Quem ama o feio, bonito lhe parece

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Por: Eduardo Casola Filho

lll Série 365: Quem ama o feio, bonito lhe parece – 02ª Temporada: dia 239 de 365 dias.

Imagem: Autosport.com

Antigamente, como as temporadas tinham um começo mais cedo e haviam mais testes, as equipes se apressavam em mostrar as novas máquinas para a temporada.

Em 1979, a nova coqueluche era o efeito-solo.

Todo mundo queria seguir o caminho do Lotus 79, apostando alto na aerodinâmica.

A Ferrari partiu para a mesma tendência, mesmo mantendo como base a sua série 312T, bem-sucedida nos campeonatos de 1975 e 1977.

O bólido projetado por Mauro Forghieri era mais estreito que seus antecessores, mas com as medidas limitadas pelo motor flat-12 usado pela montadora de Maranello.

Assim, nascia o quarto carro daquela família, o 312T4.

Lançado na manhã de 15 de janeiro de 1979, a primeira impressão não foi das melhores.

A aparência não agradou de primeira, mas provou ser eficiente – Imagem: Pinterest

O próprio Comendador, Enzo Ferrari, considerou aquele como o carro mais feio a sair das garagens de Maranello.

Porém, como vale lembrar, também muitos atribuem ao Comendador a célebre frase: “Carros bonitos são os que vencem corridas”.

E assim, o 312T4 deixou de ser um patinho feio e se virou um belo cisne nas pistas.

Estreando a partir do GP da África do Sul, terceira etapa, os carros vermelhos mostraram consistência.

Tanto Gilles Villeneuve como Jody Scheckter aproveitaram bem a confiabilidade do carro.

Apesar do domínio inicial da Ligier e do crescimento da Williams a partir da segunda metade, a equipe italiana foi a soberana de 1979.

Gilles entrou para a história pelos seus shows.

O desfile em três rodas, em Zandvoort, além da consagrada Batalha de Dijon são alguns dos exemplos.

Já o sul-africano foi mais consistente.

Com três vitórias (Zolder, Mônaco e Monza), Scheckter se consagrou campeão do mundo.

Uma conquista que se tornou eterna Imagem: F1 Destination

Uma marca que acabou sendo mais lembrada e duradoura do que se imaginava.

Afinal, a Ferrari esperou até o final do século XX para voltar a ver um piloto campeão.

Foram 21 anos vendo carros distintos, passando por várias eras: Turbo, Coca-Cola, Bico de Tubarão…

Muitos considerados até mais belos que 312T4.

Mas longe de ter a mesma eficiência nas pistas.

O próprio Comendador não voltou a ver algum empregado seu vencer o campeonato com as cores de Maranello.

Afinal, a beleza das pistas depende um ponto de vista.

Porém a vitória ajuda a embelezar o bólido campeão.

Fonte: 365 Days of Motoring e Stats F1

lll A Série 365 Dias Mais Importantes do Automobilismo, recordaremos corridas inesquecíveis, títulos emocionantes, acidentes trágicos, recordes e feitos inéditos através dos 365 dias mais importantes do automobilismo.

Eduardo Casola

Sou formado em jornalismo pela Uniso, torcedor do Corinthians e adoro esportes, especialmente automobilismo!