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Lista de possíveis alvos do Irã aumenta preocupação com GPs da F1 e MotoGP no Oriente Médio

Agência iraniana divulgou locais que poderiam ser atingidos em caso de retaliação; hotéis usados por equipes no Catar e nos Emirados Árabes Unidos aparecem na relação

A agência de notícias iraniana Fars divulgou uma lista de possíveis alvos de retaliação do Irã caso os Estados Unidos e Israel realizem novos ataques contra o país. O documento, intitulado “Zero Hour”, reúne dezenas de locais no Oriente Médio e inclui hotéis no Catar e nos Emirados Árabes Unidos utilizados por equipes da Fórmula 1 e da MotoGP durante os fins de semana de corrida.

A divulgação ocorre em meio à incerteza sobre a realização das próximas etapas das duas categorias na região. Apesar das tensões geopolíticas, os eventos seguem previstos no calendário. A MotoGP tem programada uma etapa no Catar para este fim de semana, enquanto a Fórmula 1 ainda deve visitar o país e Abu Dhabi nas últimas provas do mês.

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A presença de hotéis ligados à operação das equipes na lista divulgada pela Fars amplia as preocupações sobre a segurança das delegações. Até o momento, porém, a publicação apresenta possíveis alvos em um cenário de retaliação, e não representa a confirmação de ataques ou de uma operação em andamento.

Yamaha não viajará para o Catar

A situação já provocou mudanças na programação da MotoGP. A Yamaha anunciou que não viajará ao Catar para a etapa deste fim de semana. Mesmo com a decisão da fabricante, a prova continua prevista, embora a maioria dos pilotos, não queira participar diante do cenário de instabilidade.

A discussão sobre a segurança no Oriente Médio não é recente. Nas últimas semanas, relatos da imprensa norte-americana apontaram que os Estados Unidos estariam se preparando para realizar novos ataques contra o Irã. Nesse contexto, a continuidade das provas depende das garantias oferecidas às categorias e da avaliação dos riscos nas próximas semanas.

A Fórmula 1 já precisou abrir mão da realização dos GPs do Bahrein e Arábia Saudita no começo do campeonato, por conta dos conflitos. Porém, após insistência do Bahrein, a prova que deveria ser realizada no Sakhir, aconteceu na Malásia.

A Fórmula 1 também mantém, por enquanto, os planos de disputar as etapas do Catar e de Abu Dhabi. No entanto, a organização ainda deverá reavaliar a situação antes de tomar uma decisão definitiva.

LEIA MAIS: GP de Abu Dhabi segue no calendário da F1 em meio aos conflitos no Oriente Médio

Há duas semanas, o presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem fez uma avaliação sobre o cenário e afirmou que não existiam impedimentos para realização da etapa. O dirigente, no entanto, destacou que a entidade não colocaria pilotos, funcionários ou outros integrantes do automobilismo em situações consideradas perigosas.

“O que eu posso dizer: meus filhos estão lá [nos Emirados Árabes Unidos]. Você acha que eu os deixaria lá e estaria aqui agora com você [se fosse perigoso]?”, a declaração foi dada por Mohammed Ben Sulayem a veículos de comunicação ao comentar a situação do calendário da Fórmula 1 e a realização do Rali Dakar, previsto para janeiro, na Arábia Saudita.

“É preciso ter bom senso nisso. Perguntar: ‘Será que teremos algum problema?’ é uma coisa. Mas o que vocês leem na mídia é bem diferente do que temos lá. O que lemos e vemos na TV nos faz pensar: ‘Onde é isso?’ Nós não temos isso de verdade. Senão, por que eu ficaria lá? Por que eu deixaria minha família lá?”

De acordo com informações publicadas anteriormente pelo GPblog, a Formula One Management (FOM) pretende realizar uma nova análise após as eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, marcadas para esta terça-feira. O objetivo é considerar a evolução do cenário político e de segurança antes de confirmar a realização das provas.

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A divulgação da lista pela agência iraniana acrescenta mais um fator à avaliação. Além dos riscos para os integrantes das equipes, a organização precisa considerar a segurança dos profissionais de imprensa e dos torcedores que viajariam para acompanhar os eventos.

Por enquanto, tanto a MotoGP quanto a Fórmula 1 seguem com seus compromissos no Oriente Médio previstos. A evolução da crise, porém, poderá determinar se os eventos serão realizados conforme o planejamento original.

Photo: FAS / matéria GPBlog

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Debora Almeida

Jornalista, escrevo sobre automobilismo desde 2012. Como fotógrafa gosto de fazer fotos de corridas e explorar os detalhes deste mundo, dando uma outra abordagem nas minhas fotografias. Livros são a minha grande paixão, sempre estou com uma leitura em andamento. Devoro séries seja relacionada a velocidade ou ficção cientifica.

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