Nanín conquista o seu primeiro título no GP do Brasil, quebrando a era Schumacher – Dia 127 dos 365 dias dos mais importantes da história do automobilismo

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Aos 24 anos Nanín ou Fernando Alonso para quem não é da família tornava-se campeão, quebrava um recorde de Emerson Fittipaldi que havia perdurado por mais de três décadas. Sem rodeios, dedicou a conquista para a família e os três ou quatro, poucos amigos que tinha e em suas próprias palavras ”Venho de uma país que não tem tradição na F1, e tudo que consegui na minha carreira foi lutando sozinho”. A equipe comemorou, tiveram champanhe para a comemoração, mas Alonso não se estendeu, deixando para retornar ao país depois que a temporada se encerasse.
A corrida era no Brasil e Fernando Alonso fez o que já vinha alimentando nas outras corridas ou seja administrando o campeonato, na busca por somar os últimos pontos que o consagrariam campeão.
 
Foi uma corrida cheia de ultrapassagens na primeira volta e Alonso acabou largando da Pole, mas na terceira volta foi superado por Montoya após uma entrada do Safety Car. O espanhol acabou perdendo o segundo lugar na primeira bateria de pit-stops para Raikkonen e foi se sustentando no terceiro lugar, que lhe garantiria a chance de ser campeão em terras canarinhas.
Fonte: F1-Pics.com
 
Alonso por fim acabou deixando Montoya e Raikkonen disputarem a primeira posição, enquanto Schumacher que estava em quarto, permanecia distante do espanhol. A McLaren não interveio entre o duelo que a sua dupla de pilotos travara e Montoya voltas depois conseguiria a sua vitória, sendo a terceira no ano e a segunda consecutiva no Brasil.
Kimi, lutou bravamente até onde pode.Fonte: F1-Pics.com
 
O título obtido pelo piloto da Renault, tinha obviamente todos os seus méritos. Somou 117 pontos e conseguia encima dos carros da McLaren, pois eram mais velozes que o oferecido para Alonso, mas também menos confiável, o que rendeu algumas quebras para Raikkonen ao longo do ano. Posso voltar a repetir que a McLaren nesta época foi uma mãe para o espanhol.
A Red Bull Racing ainda engatinhava em 2005 Fonte: F1-Pics.com

 

Essa postura de ver pilotos administrando os seus campeonatos, nunca são vistas com bons olhos. As vezes é bem frustrante não ver o piloto com sangue nos olhos e a faca nos dentes, foi assim em 2016 com o título obtido por Nico Rosberg, sendo o exemplo mais fresco que eu posso puxar para a memória dos caros e estimados leitores do blog. Esta atitude pode deixar qualquer um transtornado, mas se a gente pensar, foi o primeiro título do cara, melhor garantir do que ver ele escapar pelos dedos, ou vai que você apenas nasceu com uma oportunidade, vai arriscar pra que?
Rubens Barrichello em sua última aparição no GP do Brasil a bordo de uma Ferrari. Fonte: F1-Pics.com

Aliás a conquista de Alonso, rendeu a uma empresa que havia retornado para a F1 nos anos 2000, a Michelin mais uma vitória. A empresa fabricante de pneus esteve presente no título obtido por Judy Scheckter, com a Ferrari em 1979 e com Nelson Piquet e a Brabham em 1983 e Niki Lauda com a sua McLaren em 1984.

Fonte: F1-Pics.com

A Renault também estava em festa, com a sua primeira conquista de título de Piloto, já que as outras foram obtidas como fornecedora e a última sendo em 1997 com Villeneuve na Williams. Por outro lado a disputa no campeonato de construtores estava aberta, pois a dobradinha da McLaren colocava a equipe na frente, com uma diferença de apenas dois pontos.

Fonte: F1-Pics.com

 

A era Schumacher era quebrada, até ali ninguém tinha ideia que o último título seria o de 2004, depois de cinco anos consecutivos e somando 7 títulos na sua carreira.
 
 
 

Debora Almeida

Meus olhos brilharam quando eu vi o estilo de pilotagem do Vettel ele espertou em mim o interesse pelo esporte e cada vez mais eu queria entender sobre o assunto. Fiz da RBR minha casa e meu carro favorito é a Kinky Kylie.