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FIA mantém GPs do Catar e de Abu Dhabi no calendário da F1 em meio à tensão

Mohammed Ben Sulayem afirma que as duas provas estão previstas para acontecer, mas admite que mudanças podem ser necessárias. Imola permanece como alternativa para o encerramento da temporada.

A Fórmula 1 caminha para encerrar a temporada 2026 no Catar e em Abu Dhabi, apesar das tensões no Oriente Médio. O presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, garantiu que as duas etapas seguem previstas no calendário, mas ressaltou que a decisão poderá ser revista caso as condições de segurança se alterem. Imola permanece como alternativa para o fechamento do campeonato.

Em meio à instabilidade no Oriente Médio, a FIA mantém os planos para a realização dos GPs do Catar, em Lusail, e de Abu Dhabi, em Yas Marina, que devem encerrar a temporada 2026 da Fórmula 1. Em declaração publicada nesta terça-feira (20) pelo portal The Race, o presidente da entidade, Mohammed Ben Sulayem, afirmou que as duas etapas estão previstas para acontecer conforme o calendário, embora tenha reconhecido que eventuais mudanças nas condições de segurança podem alterar os planos.

A declaração surge em meio às incertezas que cercaram o calendário nas últimas semanas. Inicialmente, a expectativa era de que uma decisão sobre a realização das corridas fosse tomada em meados de setembro. Posteriormente, o prazo passou uma situação para ser resolvida em outubro, enquanto a possibilidade de manter as provas nos locais originais ganhou força no paddock.

Entre os episódios no cenário recente estão ataques a embarcações nas proximidades do Estreito de Ormuz e ações atribuídas aos houthis, grupo separatista do Iêmen, contra alvos na região. A evolução desses acontecimentos pode influenciar decisões relacionadas à circulação de pessoas, às operações logísticas e às viagens de equipes e funcionários.

De um lado, o Mundial de Endurance da FIA optou por trocar o local da sua final e migrou as provas restantes do calendário para Europa.

Segundo Ben Sulayem, a avaliação atual da FIA é de que não há impedimentos para a realização dos eventos. O dirigente, no entanto, destacou que a entidade não colocaria pilotos, funcionários ou outros integrantes do automobilismo em situações consideradas perigosas.

“O que eu posso dizer: meus filhos estão lá [nos Emirados Árabes Unidos]. Você acha que eu os deixaria lá e estaria aqui agora com você [se fosse perigoso]?”, a declaração foi dada por Mohammed Ben Sulayem a veículos de comunicação ao comentar a situação do calendário da Fórmula 1 e a realização do Rali Dakar, previsto para janeiro, na Arábia Saudita.

“É preciso ter bom senso nisso. Perguntar: ‘Será que teremos algum problema?’ é uma coisa. Mas o que vocês leem na mídia é bem diferente do que temos lá. O que lemos e vemos na TV nos faz pensar: ‘Onde é isso?’ Nós não temos isso de verdade. Senão, por que eu ficaria lá? Por que eu deixaria minha família lá?”

“Isso significa que nada vai acontecer? Não posso prever isso. Só posso dizer hoje que não há nada e que as duas corridas vão acontecer.”

Segundo Ben Sulayem, a avaliação atual da FIA é de que não há impedimentos para a realização dos eventos.

às informações divulgadas pela imprensa. Para o dirigente, a decisão precisa considerar as circunstâncias verificadas nos próprios destinos, sem ignorar a possibilidade de que o cenário se transforme.

Questionado sobre a segurança dos funcionários da entidade que precisariam viajar para as duas últimas etapas, o presidente reiterou sua confiança na situação atual.

“Estou feliz, sim, claro. Olha, não acho que os funcionários da FIA sejam mais importantes para mim do que eu mesmo ou minha família. Mas se eu estiver lá, significa que me sinto seguro em relação a isso.”

Apesar da intenção de manter o calendário original, a FIA não descartou a possibilidade de recorrer a um circuito alternativo. Imola, na Itália, foi apontada anteriormente como opção para substituir uma das etapas ou assumir o encerramento da temporada caso as condições no Oriente Médio impeçam a realização das provas.

Ao ser questionado se o circuito italiano continua preparado para receber a Fórmula 1, Ben Sulayem respondeu que a entidade permanece pronta para agir, se necessário.

“Claro. A FIA está sempre preparada”, declarou.

O presidente também revelou que a federação organizou uma estrutura alternativa de funcionários para o caso de restrições de viagem ou recomendações governamentais impedirem a presença de integrantes essenciais da entidade nos GPs do Catar ou de Abu Dhabi.

A possibilidade de substituição, portanto, continua aberta, embora não seja o cenário considerado prioritário neste momento.

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Debora Almeida

Jornalista, escrevo sobre automobilismo desde 2012. Como fotógrafa gosto de fazer fotos de corridas e explorar os detalhes deste mundo, dando uma outra abordagem nas minhas fotografias. Livros são a minha grande paixão, sempre estou com uma leitura em andamento. Devoro séries seja relacionada a velocidade ou ficção cientifica.

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