Ronnie Peterson vítima de um erro grosseiro

0 Flares Twitter 0 Facebook 0 Google+ 0 Pin It Share 0 Filament.io 0 Flares ×

| Por: Rubens Gomes Passos Netto

lll Série 365:  11 de Setembro de 1978 – Ronnie Peterson vítima de um erro grosseiro – 02ª Temporada: dia 113 de 365 dias

Em 11 de setembro de 1978, falecia Bengt Ronald Peterson, vulgo Ronnie Peterson, nascido na cidade de Örebro na Suécia em 14 de fevereiro de 1944, foi apelidado como o “Sueco Voador“, mais conhecido por defender a equipe Lotus, Peterson teve rápida passagens por outras equipes, a Tyrrell por exemplo.

Peterson com a famosa Tyrrell de seis rodas Brands Hatch Fonte Red Bull

Em 1978, Peterson estava em sua melhor temporada, seu jeito arrojado e rápido aliado aos excelentes modelos Lotus 78 e Lotus 79, primeiros carros com o conceito de carro-asa, que se utilizava do efeito solo, carros que levaram a equipe Lotus à conquista dos últimos títulos de pilotos e de construtores na Fórmula 1, pelas mãos de Mario Andretti.

No dia 10 de setembro de 1978, o GP da Itália foi disputado no autódromo de Monza, nesta corrida que introduziram o “semáforo” como mecanismo de largada, até ali era utilizada a bandeira do país sede, o comissário baixava a bandeira e era dada a largada.

Porém por um erro de Gianni Restelli que não viu que os últimos carros não haviam parado e acionou a luz verde, os pilotos que vinham de trás não reduziram e na chicane Goodyear houve um inferno de metal e fogo, pois os primeiros carros reduziram enquanto que o de trás vinham embalados e tocaram nos carros a frente, entre eles de Ronnie Peterson que teve a sua Lotus lançada com o guard-rail.

O violento choque fez com que a frente da Lotus 78 fosse esmigalhada e rompendo os tanques de combustível, causando um grande incêndio, Peterson foi retirado do carro com ferimentos seríssimos nas pernas, o resgate foi realizado por bombeiros e outros pilotos, Peterson foi retirado do autódromo direto para o hospital em Milão.

A corrida seguiu normalmente, teria sido uma vitória esmagadora de Mario Andretti, contudo este foi penalizado com um minuto de acréscimo ao seu tempo final por ter queimado a largada, assim Niki Lauda da Brabham foi declarado vencedor.

Porém a luta de Ronnie Peterson seguia contra morte, entre os procedimentos adotados para salvar a sua vida, Peterson teve o pé esquerdo amputado, contudo no dia seguinte, 11 de setembro de 1978, Peterson faleceu, sua morte se deu por embolia causada pelas inúmeras fraturas, Peterson faleceu aos 34 anos no auge da sua carreira.

James Hunt após a corrida disse que ao ouvir o carro de Peterson na largada teve a impressão que o modelo antigo da Lotus tinha problemas ao acelerar e este teria, em tese, sido o motivo pelo qual o sueco chegou tão lento a chicane Goodyear, no mesmo acidente o italiano Vittorio Brambilla foi atingido na cabeça por uma roda solta. Entre mortos e feridos Ricardo Patrese foi declarado culpado, com efeito sursis a pena de exclusão do campeonato, pelo incidente ocorrido.

Única medida tomada após o acidente foi a revisão da largada, onde, até hoje, um fiscal passa ao fundo do grid com uma bandeira na mão assinalando que todos os carros estão parados.

Após a morte de Peterson, Mario Andretti foi declarado campeão da temporada de 1978.

Peterson foi o segundo piloto da equipe Lotus a falecer em um final de semana de GP da Itália em Monza, Jochen Rindt havia falecido oito anos antes em 09 de setembro de 1970.

lll A Série 365 Dias Mais Importantes do Automobilismo, recordaremos corridas inesquecíveis, títulos emocionantes, acidentes trágicos, recordes e feitos inéditos através dos 365 dias mais importantes do automobilismo.

Subscribe to
BPCast

Or subscribe with your favorite app by using the address below

Rubens Gomes Passos Netto

“Netto”, popularmente conhecido entre os imigrantes Guaxupeanos que tocam a zueira no pequeno município de São Paulo, gosta de comprar livros e outras bugigangas que orbitam o universo da Fórmula 1, já semeava a discórdia ao aceitar o rótulo de “nerd”, quando em terras tropicais, tal rotulo era algo, um tanto quanto pejorativo aos descendentes de primatas residentes nas regiões montanhosas produtoras de café, o que julgava ser maravilhoso, ainda mais sendo um apaixonado pela Fórmula 1, fã da McLaren por paixão e pela Ferrari por criação, já que nasceu em uma família descente de italianos produtores de café e não fabricantes de macarrão, na sua pacata opinião a melhor temporada foi a 2008, já que por um infortúnio reprodutivo de seus pais não conseguiu assistir a temporada de 1986, admira e muito o Emerson Fittipaldi, tem como o carro dos sonhos o McLaren MP4/4 e sonha em um dia ou noite pilotar em Spa e provar que as teorias que não levam a humanidade a lugar algum dos quais ele defende são mais úteis que um relógio digital, salvo se for para comer um pastel de camarão acompanhado de um chopp escuro.