente de combustível.

A corrida recomeçou e Dixon disparou na frente seguido por Alexander Rossi, da Andretti, que surgia como principal oponente do neozelandês até então. Os ponteiros aguardavam chegar por volta da volta 30 para efetuar a primeira parada nos boxes. Mas o acidente de Marcus Ericcson, da Chip Ganassi, na volta 25, adiantou a estratégia do grupo.

Com a nova tática, o grupo que tinha parado mais cedo chegou à ponta, com Pagenaud liderando o pelotão. No entanto, esta turma teve de parar em bandeira verde e Dixon retomou a ponta e, mantendo um ritmo forte, o neozelandês conseguiu neutralizar a estratégia mesmo após sua parada.

A corrida seguiu sem muitas emoções até Dalton Kellett acertar o muro na volta 84, com a bandeira amarela e todo mundo parando na mesma janela, a corrida recomeçaria em outro ritmo.

Mas a relargada nem chegou a acontecer. Ao entrar na reta dos boxes, Conor Daly perdeu o controle e rodou perto da entrada dos pits. Mais atrás Oliver Askew tentou desviar de carros mais e seu carro se descontrolou, acertando o muro com mais força. Apesar de sair meio grogue e mancando, Askew não se machucou e foi liberado pelos médicos.

Atingindo a metade da prova, Rossi passou a andar mais forte e seguiu algumas voltas trocando a liderança com Dixon, para ambos aproveitarem o vácuo e economizarem combustível.

A corrida seguiu nesta toada até a volta 121, quando outro estreante, Alex Palou, se acidentou, provocando mais uma bandeira amarela.

Nos boxes, Dixon recuperou a liderança, enquanto Rossi foi solto em cima de Takuma Sato, com os dois se tocando. A direção de prova entendeu que a Andretti vacilou na saída dos pits de seu piloto e puniu o piloto do carro 27 a largar do fim do grid.

Irritado com a punição, Rossi veio acelerando, tentando ganhar as posições no meio do pelotão, contudo, o americano perdeu o controle do seu carro na volta 143 e acertou o muro, dando adeus às chances de vitória.

Sem Rossi, parecia que o caminho estava livre para Dixon vencer em Indianápolis, numa prova dominante. No entanto, Sato surgiu na última bandeira verde para incomodar o neozelandês. Na volta 157, o japonês assumiu a ponta e manteve até a última sequência de paradas nos boxes.

Dixon chegou a ficar à frente após a última parada, mas Sato logo retomou a posição na volta seguinte. O neozelandês bem que tentou dar o troco, mas não encontrou espaço. Nas voltas finais, o piloto da Chip Ganassi tinha mais que se preocupar com Graham Rahal para manter o segundo lugar do que brigar pela vitória.

Então, faltando cinco voltas para o fim, Spencer Pigot (que corria com o terceiro carro da Rahal-Letterman-Lanigan) perdeu o controle de seu carro na entrada da reta dos boxes, bateu no muro externo e, em seguida, acertou com força a proteção da entrada nos boxes, causando a bandeira amarela definitiva.

Pigot ficou atordoado e foi atendido pelos médicos, sendo levado ao Hospital Metodista de Indianápolis para exames. No entanto, o piloto americano estava consciente e alerta,

Com o atendimento a Pigot e a barreira de pneus na entrada dos boxes bastante danificada, não havia tempo hábil para limpar a pista e reiniciar a prova. Assim, bastou apenas o desfile dos carros até a bandeirada final para Takuma Sato celebrar sua segunda vitória na Indy 500.

Classificação da prova:

Campeonato (após 7 etapas):

1 – Scott Dixon (NZL) – Chip Ganassi/Honda – 335 pontos
2 – Josef Newgarden (EUA) – Penske/Chevrolet – 251
3 – Pato O’Ward (MEX) – McLaren SP/Chevrolet – 218
4 – Graham Rahal (EUA) – Rahal Letterman-Lanigan/Honda – 214
5 – Simon Pagenaud (FRA) – Penske/Chevrolet – 212
6 – Takuma Sato (JPN) – Rahal Letterman-Lanigan/Honda – 207
7 – Colton Herta (EUA) – Andretti-Harding/Honda – 189
8 – Santino Ferrucci (EUA) – Dale Coyne/Honda – 181
9 – Will Power (AUS) – Penske/Chevrolet – 175
10 – Felix Rosenqvist (SUE) – Chip Ganassi/Honda – 157

23 – Tony Kanaan (BRA) – AJ Foyt/Chevrolet – 73 (correu 4 provas)
27 – Hélio Castroneves (BRA) – Penske/Chevrolet – 38 (correu 1 prova)

A categoria continua seu campeonato na próxima semana com rodada dupla no oval de Gateway, em Madison, Illinois. As provas serão realizadas no sábado (29) e domingo (30).

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Eduardo Casola

Jornalista formado na Universidade de Sorocaba (Uniso) e apaixonado por esporte a motor desde quando se conhece por gente. Apenas um rapaz que gosta de uma boa corrida e de uma boa história!

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