Turquia 2008 – Felipe Maaaaaassa do Brasil! – Dia 354 dos 365 dias mais importantes da história do automobilismo

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2008, conforme já foi comentado aqui mesmo no BP, foi um ano de muita emoção para muitos brasileiros, inclusive eu. Eu tinha 16 anos (afinal meu aniversário é só em setembro), e me lembro de ter visto essa corrida. 

Felipe Massa estava na luta pelo campeonato, e a Turquia era um dos circuitos que tinham seu nome no asfalto.

Conversando com Rubens (nosso editor) e Cristiano, descobri que haviam paradoxos nos sentimentos.
Rubens é torcedor da McLaren, então ele queria Massa campeão por ser brasileiro, mas a McLaren campeã por ser sua equipe favorita, porém não gostaria que Lewis Hamilton ganhasse os construtores.

Cristiano Seixas já expôs um outro lado, o que os brasileiros não botaram muita fé, até Felipe Massa estar em segundo no campeonato, quando a torcida se empolgou e essa empolgação ficou evidente no GP do Brasil.

O caso do brasileiro com Felipe em 2008 era o mesmo que é hoje com a copa do mundo, com as olimpíadas…VENCER. Hoje à tarde eu estava pensando sobre esse texto e tentando mensurar o quanto patriota eu sou, e é bastante. Meu sonho é fazer meus amigos acreditarem na engenharia brasileira como eu acredito, mas isso é caso para outro texto.

O GP da Turquia foi a quinta corrida de 2008, temporada conhecida como “a última temporada que a Ferrari não tinha piloto 1 e 2”. Na verdade, lendo o livro de Ross Brawn, eu fiquei chocada com uma realidade que ele contou no livro, e me deixou dias pensativa: No começo do campeonato, GERALMENTE, não havia primeiro e segundo piloto, e que a escolha era feita a partir do piloto que se destacasse com mais pontos até a metade, este seria priorizado, em prol do título de pilotos e de construtores. CLARO que essa teoria passou por mudanças, sendo que outros interesses passaram a ser considerados nesta escolha também.

Voltando então para 2008, Massa largou na pole position, e logo na primeira volta, Hamilton passou Kovalainen, tomando o segundo lugar e ficando na cola de Massa. Raikkonen largou mal, e teve um toque com Kovalainen, furando o pneu dele com sua asa dianteira.
Kubica, por sua vez, aproveitou a treta maligna para ocupar o terceiro lugar e ficar ali de boas.
houveram mais algumas colisões durante a primeira volta: Vettel e Sutil, Fisichella e Nakajima (e por culpa deste encontro, duplo abandono), e depois tudo voltou “ao normal”.

Fonte: Pinterest

Depois da saída do Safety Car (segunda volta), Massa continuou na ponta, com Hamilton na sua cola, a dupla deixando o polonês para trás, que vinha seguido por Raikkonen.
Embora esta seja a época de Alonso x Hamilton, os dois faziam corridas tão diferentes que a rivalidade nem aparecia. digo isso, porque dos 5 primeiros, era Alonso quem entraria no box primeiro.

Fonte: Pinterest

Uma vez na vida, a Ferrari acertou lindamente na estratégia: Alonso voltou em décimo, e na volta seguinte Hamilton entrou no box, voltando em sexto, enquanto o brasileiro ainda permaneceu por três voltas na pista liderando a corrida. Massa entrou e voltou para a corrida sem contratempos para retomar a liderança, porém sempre com Hamilton em sua cola (apenas 0.8 segundos), porém, devido ao pouco combustível, Massa teria que fazer um box a mais, o que na volta 24 deu a chance do inglês para ultrapassá-lo.

Eu disse que a Ferrari acertou na estratégia, pois Massa entrou em sua “última parada”, na volta de número 40, enquanto Hamilton teria que entrar novamente na volta 45, devolvendo a liderança ao brasileiro.

Fonte: Ferrari Spa/Ercole Colombo

Felipe não teve grandes problemas para vencer esta corrida, que foi ganha na estratégia. Foi a terceira vitória consecutiva dele, e o colocou no segundo lugar do campeonato, na luta pelo título com seu companheiro de equipe, Kimi Raikkonen. O que para todo Petrolhead é motivo para pular no lustre, por três razões:

1- Brasileiro com chance de ser campeão;

2- Ferrari com dois pilotos lutando pelo título (coisa que nunca mais foi vista);

3- Seria um campeão inédito na Fórmula 1.

O sentimento de patriotismo ainda existe nos brasileiros, mas mesmo não tendo mais um representante no grid, todos nós temos combustível nas veias, o que sempre nos manterá como público da F1, e como fãs e pessoas que respeitam Felipe Massa.

Erika Prado

Erika Prado, Ericoke, São Paulo - SP Nascida e criada na zona Lost, tornou-se podcaster devido a Bruno Shinosaki, e colunista devido a Rubens GP Netto. Estudante de engenharia mecânica, e apaixonada por qualquer máquina que precise de um coração (motor). Além de fã de automobilismo, é cinéfila e ama música de quase todos os gêneros (principalmente as que dão pra fazer coreografia), gosta de escrever textos como se estivesse contando algo pra alguém ou defendendo alguém em uma conversa, com memes, desenhos e até gráficos. Também ama auto-conhecimento, saúde mental e principalmente: a causa feminista. E não sabe ser breve...