Quase #200 GPs para a conta, minha história até a milésima corrida

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Se a minha memória ainda estiver bem viva, a primeira corrida de Fórmula 1 que me motivou a acompanhar a categoria, foi o Grande Prêmio da China de 2009. Vitória de Sebastian Vettel com a Red Bull, após assumir o lugar de David Couthard, no final da temporada anterior.
Claro que naquela época eu não sabia de metade dessas informações e se quer tinha me atentado ao fato de ser a segunda vitória de Vettel na categoria. Mas certamente foi aquele ‘alemãozinho’ de Heppenheim que fez algo dentro de mim despertar o meu amor pelas corridas.
Já se passaram 195 Grandes Prêmios…
Desde criança eu gostava de carros… Tive a fita do Super Nintendo do Ayrton Senna e do Nigel Mansell, achava que pilotava muito naqueles carros ”quadrados”. Ainda recordando sobre Mansell, piloto inglês, bigode grosso… bom eu não gostava dele quando pequena, apenas por ele ter bigode e eu não queria jogar com o ”cara mal”.
Minha família perdeu o hábito de acompanhar a Fórmula 1, por conta da morte de Senna, mas eu ainda lembro do quadro da Williams pendurado na parede de casa. Na minha cabeça ele era um parente que ‘a gente’ tinha muita saudade. Anos depois eu fui entender melhor quem ele era e porque as manhãs de domingo pelas bandas do São João do Paraíso (MG) – Butantã (SP) não eram mais as mesmas.
Não consigo afirmar com precisão quantas corridas assisti na minha infância, mas sei que foram algumas, porque me lembro de Michael Schumacher e suas vitórias. O macacão vermelho que tanto me chamava a atenção. Não posso dizer mais coisas desse período, pois não me lembro de diálogos dos meus pais sobre esses momentos, mas certamente me acende um alerta sobre Cruzeiro vs. São Paulo e qual camisa eu deveria vestir.
Anos rolaram, estive em 2014 pela primeira vez no templo sagrado do automobilismo e foi um final de semana inacreditável. Conheci pessoas que são importantes até hoje na minha vida. Fui arrastada para o salão do automóvel, para deixar o final de semana cabeça de gasolina mais completo e conheci o Bar do Juarez. Pensa em uma perdição. Tudo isso é amor e ele certamente move o mundo.
Em 2015 foi a primeira vez que eu consegui realizar uma cobertura do Grande Prêmio do Brasil e ali foi mais uma cascata de sentimentos. Naquele ano eu tomei a decisão de começar a faculdade de Jornalismo e tive a plena certeza que não existia um curso que se encaixasse melhor na minha vida. Mais pessoas entraram para fazer parte da minha história neste período, principalmente os jornalistas que me estenderam a mão e me deram um empurrão para seguir o meu sonho.
Posso dizer que até este momento eu comemorei muito, chorei horrores, me diverti, conheci pessoas ótimas e só tive a ganhar, quando deixei o automobilismos tomar corta da minha vida de vez. Eu vi Schumacher correr… Com o auxílio da tecnologia assisti corridas de Senna e Rubens Barrichello. Não ter um brasileiro correndo agora, não me faz ter o ímpeto desistir desse esporte, porque eles mandam muito bem em outras categorias de dentro e fora do país, mas torço para ver a nossa bandeira no grid.
Fui despertada por Sebastian Vettel, mas conheci Lewis Hamilton, Kimi Raikkonen e Fernando Alonso e tive a oportunidade de ver essas estrelas guiarem ao vivo na pista, todos juntos, compartilhando um mesmo grid.
Assim como a Rafaela Oliveira do Garota da F1, eu tenho um prazer imenso por ter o privilégio de acompanhar a corrida de número #1000 da Fórmula 1 e tenho muito orgulho de dizer que eu fiz parte da história dessa categoria.

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Debora Almeida

Meus olhos brilharam quando eu vi o estilo de pilotagem do Vettel ele espertou em mim o interesse pelo esporte e cada vez mais eu queria entender sobre o assunto. Fiz da RBR minha casa e meu carro favorito é a Kinky Kylie.