Brasil no centro do futebol feminino mundial
O Palácio do Planalto foi, nesta segunda-feira (26/1), palco de uma conversa que projeta o Brasil no epicentro do futebol feminino global. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu o ministro do Esporte, André Fufuca, o presidente da Federação Internacional de Futebol (FIFA), Gianni Infantino, o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Samir Xaud, e o técnico da Seleção Brasileira, Carlo Ancelotti, para tratar da organização da Copa do Mundo Feminina de Futebol de 2027.
Marcado para acontecer entre 24 de junho e 25 de julho, o Mundial reunirá 32 seleções em oito cidades brasileiras, consolidando o país como anfitrião de um dos maiores eventos esportivos do planeta.
Após o encontro, o tom foi de entusiasmo e confiança. Infantino, Xaud e Ancelotti manifestaram a convicção de que o Brasil entregará a melhor edição da história da Copa do Mundo Feminina. A competição, cuja marca oficial foi apresentada no domingo (25/1), no Rio de Janeiro, deverá mobilizar milhões de torcedores e alcançar uma audiência global sem precedentes.
“Eu sempre olho para o futuro. O que é importante em eventos de futebol, como a Copa do Mundo masculina ou feminina aqui no Brasil, é que eles unem as pessoas, unem os países, unem pessoas do mundo inteiro. Precisamos de ocasiões assim, especialmente no mundo de hoje”, afirmou Gianni Infantino.
O presidente da FIFA detalhou números ambiciosos: entre três e quatro milhões de torcedores circulando pelas cidades-sede, estádios lotados e uma audiência mínima estimada em três bilhões de pessoas ao redor do globo. Segundo ele, o sucesso do torneio é resultado da atuação conjunta entre FIFA, CBF e Governo Federal. “Tudo está pronto no Brasil. Há estádios, hotéis, aeroportos. Não precisamos de nada além da alegria da gente”, resumiu.
Futebol, inclusão e combate à violência
Para além das quatro linhas, Infantino destacou o papel social do Mundial de 2027. Segundo ele, a Copa será também uma plataforma para fortalecer o combate à violência contra as mulheres e ao feminicídio, tema sensível e urgente no país.
“Que todos estejam com a FIFA, com a CBF e com o Governo do Brasil para apoiar as mulheres e o futebol feminino, e todas as causas das mulheres. Estamos juntos e vamos trabalhar na educação desse tema”, declarou.
Um marco para o futebol feminino
Na avaliação de Samir Xaud, presidente da CBF, o Mundial de 2027 será um divisor de águas não apenas para o futebol feminino brasileiro, mas para toda a América do Sul. “Vivemos um momento ímpar. Esse evento vai transformar o nosso futebol feminino e o futebol sul-americano. A parceria com a FIFA e o apoio do governo são totais. Queremos fazer a melhor Copa do Mundo da história e deixar esse legado no Brasil”, afirmou.
Olhar para o futuro: Mundial de Clubes 2029
Embora não tenha sido pauta da reunião com o presidente Lula, Xaud confirmou que o Brasil pretende apresentar candidatura para sediar a Copa do Mundo de Clubes em 2029. Segundo ele, o país reúne condições para receber mais um evento de grande porte, embora o tema ainda demande articulações e ajustes.
“O Brasil vai sim colocar sua candidatura. É um projeto que exige diálogo e planejamento, mas acreditamos plenamente na capacidade do país de sediar esse evento grandioso”, concluiu.
Com o Mundial Feminino de 2027 no horizonte, o Brasil reafirma sua vocação futebolística — agora também como palco de transformação social, projeção internacional e valorização definitiva do futebol praticado por mulheres.
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