14 de Outubro, O Mais Italiano dos Franceses – Dia 146 De 365 Dias Dos Mais Importantes Da História Do Automobilismo

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Michael Schumacher e a Ferrari conquistaram os canecos de pilotos e equipes no já distante GP da Hungria, e o apagar das luzes de 2001, a ser disputado no GP do Japão, no dia 14 de outubro, não previa muitas emoções.

O domínio vermelho alcançava seu ápice, que se manteria até 2004. Schumacher e Barrichello fizeram 1-2 no pódio, e nada disso é importante para o post de hoje.

Na quinta volta, após uma colisão com Kimi Räikkönen, chegava ao fim a carreira de um piloto reconhecidamente talentoso, que não chegou sequer próximo do que se esperava dele.

Jean Alesi nasceu em Avignon, em 11 de junho de 1964, filho de sicilianos que emigraram para a França na década de 1960, foi aprendiz de ferreiro antes de se aventurar no Kart, aos 17 anos. Durante os anos 80 teve carreira frutífera nas categorias de base, foi campeão da Formula 3000 em 1989, pela equipe de Eddie Jordan.

No mesmo ano, estreou na categoria rainha pela Tyrrell, no seu GP caseiro, terminando em um honroso quarto lugar. O resultado creditou o francês a fazer mais oito provas no mesmo ano, com bons resultados.

O potencial apresentado no ano anterior foi confirmado na abertura do campeonato de 1990, quando peitou Ayrton Senna no circuito de Phoenix, em uma batalha inesquecível pela liderança.

Talento puro.

As apresentações dignas em uma equipe reconhecidamente limitada colocaram Alesi na mira dos times grandes. Esse frisson o colocou em maus lençóis, ao firmar compromisso com Williams e Ferrari para o ano de 1991. Após extensas negociações entre os times pela posse do menino francês, o time vermelho levou a melhor. Como indenização, a Williams recebeu de presente um dos bólidos da Ferrari, que até recentemente, se encontrava no museu do time, em Grove.

Jean realizava o seu sonho de menino, alinhar no grid pela marca do cavalo rampante… justamente durante a pior crise que a Ferrari enfrentou. Cinco temporadas ao volante do inesquecível Ferrari #27 e apenas uma vitória, no GP do Canadá de 1995, Alesi fez excelentes apresentações com carros inversamente proporcionais ao seu talento e agressividade. As câmeras onboard da época mostram o calvário do piloto para domar os motores V12, e o seu jeito pitoresco de segurar o volante, com as mãos em “dez para as duas”.

Agarrando o touro pelos chifres – ou o cavalo pela crina.

Em 1996, a Ferrari trouxe Michael Schumacher, e Alesi saiu do time pela porta dos fundos para encontrar refúgio na Benetton, que tentava se reestruturar após a debandada de pessoal para o lado vermelho. Nos dois anos na casa nova, os resultados inconsistentes para um time que havia se acostumado a vencer, além dos atritos entre piloto e o capo Flavio Briatore, mandaram Jean para a Sauber.

No time helvécio, o desempenho de Alesi foi respeitável, inclusive mascarando algumas deficiências do carro. Jean foi constantemente mais rápido que seus companheiros de equipe, mas ficava cada vez mais distante do pelotão da frente.

Em 2000, assinou com a Prost GP, sendo piloto de seu antigo companheiro de equipe. Pela primeira vez na carreira, Alesi não marcou pontos na temporada. No ano seguinte, a regularidade apresentada pelo carro francês lhe permitiu terminar todas as provas do certame e conquistar alguns pontos.

Sem assento para 2001, Jean Alesi conseguiu uma vaga tampão para as últimas cinco corridas do ano na Jordan, time onde completou sua ducentésima corrida, nos Estados Unidos. Da corrida seguinte, a última da carreira, falamos lá em cima.

De volta onde tudo começou. Fonte: Motorsport.com

Na vida após a F1, o francês militou na DTM e na Speedcar Series, além de fazer uma participação nas 500 milhas de Indinápolis e alguns testes pela McLaren.

Um talento inegável, que foi suprimido pela máquina de moer da F1, mas que merece ser lembrado para sempre como um dos pilotos mais interessantes dos anos 90. Salut!

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In other News…

O dia 14 de outubro marca diversos fatos importantíssimos para a história do mundo, como a quebra a barreira do som no avião experimental Bell X-1, em 1947, ou o feito de Felix Baumgartner, ao tornar-se a primeira pessoa a superar a barreira do som ao saltar mais de 39 mil metros sem ajuda mecânica, em 2012, ou ainda, em 1906, a organização da primeira prova de natação em Portugal, na Baía do Alfeite.

Nasceram Maria de Anjou, rainha de França (1404), Jules Rimet, ex-presidente da FIFA (1873), e Bernd Rosemeyer, piloto alemão da Auto Union, em 1909. Um dia vou escrever sobre ele!

Até a próxima senhores!

 

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